_Vai com Deus Luan. -Stella me abraçou, e foi embora-.
_É... você está pronto? -Roberval disse pausadamente após ela sair do quarto-.
_Cara, não precisa me olhar dessa jeito.
_Ué, eu só vim te chamar.
_Fica na sua! -Peguei meu celular em cima da cama, e sai-.
Não estava acreditando no que tinha acabado de fazer, não tinha traído só a Sophia, mas tinha traído a mim mesmo com a fraqueza do momento. Estava arrependido de todas as maneiras possíveis. O pior, é que eu não sabia se poderia contar pra Sophia, o certo seria, mas... ela já está tão mal com tudo que está acontecendo, que algo desse tipo, só faria com que as coisas piorassem.
_Alô?
_Oi Luan! -Ouvir sua voz doce, me fazia um bem inacreditável-. Como você está?
_Estou bem, só um pouco cansado! E você?
_Estou bem, só um pouco entendiada. Amanhã é a cirurgia.
_Amanhã? Pensei que seria daqui alguns dias.
_Não, amor. É amanhã. -Sua voz parecia desanimada-. Queria ter você aqui comigo.
_Me desculpa? -senti meu coração ficar em pedaços-.
_E pelo o que?
_Bom... por tudo. Principalmente por não estar ai nesse momento tão importante, quando prometi que estaria sempre.
_E você está, está em meus pensamentos e em meu coração a cada minuto, a cada batida do meu coração. Quando eu fecho os olhos... Você está aqui comigo.
_Te amo, viu? Agora eu preciso desligar, vou entra na van, no caminho não pega muito bem. E depois vou pro Rio de Janeiro.
_Mas e as fotos de hoje, você não vai me mandar?
_É verdade, eu vou mandar!
_Vou escolher algumas, de todas as que você me mandou, pra fazer um álbum pra guardar pra mim!
_E nesse álbum terá fotos, nossas?
_Tenho certeza que sim.
Nos despedimos e segui para a van. Roberval me olhava de canto de olho, e senti que ele estava querendo dizer algo, mas não dizia. Pensei em falar pra ela, mas não seria por telefone dizer coisas desse tipo. O remorso já batia, e tomava conta de mim. Sentia vontade de voltar no tempo, e mudar o que tinha acontecido, em outros momentos tentava ignorar o que tinha acontecido. Se desse apagaria da memoria.
_Ta pensando no que? -Roberval interrompeu meus pensamentos-.
_Em nada.
_Como você fica tão concentrado, pra não pensar em nada?
_Como se você não soubesse no que eu estou pensando...
_E Luan!
_Não quero ouvir o que você tem a dizer, eu sei o que eu faço da minha vida.
_É bom que saiba mesmo, nem todo mundo perdoa o que as outras fazem. E ainda mais quando elas fazem bem ciente das coisas.
Aquela eu engoli seco. De certa forma, ele tinha razão.
Desci da van, e fui para o aeroporto, atendi uma galera que se encontrava ali e embarquei para o Rio de Janeiro. Fui para o hotel, e não tive tempo de descansar o tempo que eu queria, então, logo comecei a me arrumar para ir para o show.
Já no camarim, tirei a foto da roupa que eu estava -calça preta, camiseta preta, colete jeans claro e um tênis meio verde, meio amarelo- para mandar para Sophia, para saber se estava aprovado.
''Com certeza, está maravilhoso.'' Estava aprovado.
Fui para a coletiva de imprensa e como sempre, foi bastante agitado. Pra falar a verdade, eu estava bem disperso. Não estava elaborando as respostas direitos, quando tal pergunta me fez ficar de coração apertado:
_Sua namorada sofreu um acidente recentemente, como ela está e como o relacionamento de vocês está depois do ocorrido?
_ Bom, ela está bem. Está ainda um pouco abalada com o resultado do acidente, e logo ela fará mais alguns procedimentos que eu tenho certeza que tudo vai dar certo.
_E o relacionamento de vocês, como está?
_Estamos bem unidos, na verdade. Estou sempre tentando acompanha-lá, e vai dar tudo certo.
_Segundo algumas pessoas que te virão hoje, disseram que você está de cara fechada. E anda evitando algumas pessoas. O que está acontecendo Luan? -Outra pessoa perguntou-.
_Olha, eu tento atender todo mundo que eu consigo, é claro que não consigo atender todos. Eu não evito ninguém, pelo contrário, mesmo cansado eu procuro estar junto com as pessoas que vão para os lugares para me ver.
A coletiva continuou por mais 25 minutos, algumas das perguntas eram pretensiosas. Porém, já tinha experiência de saber contornar o assunto.
E do nada, Sophia tomou conta de meus pensamentos. Tive vontade de dizer para o mundo, o quanto eu a amava, o quanto ela era especial pra mim. Então, antes do show, escolhi uma das fotos que eu mais gostava -a que eu tinha mostrado para Stella- e fiquei usando os minutos que antecedia o começo do show, para pensar em algo tão bonito quanto ela. Não sei se ela gostaria, mas era o que eu estava sentindo e com certeza, enquanto o nosso amor vivesse, eu sempre sentiria.
''Eu queria poder te dizer sem palavras, eu queria poder te cantar sem canções, queria viver morando em sua teia, seu sangue correndo em minha veia, seu cheiro morando em meus pulmões... Cada dia que passo sem sua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões...''
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Cadê nossas leitoras maravilhosas que viviam comentando? Será que teremos 6 comentários nesse capítulo? Digam o que estão achando! Capítulos emocionantes estão a espera de vocês!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
ɞ Capítulo Setenta E Três ʚ
_É... -disse levantando constrangido- o que você ta fazendo aqui? -peguei e vesti a primeira camiseta que encontrei no guarda-roupa.
_Não está me reconhecendo não, é?
_Desculpa, espera só um minuto.
Fui para o banheiro e peguei o short que tinha ali. Vesti e dei uma passada de mão no cabelo pra ajeitar. Não fazia a mínima ideia de quem tinha acabado de entrar no quarto, mas a pessoa era bem familiar.
_Pronto... Voltei.
_E então, lembra de mim? -ela se aproximou, e sentou em uma cadeira que eu nem lembrava de ter visto-.
_Olha, desculpa. Mas não consigo lembrar. -Confessei-.
_É a Stella Luan...
_Não precisa dizer mais nada, é claro que eu lembro de você agora! -Abracei-a-.
_As vezes é chato você ver muita gente, acaba esquecendo de algumas.
_Não é chato, acredite. Mas eu tento lembrar do máximo de gente que puder. Mas me conta, o que veio fazer aqui?
_Ah, a Lorena...Lembra da Lorena? -Arqueei a sombrancelia- Ta, você não lembra dela. Mas ela estava na mesma balada que a gente aquela vez, e ela acabou ficando com o Roberval. E ele mandou sms pra ela, e acabei vindo junto pra te ver...
_Ah, que bom!
_Desculpa entrar sem bater, o Roberval me disse que você já estaria pronto e então eu subi.
_É, era pra eu estar pronto mesmo. Mas acabei me atrasando.
_Me conta Luan, como anda a sua vida? -Ela disse me puxando para sentar ao seu lado-.
_Ah, na mesma. Tudo que você já deve imaginar.
_Namorando muito?
_Sim.
_Pegador desde sempre, né? -ela riu-.
_Não, mas agora é pra valer. Estou namorando mesmo, faz faz algum tempo.
_E você nem me conta nada? Me mostre uma foto dela.
_Aqui -peguei o celular e mostrei a foto que eu mais gostava de nós dois-. O nome dela é Sophia, tem 20 anos e mora em Londrina. No meu condomínio, da para acreditar? Coisa de Deus.
_Nossa, ela é muito linda Luan. Parabéns e parabéns também pelo namoro de vocês. Você merece ser feliz. E ela com certeza deve estar feliz, por tê-lo.
_Não sei se ela está feliz, pra falar a verdade. -Pela primeira vez, lembrei de como as coisas estavam e como a realidade machucava algumas vezes-.
_O que está acontecendo, Luan?
_Ah, nada não.
_Você pode confiar em mim, tô vendo que você precisa desabafar.
_Realmente eu preciso, queria fazer isso com a minha mãe como sempre fiz. Mas vou demorar pra vê-la.
_Então me conta...
_É que a Sophia sofreu um acidente há alguns dias.
_Mas ela está bem?
_Está sim. Porém está numa cadeira de rodas, e ela tem sim chance de voltar a andar. Mas ainda pode demorar a acontecer ou não pode acontecer.
_E você está sofrendo com isso?
_Sofro com o sofrimento dela, vejo que ela está infeliz. Eu tento fazer de tudo para que ela se sinta bem, como se nada tivesse acontecido...Mas não posso ignorar o que aconteceu e principalmente ela não consegue ignorar. Eu não sei mas o que eu faço, esses são só os primeiros dias. Eu queria estar com ela lá, mas eu tenho que estar aqui. Me torturo pensando nas coisas, eu só... eu só queria estar com ela. Mas a distância impede.
_Vai vê-la sempre que puder.
_Eu vou fazer isso, claro. Mas tô vendo que não verei ela pelos próximos dias. Perdi muito compromisso, e mesmo quando estou em casa aparece mais algum e eu tenho que sair independente da hora pra cumprir a agenda. Agora ta tudo acumulado, e nesses dias ela fará a cirurgia e eu não estarei com ela. E será nesse momento que tudo pode se resolver, pra bem ou não.
_Você está fazendo tudo que pode, tenho certeza. Mas Luan, ela com certeza é uma pessoa que sabe como sua vida é, ela sabe como você vive e como sua rotina é de imprevistos. Ela vai saber lidar com isso.
_A Sophia é maravilhosa, você precisa conhecê-la.
_Tenho certeza que é sim. -Ela sorriu-.
_Obrigada por ter aparecido, você não sabe como eu precisava falar isso pra alguém. Estou me sentindo melhor. -Sorri e ela fez o mesmo-. Preciso me arrumar agora, bora ir na rádio com a gente?
_O Roberval já tinha chamado... Mas aceito sim! -Ela riu-. Vou descer pra você se arrumar.
_Tudo bem.
Tirei a roupa que estava e coloquei um camiseta polo xadrez vermelha, uma calça jeans e um tênis azul que eu tinha acabado de comprar. Desci e na recepção já estava todo mundo esperando, cumprimentei a Lorena que era amiga da Stella, e fomos para a van. Eles foram na frente e eu fui atender as pessoas que se encontravam ali. Era gratificante demais, sempre ir em algum lugar e ter pessoas que estão a sua espera. No caminho para a rádio, fiquei olhando os presentes que tinha ganhado. Ganhei uma camiseta preta que tinha uma cruz na frente, iria usar com certeza. Li algumas das cartas, e acabei entrando no twitter pra seguir a dona da carta. Mas antes de seguir, acabei vendo que ela estava online, e vi que estava postando algumas coisas. Como o caminho era longo, decidi ler o que ela postava.
Ela estava contando como foi me ver, a alguns minutos antes. Pela forma que falava, percebi que estava muito feliz. E saber que eu era o motivo de sua felicidade, era maravilhoso. Queria poder guardar o sorriso dela num cantinho especial do meu coração.
Cheguei na rádio, e terminei de arrumar as coisas para começar. Foi maravilhoso como sempre, apesar de ser para uma quantidade menor de pessoas, as que estavam ali não deixaram a desejar. Fez valer a pena cada minuto.
_Parabéns! Foi maravilhoso. -Stella me abraçou no termino da apresentação-.
_Obrigado! Vocês vão para o hotel agora?
_É, vamos sim né Lô? -ela olhou para a amiga- temos que pegar nossas coisas que estão lá.
_De lá a gente vai pra onde, testa?
_Pra cidade maravilhosa!
_Bora lá então!
Voltamos para o hotel, e lá as coisas já estavam arrumadas para irmos para o Rio.
_Vim me despedir de você. -Stella abriu a porta e entrou no quarto-.
_Ah, sim. Logo a gente se vê! -Sorri e abracei-a-.
_Com certeza!
Ela me abraçou e depois me encarou, puxando minha cabeça em sua direção. Confesso, que no começo resisti. Mas aos poucos, desisti de resistir e continuei com os beijos. Os beijos eram urgentes, suas mãos eram rápidas e percebi que aos íamos caminhando para a direção da cama.
_Luan, está pronto? -Santo Roberval, esse sabe exatamente aparecer na hora certa-.
________________________________________________
O que será que vai acontecer agora ein? Queremos saber o que vocês estão achando!
Agradecemos pelos comentários! E sejam muito bem vinda as leitoras novas. Esperamos que continue nos acompanhando. Beijos!
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós, nos cubra com seu manto de amor guiando nossos passos e iluminando nossos caminhos.
_Não está me reconhecendo não, é?
_Desculpa, espera só um minuto.
Fui para o banheiro e peguei o short que tinha ali. Vesti e dei uma passada de mão no cabelo pra ajeitar. Não fazia a mínima ideia de quem tinha acabado de entrar no quarto, mas a pessoa era bem familiar.
_Pronto... Voltei.
_E então, lembra de mim? -ela se aproximou, e sentou em uma cadeira que eu nem lembrava de ter visto-.
_Olha, desculpa. Mas não consigo lembrar. -Confessei-.
_É a Stella Luan...
_Não precisa dizer mais nada, é claro que eu lembro de você agora! -Abracei-a-.
_As vezes é chato você ver muita gente, acaba esquecendo de algumas.
_Não é chato, acredite. Mas eu tento lembrar do máximo de gente que puder. Mas me conta, o que veio fazer aqui?
_Ah, a Lorena...Lembra da Lorena? -Arqueei a sombrancelia- Ta, você não lembra dela. Mas ela estava na mesma balada que a gente aquela vez, e ela acabou ficando com o Roberval. E ele mandou sms pra ela, e acabei vindo junto pra te ver...
_Ah, que bom!
_Desculpa entrar sem bater, o Roberval me disse que você já estaria pronto e então eu subi.
_É, era pra eu estar pronto mesmo. Mas acabei me atrasando.
_Me conta Luan, como anda a sua vida? -Ela disse me puxando para sentar ao seu lado-.
_Ah, na mesma. Tudo que você já deve imaginar.
_Namorando muito?
_Sim.
_Pegador desde sempre, né? -ela riu-.
_Não, mas agora é pra valer. Estou namorando mesmo, faz faz algum tempo.
_E você nem me conta nada? Me mostre uma foto dela.
_Aqui -peguei o celular e mostrei a foto que eu mais gostava de nós dois-. O nome dela é Sophia, tem 20 anos e mora em Londrina. No meu condomínio, da para acreditar? Coisa de Deus.
_Nossa, ela é muito linda Luan. Parabéns e parabéns também pelo namoro de vocês. Você merece ser feliz. E ela com certeza deve estar feliz, por tê-lo.
_Não sei se ela está feliz, pra falar a verdade. -Pela primeira vez, lembrei de como as coisas estavam e como a realidade machucava algumas vezes-.
_O que está acontecendo, Luan?
_Ah, nada não.
_Você pode confiar em mim, tô vendo que você precisa desabafar.
_Realmente eu preciso, queria fazer isso com a minha mãe como sempre fiz. Mas vou demorar pra vê-la.
_Então me conta...
_É que a Sophia sofreu um acidente há alguns dias.
_Mas ela está bem?
_Está sim. Porém está numa cadeira de rodas, e ela tem sim chance de voltar a andar. Mas ainda pode demorar a acontecer ou não pode acontecer.
_E você está sofrendo com isso?
_Sofro com o sofrimento dela, vejo que ela está infeliz. Eu tento fazer de tudo para que ela se sinta bem, como se nada tivesse acontecido...Mas não posso ignorar o que aconteceu e principalmente ela não consegue ignorar. Eu não sei mas o que eu faço, esses são só os primeiros dias. Eu queria estar com ela lá, mas eu tenho que estar aqui. Me torturo pensando nas coisas, eu só... eu só queria estar com ela. Mas a distância impede.
_Vai vê-la sempre que puder.
_Eu vou fazer isso, claro. Mas tô vendo que não verei ela pelos próximos dias. Perdi muito compromisso, e mesmo quando estou em casa aparece mais algum e eu tenho que sair independente da hora pra cumprir a agenda. Agora ta tudo acumulado, e nesses dias ela fará a cirurgia e eu não estarei com ela. E será nesse momento que tudo pode se resolver, pra bem ou não.
_Você está fazendo tudo que pode, tenho certeza. Mas Luan, ela com certeza é uma pessoa que sabe como sua vida é, ela sabe como você vive e como sua rotina é de imprevistos. Ela vai saber lidar com isso.
_A Sophia é maravilhosa, você precisa conhecê-la.
_Tenho certeza que é sim. -Ela sorriu-.
_Obrigada por ter aparecido, você não sabe como eu precisava falar isso pra alguém. Estou me sentindo melhor. -Sorri e ela fez o mesmo-. Preciso me arrumar agora, bora ir na rádio com a gente?
_O Roberval já tinha chamado... Mas aceito sim! -Ela riu-. Vou descer pra você se arrumar.
_Tudo bem.
Tirei a roupa que estava e coloquei um camiseta polo xadrez vermelha, uma calça jeans e um tênis azul que eu tinha acabado de comprar. Desci e na recepção já estava todo mundo esperando, cumprimentei a Lorena que era amiga da Stella, e fomos para a van. Eles foram na frente e eu fui atender as pessoas que se encontravam ali. Era gratificante demais, sempre ir em algum lugar e ter pessoas que estão a sua espera. No caminho para a rádio, fiquei olhando os presentes que tinha ganhado. Ganhei uma camiseta preta que tinha uma cruz na frente, iria usar com certeza. Li algumas das cartas, e acabei entrando no twitter pra seguir a dona da carta. Mas antes de seguir, acabei vendo que ela estava online, e vi que estava postando algumas coisas. Como o caminho era longo, decidi ler o que ela postava.
Ela estava contando como foi me ver, a alguns minutos antes. Pela forma que falava, percebi que estava muito feliz. E saber que eu era o motivo de sua felicidade, era maravilhoso. Queria poder guardar o sorriso dela num cantinho especial do meu coração.
Cheguei na rádio, e terminei de arrumar as coisas para começar. Foi maravilhoso como sempre, apesar de ser para uma quantidade menor de pessoas, as que estavam ali não deixaram a desejar. Fez valer a pena cada minuto.
_Parabéns! Foi maravilhoso. -Stella me abraçou no termino da apresentação-.
_Obrigado! Vocês vão para o hotel agora?
_É, vamos sim né Lô? -ela olhou para a amiga- temos que pegar nossas coisas que estão lá.
_De lá a gente vai pra onde, testa?
_Pra cidade maravilhosa!
_Bora lá então!
Voltamos para o hotel, e lá as coisas já estavam arrumadas para irmos para o Rio.
_Vim me despedir de você. -Stella abriu a porta e entrou no quarto-.
_Ah, sim. Logo a gente se vê! -Sorri e abracei-a-.
_Com certeza!
Ela me abraçou e depois me encarou, puxando minha cabeça em sua direção. Confesso, que no começo resisti. Mas aos poucos, desisti de resistir e continuei com os beijos. Os beijos eram urgentes, suas mãos eram rápidas e percebi que aos íamos caminhando para a direção da cama.
_Luan, está pronto? -Santo Roberval, esse sabe exatamente aparecer na hora certa-.
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O que será que vai acontecer agora ein? Queremos saber o que vocês estão achando!
Agradecemos pelos comentários! E sejam muito bem vinda as leitoras novas. Esperamos que continue nos acompanhando. Beijos!
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós, nos cubra com seu manto de amor guiando nossos passos e iluminando nossos caminhos.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
ɞ Capítulo Setenta E Dois ʚ
Acordei pela manhã e tive vontade de correr para abrir as cortinas como toda as manhãs. Mas esta manhã foi diferente de todas as outras. Acordei, olhei para minha perna e tentei movê-las. Em vão. Decidi logo em seguida que não queria chorar logo cedo, acreditava que quando isso acontecia pela manhã o resto do dia seria baseado em lágrimas. Mas vendo a situação em que eu me encontrava, percebi que isso não passava de mais uma daquelas coisas bobas que a gente acreditava que fazia diferença na nossa vida. No dia anterior, Luan e eu ficamos ali... juntos. Enquanto acariciava seu rosto de leve, fiquei pensando no futuro que teríamos. Nosso futuro estava como uma neblina: não conseguia ver muito, não sabia o que nos aguardava.
Caminhávamos sem saber onde estávamos pisando. Essa semana, ele teria que passar longe. Eu o entendia, claro. Mas queria que ele estivesse ali comigo.
_Preciso terminar o que esses dias eu não consegui fazer, minha assessora está enlouquecendo de tanto que eu estou faltando nas coisas...
_Tudo bem, eu te entendo... -Eu o entendia mesmo, não estava fazendo drama-.
_Agora, eu só vou terminar o que semana passada eu não consegui. Mas prometo que vou voltar. Você vai me esperar?
_Para todo o sempre.
_Você acredita nessas coisas de para sempre, mesmo? -ele disse ficando sério de uma vez-.
_Ah... e você, acredita?
_Sinceramente?
_Com toda a sinceridade que você tiver.
_Quando eu era criança, eu acreditava no para sempre. Depois, tive minha fase de adolescente revoltado. Você passou por isso, tenho certeza. Nesse momento, eu não acreditava. Mas, então eu passei a viver diferente de qualquer outro adolescente. Passei a ter uma rotina totalmente diferente, passei a conviver com pessoas que queriam apenas estar ao meu lado, queria apenas a minha atenção. Confesso pra você, que demorei a entendê-las. Passei dias, de verdade, passei dias tentando entender o que elas sentiam por mim. Teve momentos, que eu pensei que era apenas a vontade de estar do lado de alguém, em outros, estar ao lado de alguém que tinha fama. Mas, você deve estar pensando: o que isso tem a ver com o ''para sempre''.
_É.. confesso, o que tem a ver? -ri.
_Bom, eu descobri que elas não queriam apenas estar ao meu lado por estar, ou então estar ao meu lado por fama. Elas estavam ali por amor, sabe aqueles amor de mãe e filho? Nunca tinha escutado falar de outro sentimento tão puro, tão belo e sincero como este. Mas então, eu passei a ter comigo fãs. Cara, os meus
fãs não são só simples fãs. Eles são os melhores que eu já vi, é sério. Não é porque são meus fãs, mas eu falo isso porque eu já fui fã, e eu não me interessava tanto como elas se interessam por mim. Eu nunca passaria o que elas passam por mim. Sabe o que fazem elas fazerem isso? Um amor puro, sincero e um amor que não é egoísta. Um amor que me fez acreditar no para sempre.
_Queria que boa parte de suas fãs ouvissem o que eu acabei de ouvir. Você sabe como lidar com elas, não é? Isso que é maravilhoso em você. Você as trata igual por igual.
_Eu poderia ficar um dia todo falando de como eu me sinto em relação á elas, tentando descrever o que elas são pra mim. Mas sabe quando o amor é demais e você procura palavras para descrever o que você sente, mas nada chega tão perto? É assim... eu não tenho fãs, eu tenho anjos. Fãs são anjos que veio a terra
para cuidar e fazer alguém a pessoa mais feliz do mundo. E eu sou a pessoa mais feliz do mundo por terem anjos comigo.
Acordei pela manhã, e vi que o sol já estava forte. Acho que já não era tão manhã assim... olhei para o relógio e marcavam 15:52 hrs. Até que por hoje, eu acordei cedo. Sem ninguém me chamando, ou telefonando... Um dia comum. Não tão comum para um cara que faz show a semana toda, dorme as 05 da madrugada basicamente, e vê todos os dias muitas pessoas que gostam de você.
Olhei pro lado e vi que meu café da manhã estava ali, pelo visto logo eu teria que ir para algum lugar... uma rádio, ou gravar um programa, ou voar pra outro estado. Mas, sinceramente. Eu não queria estar aqui, eu queria estar era com ela... Sophia. Sophia estava sendo forte, tão forte que eu nunca pensei que seria. Ela está encarando bem a situação, pelo menos quando eu estou perto. E eu, ah...eu também estou tentando encarar a situação, mas a realidade é que eu não consigo. Tento ajudar, tento fazer de tudo... Mas faltam forças, quando estou longe penso que tudo está na pior. Mas vê-la deitada, ou sentada em uma cadeira de rodas parecia o mesmo. Mas, como sempre ela fazia arder em meu coração o amor que eu sentia por ela.
_Luan...você vai precisar se desdobrar em três hoje! -Roberval chegou falando sem rodeios-.
_Já me desdobrei em mais, boi.
_Você tem um programa de 2 horas para gravar, uma rádio de 1 hora e 30 minutos e um show.
_Pelo menos é tudo aqui, né?
_Só a rádio, o show e o programa é no Rio de Janeiro.
_Porque está tudo tão acumulado? Geralmente, vocês distribuem essas coisas na semana. -Falei passando a mão no rosto na tentativa de espantar a sonolência-.
_Você faltou em muitos compromissos ultimamente, era o que dava pra fazer. Luan, você não pode mais fazer isso.
_Eu não vou faltar, eu sei.
_E se continuar nesse ritmo, você vai sair com fama de irresponsável.
_Acordou bem ein? Ta com vontade de brigar, por que não pode. Ta com falta de muié? -levantei e fui tomar banho-.
_Para de fugir da realidade Luan, o que anda acontecendo com você?
_Você anda pegando no meu pé demais, nunca vi igual. -Gritei do banheiro-.
_Já volto, vou na recepção. E por favor, toma esse banho logo que a gente já está atrasado!
Tomei meu banho normalmente, demorei uns 15 minutos a mais só de pirraça.
Acabei de tomar banho, fui pro quarto trocar de roupa... Mas estava com um pouco de preguiça, então vesti a cueca me enrolei na toalha de novo e me joguei na cama. Todo largado.
A porta se abriu, como sempre Roberval não perdia aquele costume não bater.
Mas... não era ele. Eu conheço esse rosto, mas não estou lembrado de onde...
_Luan? -Ela disse surpresa ao me ver-.
Falem pra nós, o que vocês estão achando? É desmotivante não termos o retorno da parte de vocês. E pra quem escreve, isso é muito importante.
Será que teremos bastantes comentários, nesse capítulo? Se tivermos, postaremos em breve o próximo.
Agradecemos a paciência.
Caminhávamos sem saber onde estávamos pisando. Essa semana, ele teria que passar longe. Eu o entendia, claro. Mas queria que ele estivesse ali comigo.
_Preciso terminar o que esses dias eu não consegui fazer, minha assessora está enlouquecendo de tanto que eu estou faltando nas coisas...
_Tudo bem, eu te entendo... -Eu o entendia mesmo, não estava fazendo drama-.
_Agora, eu só vou terminar o que semana passada eu não consegui. Mas prometo que vou voltar. Você vai me esperar?
_Para todo o sempre.
_Você acredita nessas coisas de para sempre, mesmo? -ele disse ficando sério de uma vez-.
_Ah... e você, acredita?
_Sinceramente?
_Com toda a sinceridade que você tiver.
_Quando eu era criança, eu acreditava no para sempre. Depois, tive minha fase de adolescente revoltado. Você passou por isso, tenho certeza. Nesse momento, eu não acreditava. Mas, então eu passei a viver diferente de qualquer outro adolescente. Passei a ter uma rotina totalmente diferente, passei a conviver com pessoas que queriam apenas estar ao meu lado, queria apenas a minha atenção. Confesso pra você, que demorei a entendê-las. Passei dias, de verdade, passei dias tentando entender o que elas sentiam por mim. Teve momentos, que eu pensei que era apenas a vontade de estar do lado de alguém, em outros, estar ao lado de alguém que tinha fama. Mas, você deve estar pensando: o que isso tem a ver com o ''para sempre''.
_É.. confesso, o que tem a ver? -ri.
_Bom, eu descobri que elas não queriam apenas estar ao meu lado por estar, ou então estar ao meu lado por fama. Elas estavam ali por amor, sabe aqueles amor de mãe e filho? Nunca tinha escutado falar de outro sentimento tão puro, tão belo e sincero como este. Mas então, eu passei a ter comigo fãs. Cara, os meus
fãs não são só simples fãs. Eles são os melhores que eu já vi, é sério. Não é porque são meus fãs, mas eu falo isso porque eu já fui fã, e eu não me interessava tanto como elas se interessam por mim. Eu nunca passaria o que elas passam por mim. Sabe o que fazem elas fazerem isso? Um amor puro, sincero e um amor que não é egoísta. Um amor que me fez acreditar no para sempre.
_Queria que boa parte de suas fãs ouvissem o que eu acabei de ouvir. Você sabe como lidar com elas, não é? Isso que é maravilhoso em você. Você as trata igual por igual.
_Eu poderia ficar um dia todo falando de como eu me sinto em relação á elas, tentando descrever o que elas são pra mim. Mas sabe quando o amor é demais e você procura palavras para descrever o que você sente, mas nada chega tão perto? É assim... eu não tenho fãs, eu tenho anjos. Fãs são anjos que veio a terra
para cuidar e fazer alguém a pessoa mais feliz do mundo. E eu sou a pessoa mais feliz do mundo por terem anjos comigo.
Acordei pela manhã, e vi que o sol já estava forte. Acho que já não era tão manhã assim... olhei para o relógio e marcavam 15:52 hrs. Até que por hoje, eu acordei cedo. Sem ninguém me chamando, ou telefonando... Um dia comum. Não tão comum para um cara que faz show a semana toda, dorme as 05 da madrugada basicamente, e vê todos os dias muitas pessoas que gostam de você.
Olhei pro lado e vi que meu café da manhã estava ali, pelo visto logo eu teria que ir para algum lugar... uma rádio, ou gravar um programa, ou voar pra outro estado. Mas, sinceramente. Eu não queria estar aqui, eu queria estar era com ela... Sophia. Sophia estava sendo forte, tão forte que eu nunca pensei que seria. Ela está encarando bem a situação, pelo menos quando eu estou perto. E eu, ah...eu também estou tentando encarar a situação, mas a realidade é que eu não consigo. Tento ajudar, tento fazer de tudo... Mas faltam forças, quando estou longe penso que tudo está na pior. Mas vê-la deitada, ou sentada em uma cadeira de rodas parecia o mesmo. Mas, como sempre ela fazia arder em meu coração o amor que eu sentia por ela.
_Luan...você vai precisar se desdobrar em três hoje! -Roberval chegou falando sem rodeios-.
_Já me desdobrei em mais, boi.
_Você tem um programa de 2 horas para gravar, uma rádio de 1 hora e 30 minutos e um show.
_Pelo menos é tudo aqui, né?
_Só a rádio, o show e o programa é no Rio de Janeiro.
_Porque está tudo tão acumulado? Geralmente, vocês distribuem essas coisas na semana. -Falei passando a mão no rosto na tentativa de espantar a sonolência-.
_Você faltou em muitos compromissos ultimamente, era o que dava pra fazer. Luan, você não pode mais fazer isso.
_Eu não vou faltar, eu sei.
_E se continuar nesse ritmo, você vai sair com fama de irresponsável.
_Acordou bem ein? Ta com vontade de brigar, por que não pode. Ta com falta de muié? -levantei e fui tomar banho-.
_Para de fugir da realidade Luan, o que anda acontecendo com você?
_Você anda pegando no meu pé demais, nunca vi igual. -Gritei do banheiro-.
_Já volto, vou na recepção. E por favor, toma esse banho logo que a gente já está atrasado!
Tomei meu banho normalmente, demorei uns 15 minutos a mais só de pirraça.
Acabei de tomar banho, fui pro quarto trocar de roupa... Mas estava com um pouco de preguiça, então vesti a cueca me enrolei na toalha de novo e me joguei na cama. Todo largado.
A porta se abriu, como sempre Roberval não perdia aquele costume não bater.
Mas... não era ele. Eu conheço esse rosto, mas não estou lembrado de onde...
_Luan? -Ela disse surpresa ao me ver-.
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Falem pra nós, o que vocês estão achando? É desmotivante não termos o retorno da parte de vocês. E pra quem escreve, isso é muito importante.
Será que teremos bastantes comentários, nesse capítulo? Se tivermos, postaremos em breve o próximo.
Agradecemos a paciência.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
ɞ Capítulo Setenta E Um ʚ
Para a minha surpresa, pensei que iria embora naquele mesmo dia. Mas continuei no hospital até o dia seguinte.
_Sophia, demos aos seus pais o horário e o dia da cirurgia de semana que vem, esperamos que você fique de repouso e que por favor não tente nada. Você pode acabar agravando a situação. A partir da cirurgia e de como você ficará poderemos decidir a intensidade dos seus novos tratamentos.
_Tudo bem Doutor, não vou tentar nada não... até porque não quero ficar pior do que já estou, se é que isso ainda é possível.
_Você vai ficar bem logo. -Para a minha surpresa ele sorriu na tentativa que eu fizesse o mesmo, mas foi em vão-.
_Sophia, já compramos sua cadeira de rodas. -Meu pai disse com a voz diferente do normal, percebi que ele tinha ficado tão abalado quanto eu-.
_Não achamos nenhuma motorizada, mas vamos comprar. -Falou minha mãe, na tentativa de me animar-.
_De qualquer jeito eu vou ter que ficar sentada, que diferença terá? O bom é que meus braços terão algo pra fazer. -Falei sarcasticamente-.
Meu pai abriu a porta e voltou com a cadeira. Me senti meio atordoada ao ver ela, eu sabia que teria que usa-lá, mas vê-lá ali e saber que era para mim me aterrorizava um pouco. Nunca em nenhum momento da minha vida, passou pela minha cabeça que um dia eu estaria ali...no colo do meu pai, para me sentar numa cadeira de rodas. Inválida e com poucas chances de voltar a um dia a ficar de pé.
Luan continuava a me visitar, tive algumas conversas com minha mãe desde que acordei, e segundo ela desde o dia do acidente não teve um dia, mesmo por pouco tempo que ele não esteve ali para saber como eu estava. Fiquei pensando como ele estava se desdobrando, e como ele com certeza estaria muito mais cansado com essa rotina de ir me visitar; tadinho, isso era apenas o começo daquela nossa nova vida, de uma vida que eu não sabia se iria aguentar. Digo isso, pois sempre vivi solta por ai, sempre fui uma pessoa muito ativa, e ainda mais que eu era imperativa demais, não podia ficar parada um minuto sequer. Como por exemplo, como vou conseguir viver sem o hipismo? Eu praticava o hipismo por muitos motivos, mas dentre alguns, eu me sentia mais forte quando estava montada, sentia que nada poderia me parar. Agora, teria que aprender a viver com as minhas limitações.
Sai do hospital empurrada por Luan, aquela cena jamais vou esquecer. Na minha direta estava minha mãe, na esquerda meu pai e atrás de mim o cara que me completava. Quantas vezes desejei aquele momento, todos nós reunidos. Mas nunca pensei que quando fosse acontecer esse momento, eu estaria naquela situação.
Meu pai mais uma vez me pegou no colo e me colocou dentro do carro. Minhas pernas perderam força, perderam vida. Era estranho tentar mover um músculo e não conseguir. Por mais que eu tente descrever qual é a sensação, jamais chegaria ao ponto exato. Esperei pela entrada de Luan no carro, mas vi que ele entrou no seu e foi atrás de nós junto para o condomínio. Luan e a sua gentiliza de não querer forçar a barra com os meus pais.
A última vez que eu sai de casa, nunca pensei em retornar em uma cadeira de rodas, mas cá estamos nós.
_Licença ... -meu pai disse ao envolver os braços sobre mim, para colocar-me na cadeira-. Prontinho.
_Surpresa! -Gritaram quando entramos na sala-.
E não foi uma surpresa somente para mim, foi surpresa para nós todos. Os que gritaram, e para nós que chegamos. Estavam grande parte dos meus amigos ali. Encontravam-se ali Luana, Gabriel, Bruna, Bruno, Marizete, Amarildo, minha treinadora e meus colegas do hipismo também.
_Sophia... -Bruna correu para meu rumo- Luan, porque você não me avisou que... você ta na cadeira por causa da cirurgia, não é?
_Aqui estão as flores da sua família lá do Rio... -disse a empregada logo parando ao me ver sentada em uma cadeira de rodas-.
_Obrigada. -Disse ao pegar as flores e ler o pequeno cartão que contia ali.
''Esperamos que você fique bem. Estamos torcendo pela sua melhora. Não conseguimos ir ai, por termos visitas em casa. Estamos morrendo de saudades de você. Fica com Deus, te amamos.''
_Ninguém vai falar nada? O que aconteceu? -Bruna disse exaltada-.
_Desculpa Bruna. -Expliquei-. É... eu estou melhorando, mas a questão de eu estar na cadeira não é por causa da cirurgia, sim é, mas é porque agora eu não vou... -as lágrimas escaparam contra a minha vontade-. Eu não vou mais...andar. -Disse por fim relutando com as palavras-.
Ouvi suspiros atrás de mim, e ecoaram pela sala toda. Nunca me senti tão envergonhada por terem pena de mim.
_Gente, desculpa, eu não quero ser indelicada. Espero que vocês me entendam, mas eu vou subir...quer dizer, vão me levar para o meu quarto, eu estou cansada. Podem continuar a comemoração pela minha volta, mas desculpem. Eu não estou me sentindo bem...
_Filha, você pode dormir aqui no quarto de visitas.
_Eu quero o meu quarto mãe...
_Vamos ter que desmonta-ló e trazê-lo para cá.
_Não mãe, eu não quero meu quarto aqui embaixo. -Disse nervosa-.
_Podem deixar que eu a levo pra lá. -Luan percebendo meu nervosismo nos interrompeu-.
_Obrigada Luan.
Luan ficou bons minutos parado na frente da cadeira tentando pensar um modo de me pegar sem que me machucasse...
_Você não vai me machucar, pode ficar tranquilo. -Falei não só pra ele, mas para a plateia que nos observava em silêncio-.
Com as mãos fortes ele passou uma das mão por minhas costas e passou a outra por debaixo das minhas pernas. Me levantou e colocou contra seu peito. Passei a mão por volta do seu pescoço, para me arrumar para que ficasse mais fácil para ele a subida das escadas.
Para nossa sorte, após subirmos as escadas a porta estava entreaberta.
Com toda delicadeza do mundo, ele me colocou na cama. Não cansado apenas de fazer aquilo, jogou o edredom por cima de mim.
_Você não pode ficar doentinha agora, precisa ficar boa para fazer a cirurgia.
_Desculpa o trabalho que eu te dou.
_Eu faço por amor. -Ele disse se deitando em meu colo, com o corpo torto na cama-. E amor, é o que não falta.
_Sophia, demos aos seus pais o horário e o dia da cirurgia de semana que vem, esperamos que você fique de repouso e que por favor não tente nada. Você pode acabar agravando a situação. A partir da cirurgia e de como você ficará poderemos decidir a intensidade dos seus novos tratamentos.
_Tudo bem Doutor, não vou tentar nada não... até porque não quero ficar pior do que já estou, se é que isso ainda é possível.
_Você vai ficar bem logo. -Para a minha surpresa ele sorriu na tentativa que eu fizesse o mesmo, mas foi em vão-.
_Sophia, já compramos sua cadeira de rodas. -Meu pai disse com a voz diferente do normal, percebi que ele tinha ficado tão abalado quanto eu-.
_Não achamos nenhuma motorizada, mas vamos comprar. -Falou minha mãe, na tentativa de me animar-.
_De qualquer jeito eu vou ter que ficar sentada, que diferença terá? O bom é que meus braços terão algo pra fazer. -Falei sarcasticamente-.
Meu pai abriu a porta e voltou com a cadeira. Me senti meio atordoada ao ver ela, eu sabia que teria que usa-lá, mas vê-lá ali e saber que era para mim me aterrorizava um pouco. Nunca em nenhum momento da minha vida, passou pela minha cabeça que um dia eu estaria ali...no colo do meu pai, para me sentar numa cadeira de rodas. Inválida e com poucas chances de voltar a um dia a ficar de pé.
Luan continuava a me visitar, tive algumas conversas com minha mãe desde que acordei, e segundo ela desde o dia do acidente não teve um dia, mesmo por pouco tempo que ele não esteve ali para saber como eu estava. Fiquei pensando como ele estava se desdobrando, e como ele com certeza estaria muito mais cansado com essa rotina de ir me visitar; tadinho, isso era apenas o começo daquela nossa nova vida, de uma vida que eu não sabia se iria aguentar. Digo isso, pois sempre vivi solta por ai, sempre fui uma pessoa muito ativa, e ainda mais que eu era imperativa demais, não podia ficar parada um minuto sequer. Como por exemplo, como vou conseguir viver sem o hipismo? Eu praticava o hipismo por muitos motivos, mas dentre alguns, eu me sentia mais forte quando estava montada, sentia que nada poderia me parar. Agora, teria que aprender a viver com as minhas limitações.
Sai do hospital empurrada por Luan, aquela cena jamais vou esquecer. Na minha direta estava minha mãe, na esquerda meu pai e atrás de mim o cara que me completava. Quantas vezes desejei aquele momento, todos nós reunidos. Mas nunca pensei que quando fosse acontecer esse momento, eu estaria naquela situação.
Meu pai mais uma vez me pegou no colo e me colocou dentro do carro. Minhas pernas perderam força, perderam vida. Era estranho tentar mover um músculo e não conseguir. Por mais que eu tente descrever qual é a sensação, jamais chegaria ao ponto exato. Esperei pela entrada de Luan no carro, mas vi que ele entrou no seu e foi atrás de nós junto para o condomínio. Luan e a sua gentiliza de não querer forçar a barra com os meus pais.
A última vez que eu sai de casa, nunca pensei em retornar em uma cadeira de rodas, mas cá estamos nós.
_Licença ... -meu pai disse ao envolver os braços sobre mim, para colocar-me na cadeira-. Prontinho.
_Surpresa! -Gritaram quando entramos na sala-.
E não foi uma surpresa somente para mim, foi surpresa para nós todos. Os que gritaram, e para nós que chegamos. Estavam grande parte dos meus amigos ali. Encontravam-se ali Luana, Gabriel, Bruna, Bruno, Marizete, Amarildo, minha treinadora e meus colegas do hipismo também.
_Sophia... -Bruna correu para meu rumo- Luan, porque você não me avisou que... você ta na cadeira por causa da cirurgia, não é?
_Aqui estão as flores da sua família lá do Rio... -disse a empregada logo parando ao me ver sentada em uma cadeira de rodas-.
_Obrigada. -Disse ao pegar as flores e ler o pequeno cartão que contia ali.
''Esperamos que você fique bem. Estamos torcendo pela sua melhora. Não conseguimos ir ai, por termos visitas em casa. Estamos morrendo de saudades de você. Fica com Deus, te amamos.''
_Ninguém vai falar nada? O que aconteceu? -Bruna disse exaltada-.
_Desculpa Bruna. -Expliquei-. É... eu estou melhorando, mas a questão de eu estar na cadeira não é por causa da cirurgia, sim é, mas é porque agora eu não vou... -as lágrimas escaparam contra a minha vontade-. Eu não vou mais...andar. -Disse por fim relutando com as palavras-.
Ouvi suspiros atrás de mim, e ecoaram pela sala toda. Nunca me senti tão envergonhada por terem pena de mim.
_Gente, desculpa, eu não quero ser indelicada. Espero que vocês me entendam, mas eu vou subir...quer dizer, vão me levar para o meu quarto, eu estou cansada. Podem continuar a comemoração pela minha volta, mas desculpem. Eu não estou me sentindo bem...
_Filha, você pode dormir aqui no quarto de visitas.
_Eu quero o meu quarto mãe...
_Vamos ter que desmonta-ló e trazê-lo para cá.
_Não mãe, eu não quero meu quarto aqui embaixo. -Disse nervosa-.
_Podem deixar que eu a levo pra lá. -Luan percebendo meu nervosismo nos interrompeu-.
_Obrigada Luan.
Luan ficou bons minutos parado na frente da cadeira tentando pensar um modo de me pegar sem que me machucasse...
_Você não vai me machucar, pode ficar tranquilo. -Falei não só pra ele, mas para a plateia que nos observava em silêncio-.
Com as mãos fortes ele passou uma das mão por minhas costas e passou a outra por debaixo das minhas pernas. Me levantou e colocou contra seu peito. Passei a mão por volta do seu pescoço, para me arrumar para que ficasse mais fácil para ele a subida das escadas.
Para nossa sorte, após subirmos as escadas a porta estava entreaberta.
Com toda delicadeza do mundo, ele me colocou na cama. Não cansado apenas de fazer aquilo, jogou o edredom por cima de mim.
_Você não pode ficar doentinha agora, precisa ficar boa para fazer a cirurgia.
_Desculpa o trabalho que eu te dou.
_Eu faço por amor. -Ele disse se deitando em meu colo, com o corpo torto na cama-. E amor, é o que não falta.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
ɞ Capítulo Setenta ʚ
_Bom, tivemos algumas suspeitas do que havia acontecido com você após o acidente. O acidente causou um estrago enorme, não só no seu carro, mas em você também... -Seus olhos sobre mim era um olhar penoso- Suspeitamos que você não iria ficar com apenas aranhões, até que no entanto, você teve que passar pro vários procedimentos. E até mesmo uma cirurgia.
_Por favor doutor, fala de uma vez... -minha mãe implorou, não só por ela, mas por mim também-.
_Você vai ficar bem, espero que não se esqueça disso.
_Tá... -foi o que eu consegui dizer apenas-.
_Chegou até em mim, que você se questionou sobre suas pernas, o porquê delas estarem dormentes. Certo?
_Certo, não é Doutor?
_Não Sophia... após a primeira cirurgia, suas pernas ficaram dormentes sim, mas por causa do remédio, a cirurgia foi feita logo após sua entrada no hospital. Passaram-se vários dias, e suas pernas deixaram de ficar dormente. Agora elas estão assim porque você teve uma lesão medular. Ou seja, você perdeu o controle e a sensibilidade dos seus membros inferiores.
Não, eu ainda estava em coma. Eu estava em coma e estava prestes a acordar daquele acidente, eu estava sonhando...ou melhor, tendo pesadelo. Eu estava tendo pesadelo, e logo eu iria acordar, sair dessa cama e voltar pra casa e andando.
_Ela o que? -meu pai disse o que eu não consegui dizer.
Eu olhei em minha volta e vi pessoas tão desoladas, perplexas e desacreditadas quanto eu. Nosso espanto foi tanto, que demonstramos isso com o silêncio, com o semblante mais apavorado que alguém já viu na vida.
_Ela está Paralitica.
Vi que não era somente eu que entrava em uma grise interna. Que entrava num choro sem fim. Eu não acreditara no que tinha acabado de ouvir. Minha vontade era de pegar aqueles exames e mostrar para ele que ele estava errado, que os efeitos da dormência de minhas pernas ainda continuava, e que logo acabaria. Eu estava em choque. Como iria continuar assim? Minhas pernas são tudo pra mim,sem elas ficarei também sem uma das coisas que eu mais amava na vida. O hipismo.
_Ela ainda teve sorte de não ficar tetraplégica, pois ela teve lesões na região lombar que geralmente causa a tetraplegia... Eu sei que vocês estão em choque, mas ainda temos esperanças. Não é o fim Sophia, você ainda pode continuar a andar...
_Quando? Eu nunca mais vou levantar de uma cadeira de rodas, se eu sair é só para morrer e ir para o caixão! -Gritei sem medo de demonstrar toda minha fúria-.
_Você vai receber tratamentos após outra cirurgia que foi marcada. Sabemos que você quer andar logo, então ela será daqui alguns dias.
_Existe essa possibilidade? -Falou meu pai-.
_Sim, existe. Existem vários tipos de Paraplegia, a dela constatamos que é a reversível...
_Mas de quanto tempo?
_Bom, é reversível, mas não temos um tempo exato.
_Ou seja, eu nunca mais vou andar na vida. -Falei desolada-.
_Sophia, eu preciso conversar com os seus pais.
_Não me trate como uma criança, eu não sou uma.
_Eu sei que não é, mas você precisar absorver tudo. Vou deixa-lá aqui um instante com o Luan, e já volto.
Olhei para Luan após eles saírem da sala. Vi que ele ficou sentado e cabisbaixo no pequeno sofá que tinha no canto da sala. Eu queria saber o que se passava em sua cabeça, ser seus pensamentos, mas eu não estava conseguindo nem por em ordem os meus.
Ele se levantou e vi que seu rosto estava vermelho. Nunca tinha presenciado algo como aquele momento. Eu nunca fiquei tão desolada em toda minha vida, nunca senti tanto medo em minha vida.
_Ei... -Ele disse segurando minha mão-. Vai ficar tudo bem, você vai vê. -Uma lágrima caiu, naquele momento-.
_Você também não acredita nisso, não é?
_Eu acredito que tudo vai ficar bem.
_Luan, as coisas não eram pra ser assim.
_Você vai lutar, e eu vou estar com você.
_Eu não sei se quero lutar, as chances são poucas.
_Mas elas existem...
_Eu não sei o que vai ser de mim Luan...
_Poderia ter sido pior, meu amor. Você poderia ter me deixado aqui sozinho...
_Mas nesse momento, eu estaria cuidando de você.
_Eu vou estar ao seu lado, eu te prometo. Em todos os momentos, todos os dias...vou virar dois se for preciso, para estar aqui com você. Te ajudando.
_Eu tô com medo Luan...
_Não fica, eu estou aqui.
Ele me deu um abraço desajeitado. Um abraço acolhedor e protetor. Naquele momento, me senti forte. Senti que nada iria me machucar, que ele estaria me protegendo.
_Por favor doutor, fala de uma vez... -minha mãe implorou, não só por ela, mas por mim também-.
_Você vai ficar bem, espero que não se esqueça disso.
_Tá... -foi o que eu consegui dizer apenas-.
_Chegou até em mim, que você se questionou sobre suas pernas, o porquê delas estarem dormentes. Certo?
_Certo, não é Doutor?
_Não Sophia... após a primeira cirurgia, suas pernas ficaram dormentes sim, mas por causa do remédio, a cirurgia foi feita logo após sua entrada no hospital. Passaram-se vários dias, e suas pernas deixaram de ficar dormente. Agora elas estão assim porque você teve uma lesão medular. Ou seja, você perdeu o controle e a sensibilidade dos seus membros inferiores.
Não, eu ainda estava em coma. Eu estava em coma e estava prestes a acordar daquele acidente, eu estava sonhando...ou melhor, tendo pesadelo. Eu estava tendo pesadelo, e logo eu iria acordar, sair dessa cama e voltar pra casa e andando.
_Ela o que? -meu pai disse o que eu não consegui dizer.
Eu olhei em minha volta e vi pessoas tão desoladas, perplexas e desacreditadas quanto eu. Nosso espanto foi tanto, que demonstramos isso com o silêncio, com o semblante mais apavorado que alguém já viu na vida.
_Ela está Paralitica.
Vi que não era somente eu que entrava em uma grise interna. Que entrava num choro sem fim. Eu não acreditara no que tinha acabado de ouvir. Minha vontade era de pegar aqueles exames e mostrar para ele que ele estava errado, que os efeitos da dormência de minhas pernas ainda continuava, e que logo acabaria. Eu estava em choque. Como iria continuar assim? Minhas pernas são tudo pra mim,sem elas ficarei também sem uma das coisas que eu mais amava na vida. O hipismo.
_Ela ainda teve sorte de não ficar tetraplégica, pois ela teve lesões na região lombar que geralmente causa a tetraplegia... Eu sei que vocês estão em choque, mas ainda temos esperanças. Não é o fim Sophia, você ainda pode continuar a andar...
_Quando? Eu nunca mais vou levantar de uma cadeira de rodas, se eu sair é só para morrer e ir para o caixão! -Gritei sem medo de demonstrar toda minha fúria-.
_Você vai receber tratamentos após outra cirurgia que foi marcada. Sabemos que você quer andar logo, então ela será daqui alguns dias.
_Existe essa possibilidade? -Falou meu pai-.
_Sim, existe. Existem vários tipos de Paraplegia, a dela constatamos que é a reversível...
_Mas de quanto tempo?
_Bom, é reversível, mas não temos um tempo exato.
_Ou seja, eu nunca mais vou andar na vida. -Falei desolada-.
_Sophia, eu preciso conversar com os seus pais.
_Não me trate como uma criança, eu não sou uma.
_Eu sei que não é, mas você precisar absorver tudo. Vou deixa-lá aqui um instante com o Luan, e já volto.
Olhei para Luan após eles saírem da sala. Vi que ele ficou sentado e cabisbaixo no pequeno sofá que tinha no canto da sala. Eu queria saber o que se passava em sua cabeça, ser seus pensamentos, mas eu não estava conseguindo nem por em ordem os meus.
Ele se levantou e vi que seu rosto estava vermelho. Nunca tinha presenciado algo como aquele momento. Eu nunca fiquei tão desolada em toda minha vida, nunca senti tanto medo em minha vida.
_Ei... -Ele disse segurando minha mão-. Vai ficar tudo bem, você vai vê. -Uma lágrima caiu, naquele momento-.
_Você também não acredita nisso, não é?
_Eu acredito que tudo vai ficar bem.
_Luan, as coisas não eram pra ser assim.
_Você vai lutar, e eu vou estar com você.
_Eu não sei se quero lutar, as chances são poucas.
_Mas elas existem...
_Eu não sei o que vai ser de mim Luan...
_Poderia ter sido pior, meu amor. Você poderia ter me deixado aqui sozinho...
_Mas nesse momento, eu estaria cuidando de você.
_Eu vou estar ao seu lado, eu te prometo. Em todos os momentos, todos os dias...vou virar dois se for preciso, para estar aqui com você. Te ajudando.
_Eu tô com medo Luan...
_Não fica, eu estou aqui.
Ele me deu um abraço desajeitado. Um abraço acolhedor e protetor. Naquele momento, me senti forte. Senti que nada iria me machucar, que ele estaria me protegendo.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Nove ʚ
Não queria abrir os olhos, não queria saber o que tinha acontecido... minhas lembranças eram vagas, não conseguia me lembrar de muita coisa. Só sabia que meu corpo estava entorpecido, provavelmente de muita quantidade de remédios que eu devo ter tomado.
Não sabia distinguir se era dia ou noite, só sabia que fazia frio e tinha pouco cobertor sobre mim.
Senti que minhas mãos estava segurando outra. Tomei uma boa dose de coragem para abrir os olhos, não somente para ver quem estava ali comigo, mas também para acordar para a realidade, para dar continuação a minha vida... para enfrentar meu pai e para saber o que tinha acontecido.
_Luan... -disse apertando a mão daquele menino que se encontrava com a cabeça encostada na cama e com o cabelo todo bagunçado-.
_Sophia...Meu Deus. Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que ta sentindo? -Acho que ele não percebeu que eu estava meio grogue e despejou várias perguntas ao mesmo tempo e se engasgando com todas elas-.
_Eu..não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ao perceber sua preocupação e por perceber que o acidente foi muito mais intenso do que eu imaginava-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan... me perdoa.
_Fica calma, você ta bem... -ele me olhava com os olhinhos brilhando-.
_Luan... -eu não queria aparentar fraqueza na sua frente, mas a situação estava tão complicada que eu deixei de me importar com o que ele estivesse pensando sobre mim...sobre minha falha-.
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta... -ele chorava tão desesperadamente, que eu não sabia como agir...-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -Disse segurando em seu rosto para que ele não pudesse desviar o olhar do meu-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas... -coloquei as mão sobre elas- eu não estou sentindo-as.
Ele ficou tão perplexo quanto eu.
_Luan?
_Calma Sophia, são os remédios...
_Luan... o que aconteceu?
_Você ficou vários dias em como, meu amor... -ele apertou minhas mãos-.
_Dias? -disse quase sem acreditar no que acabara de ouvir-.
_Foram dias terríveis, foram dias da culpa me consumindo... foram dias imaginando o que aconteceria com você, conosco.
_Luan, eu não imaginava tudo isso...
_Calma, você precisa tomar mais remédios.
_Mas Luan, as minhas pernas... minhas pernas! -disse repetidas vezes- eu não estou sentindo-as.
_Olha, você confia em mim? -Disse tão nervoso quanto eu-.
_Confio... -falei após um grande suspiro-.
_Então ó -ele se aproximou o máximo que pôde de mim- suas pernas devem estar dormentes por causa de algum medicamento, eu vim aqui por vários dias e vi eles te dando muitas coisas e dando várias injeções em você... Então ta explicado, ta bom? Vai dar tudo certo.
_Eu queria levantar para te abraçar...
_Luan...Sophia! -A enfermeira me olhou espantada e só assim eu vi que o Luan tinha razão, o acidente foi de grande proporção-. Luan, você deveria ter nos avisado que ela acordou.
_Desculpa, é que ela acabou de acordar...
_Luan, seu horário acabou. Vou chamar os médicos e logo após os pais. Você verá ela apenas amanhã agora.
_Amanhã?
_É Luan, amanhã. Vem...
_Eu volto ta bom? Eu sempre voltarei pra você... -disse ele me dando um beijo e logo após outro na testa- eu te amo.
_Eu te amo muito!
Ele virou as costas e de repente uma sensação de medo se apoderou de mim, parece que ele tinha levado consigo toda minha fé, minha força e minha coragem.
Olhei para um relógio e vi que eram 19:30, esperei que meus pais estivessem no hospital para vim me vir, pois se demorassem muito, só iria conseguir vê-los amanhã. Já que o horário de visitas acaba as 20 horas (Com certeza o regulamento do hospital não tinha mudado desde a primeira vez que eu vim aqui um dia desses).
Quando estava quase pegando no sono, ouço a porta abrir.
_Minha filha... -minha mãe correu para o meu lado largando meu pai sozinho na porta-.
_Mãe... -senti as lágrimas tomarem conta dos meus olhos-.
_Como você está? Eu fiquei tão preocupada.
_Só com o corpo meio dormente...
_Seu médico não virá hoje, só amanhã cedo. Ele está em cirurgia, e amanhã trará seus diagnósticos. -Disse meu pai interrompendo o que minha mãe ia dizer-.
_Entendi... -disse vendo que nada entre nós tinha mudado. Ele continuava sendo o mesmo, apesar de tudo-.
_Você vai ficar melhor querida...
_Eu espero...
Ficamos conversando por volta de 25 minutos, o horário como eu imaginava acabara logo. Eles me prometeram voltar amanhã cedo no primeiro horário. Fiquei feliz por saber que meus pais, tinham largado tudo para estar aqui comigo -bom, eu imaginava isso-.
Fiquei triste por ficar sozinha, precisava da presença de alguém ali comigo. Mas o sono logo veio e eu dormi sem nem fazer esforço como era de costume.
Acordei ás 09:30 e vi que meus pais estavam ali já, fiquei pensando quanto tempos eles ficaram me esperando acordar!
_Bom dia, minha vida! -minha mãe veio me abraçar-.
_Bom dia mãe! -sorri para ela- bom dia pai. -disse infelizmente secamente-.
_Bom dia... como você está?
_Tô melhorando, e o senhor?
_Não muito bem, pra falar a verdade. Já comecei o dia empacado.
_Otávio... -minha mãe nos interrompeu-.
_O que aconteceu?
_Ah, o cantorzinho está lá fora. Acredita que ele queria entrar primeiro que a gente? Até parece!
_Porque não entraram juntos?
_Porque somos seus pais e ele não é nada seu.
_Otávio, não! -Minha mãe o repreendeu-.
_Ele é meu namorado, queria você ou não. Aceitando ou não. Passei da fase em que você permitia meus namoros.
_Você depende de mim. Queria você ou não, aceitando ou não. -Ele me imitou na última frase-.
_Tudo bem, vou dar minha cara a tapa, não vou mais depender de você. Ou você aceita esse namoro, ou você não vai me ver dentro da sua casa.
_Vai sobreviver de vento? Vai pagar a faculdade como? Vai sustentar seu hipismo até quando? A água vai bater e você vai voltar...
_Tenho dinheiro que dá para eu voltar para casa das minhas primas, lá eu tenho certeza que não vão dizer que eu dependo deles.
_Sophia, não precisa de tudo isso... -minha mãe falou-.
_Cansei de viver assim, ou vocês aceitam o Luan ou eu pego minhas coisas e vocês só vão ficar sabendo que eu estou bem, pois nem para onde eu vou eu quero que vocês fiquem sabendo.
_Isso tudo é por causa dele? Vale mesmo a pena? Aonde já se viu, você mal o conhece. Ta pensando o que da vida? Bateu a cabeça forte demais, por isso ta com isso na cabeça? Você vai ser sempre dependente de mim, ou você aceita as minhas condições ou você pode morar do outro lado do planeta.
_No outro lado do planeta deve ser melhor que isso aqui, nesse inferno! Cansei de ser humilhada todos os dias, cansei de você fazer de mim o que você quiser. Você não quer uma filha, você quer mais alguém em quem possa mandar. Você está tão acostumado a mandar no seu trabalho, que quer fazer isso comigo também. Eu já tolerei demais, eu passei dos meus limites! -Gritei com ele-.
_Você é a pessoa mais ingrata desse mundo, você deveria ter aprendido já como são as coisas. E esse acidente, tomara que sirva pra você colocar alguma coisa na sua cabeça e tirar esse moleque da cabeça. Porque você é tão irresponsável quanto ele. É culpa de vocês, você estar aqui.
_Culpa dele? -berrei, literalmente- você está se tornando a pior pessoa do mundo pai. Ou melhor, eu nunca quis enxergar como você era. Se eu estou aqui hoje, se tudo isso aconteceu foi por sua culpa. Por esse seu pensamento nojento, por você ter pensamentos de um homem da caverna. Mas eu aposto que até eles, pensam mais que você. Sai desse terno, para de se achar um pouco. Eu não vou mais me submeter á suas gracinhas. Você nunca gostou de mim, e se você sentir um pouco de afeto sobre mim, o menor que seja, me aceita em primeiro lugar e depois aceita o Luan... eu não aguento mais tudo isso, eu não aguento. Cheguei no meu limite. -disse exausta-.
O silêncio predominou.
_Acabou o momento de vocês, desculpem. Temos outra visita. -A enfermeira nos disse ao abrir a porta-.
_É o Luan? -disse falando para enfermeira mais olhando para meu pai-.
_Sim, ele pode entrar?
_Pode sim! Não é mesmo, pai?
_É que... a gente precisa conversar... -disse ele pausadamente-.
_Tem certeza que ele não pode entrar pai?
_Pode sim... -Ouvi aquelas palavras e senti um alivio enorme no peito, não era apenas um ''pode sim'' significava também que o Luan e eu estaríamos bem agora. Estaríamos juntos e felizes sem ninguém e nada para nos atrapalhar.
Meus pais saíram do quarto, e eu logo contei entusiasmada para Luan o que tinha acabado de falar com os meus pais, ele ficou tão feliz quanto eu. Tão contente e radiante que eu não aguentava mais ficar naquele hospital, queria apenas levantar dali e viver intensamente cada minuto da minha vida.
_Bom dia... -o médico disse interrompendo nossa conversa- como está a nossa paciente?
_Morrendo de vontade de escovar o dente pra falar a verdade, mas os remédios estão me fazendo mal, não me deixam levantar...
_Bom, vim falar sobre isso.
_Aqui estão os papeis... Mas espera só um minuto, vou chamar seus pais. -Ele voltou após alguns minutos com eles-. Bom Sophia, não tenho uma notícia muito boa para te dar.
A perplexidade se encontrava tanto em mim, quanto nos meus pais e em Luan.
Não sabia distinguir se era dia ou noite, só sabia que fazia frio e tinha pouco cobertor sobre mim.
Senti que minhas mãos estava segurando outra. Tomei uma boa dose de coragem para abrir os olhos, não somente para ver quem estava ali comigo, mas também para acordar para a realidade, para dar continuação a minha vida... para enfrentar meu pai e para saber o que tinha acontecido.
_Luan... -disse apertando a mão daquele menino que se encontrava com a cabeça encostada na cama e com o cabelo todo bagunçado-.
_Sophia...Meu Deus. Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que ta sentindo? -Acho que ele não percebeu que eu estava meio grogue e despejou várias perguntas ao mesmo tempo e se engasgando com todas elas-.
_Eu..não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ao perceber sua preocupação e por perceber que o acidente foi muito mais intenso do que eu imaginava-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan... me perdoa.
_Fica calma, você ta bem... -ele me olhava com os olhinhos brilhando-.
_Luan... -eu não queria aparentar fraqueza na sua frente, mas a situação estava tão complicada que eu deixei de me importar com o que ele estivesse pensando sobre mim...sobre minha falha-.
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta... -ele chorava tão desesperadamente, que eu não sabia como agir...-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -Disse segurando em seu rosto para que ele não pudesse desviar o olhar do meu-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas... -coloquei as mão sobre elas- eu não estou sentindo-as.
Ele ficou tão perplexo quanto eu.
_Luan?
_Calma Sophia, são os remédios...
_Luan... o que aconteceu?
_Você ficou vários dias em como, meu amor... -ele apertou minhas mãos-.
_Dias? -disse quase sem acreditar no que acabara de ouvir-.
_Foram dias terríveis, foram dias da culpa me consumindo... foram dias imaginando o que aconteceria com você, conosco.
_Luan, eu não imaginava tudo isso...
_Calma, você precisa tomar mais remédios.
_Mas Luan, as minhas pernas... minhas pernas! -disse repetidas vezes- eu não estou sentindo-as.
_Olha, você confia em mim? -Disse tão nervoso quanto eu-.
_Confio... -falei após um grande suspiro-.
_Então ó -ele se aproximou o máximo que pôde de mim- suas pernas devem estar dormentes por causa de algum medicamento, eu vim aqui por vários dias e vi eles te dando muitas coisas e dando várias injeções em você... Então ta explicado, ta bom? Vai dar tudo certo.
_Eu queria levantar para te abraçar...
_Luan...Sophia! -A enfermeira me olhou espantada e só assim eu vi que o Luan tinha razão, o acidente foi de grande proporção-. Luan, você deveria ter nos avisado que ela acordou.
_Desculpa, é que ela acabou de acordar...
_Luan, seu horário acabou. Vou chamar os médicos e logo após os pais. Você verá ela apenas amanhã agora.
_Amanhã?
_É Luan, amanhã. Vem...
_Eu volto ta bom? Eu sempre voltarei pra você... -disse ele me dando um beijo e logo após outro na testa- eu te amo.
_Eu te amo muito!
Ele virou as costas e de repente uma sensação de medo se apoderou de mim, parece que ele tinha levado consigo toda minha fé, minha força e minha coragem.
Olhei para um relógio e vi que eram 19:30, esperei que meus pais estivessem no hospital para vim me vir, pois se demorassem muito, só iria conseguir vê-los amanhã. Já que o horário de visitas acaba as 20 horas (Com certeza o regulamento do hospital não tinha mudado desde a primeira vez que eu vim aqui um dia desses).
Quando estava quase pegando no sono, ouço a porta abrir.
_Minha filha... -minha mãe correu para o meu lado largando meu pai sozinho na porta-.
_Mãe... -senti as lágrimas tomarem conta dos meus olhos-.
_Como você está? Eu fiquei tão preocupada.
_Só com o corpo meio dormente...
_Seu médico não virá hoje, só amanhã cedo. Ele está em cirurgia, e amanhã trará seus diagnósticos. -Disse meu pai interrompendo o que minha mãe ia dizer-.
_Entendi... -disse vendo que nada entre nós tinha mudado. Ele continuava sendo o mesmo, apesar de tudo-.
_Você vai ficar melhor querida...
_Eu espero...
Ficamos conversando por volta de 25 minutos, o horário como eu imaginava acabara logo. Eles me prometeram voltar amanhã cedo no primeiro horário. Fiquei feliz por saber que meus pais, tinham largado tudo para estar aqui comigo -bom, eu imaginava isso-.
Fiquei triste por ficar sozinha, precisava da presença de alguém ali comigo. Mas o sono logo veio e eu dormi sem nem fazer esforço como era de costume.
Acordei ás 09:30 e vi que meus pais estavam ali já, fiquei pensando quanto tempos eles ficaram me esperando acordar!
_Bom dia, minha vida! -minha mãe veio me abraçar-.
_Bom dia mãe! -sorri para ela- bom dia pai. -disse infelizmente secamente-.
_Bom dia... como você está?
_Tô melhorando, e o senhor?
_Não muito bem, pra falar a verdade. Já comecei o dia empacado.
_Otávio... -minha mãe nos interrompeu-.
_O que aconteceu?
_Ah, o cantorzinho está lá fora. Acredita que ele queria entrar primeiro que a gente? Até parece!
_Porque não entraram juntos?
_Porque somos seus pais e ele não é nada seu.
_Otávio, não! -Minha mãe o repreendeu-.
_Ele é meu namorado, queria você ou não. Aceitando ou não. Passei da fase em que você permitia meus namoros.
_Você depende de mim. Queria você ou não, aceitando ou não. -Ele me imitou na última frase-.
_Tudo bem, vou dar minha cara a tapa, não vou mais depender de você. Ou você aceita esse namoro, ou você não vai me ver dentro da sua casa.
_Vai sobreviver de vento? Vai pagar a faculdade como? Vai sustentar seu hipismo até quando? A água vai bater e você vai voltar...
_Tenho dinheiro que dá para eu voltar para casa das minhas primas, lá eu tenho certeza que não vão dizer que eu dependo deles.
_Sophia, não precisa de tudo isso... -minha mãe falou-.
_Cansei de viver assim, ou vocês aceitam o Luan ou eu pego minhas coisas e vocês só vão ficar sabendo que eu estou bem, pois nem para onde eu vou eu quero que vocês fiquem sabendo.
_Isso tudo é por causa dele? Vale mesmo a pena? Aonde já se viu, você mal o conhece. Ta pensando o que da vida? Bateu a cabeça forte demais, por isso ta com isso na cabeça? Você vai ser sempre dependente de mim, ou você aceita as minhas condições ou você pode morar do outro lado do planeta.
_No outro lado do planeta deve ser melhor que isso aqui, nesse inferno! Cansei de ser humilhada todos os dias, cansei de você fazer de mim o que você quiser. Você não quer uma filha, você quer mais alguém em quem possa mandar. Você está tão acostumado a mandar no seu trabalho, que quer fazer isso comigo também. Eu já tolerei demais, eu passei dos meus limites! -Gritei com ele-.
_Você é a pessoa mais ingrata desse mundo, você deveria ter aprendido já como são as coisas. E esse acidente, tomara que sirva pra você colocar alguma coisa na sua cabeça e tirar esse moleque da cabeça. Porque você é tão irresponsável quanto ele. É culpa de vocês, você estar aqui.
_Culpa dele? -berrei, literalmente- você está se tornando a pior pessoa do mundo pai. Ou melhor, eu nunca quis enxergar como você era. Se eu estou aqui hoje, se tudo isso aconteceu foi por sua culpa. Por esse seu pensamento nojento, por você ter pensamentos de um homem da caverna. Mas eu aposto que até eles, pensam mais que você. Sai desse terno, para de se achar um pouco. Eu não vou mais me submeter á suas gracinhas. Você nunca gostou de mim, e se você sentir um pouco de afeto sobre mim, o menor que seja, me aceita em primeiro lugar e depois aceita o Luan... eu não aguento mais tudo isso, eu não aguento. Cheguei no meu limite. -disse exausta-.
O silêncio predominou.
_Acabou o momento de vocês, desculpem. Temos outra visita. -A enfermeira nos disse ao abrir a porta-.
_É o Luan? -disse falando para enfermeira mais olhando para meu pai-.
_Sim, ele pode entrar?
_Pode sim! Não é mesmo, pai?
_É que... a gente precisa conversar... -disse ele pausadamente-.
_Tem certeza que ele não pode entrar pai?
_Pode sim... -Ouvi aquelas palavras e senti um alivio enorme no peito, não era apenas um ''pode sim'' significava também que o Luan e eu estaríamos bem agora. Estaríamos juntos e felizes sem ninguém e nada para nos atrapalhar.
Meus pais saíram do quarto, e eu logo contei entusiasmada para Luan o que tinha acabado de falar com os meus pais, ele ficou tão feliz quanto eu. Tão contente e radiante que eu não aguentava mais ficar naquele hospital, queria apenas levantar dali e viver intensamente cada minuto da minha vida.
_Bom dia... -o médico disse interrompendo nossa conversa- como está a nossa paciente?
_Morrendo de vontade de escovar o dente pra falar a verdade, mas os remédios estão me fazendo mal, não me deixam levantar...
_Bom, vim falar sobre isso.
_Aqui estão os papeis... Mas espera só um minuto, vou chamar seus pais. -Ele voltou após alguns minutos com eles-. Bom Sophia, não tenho uma notícia muito boa para te dar.
A perplexidade se encontrava tanto em mim, quanto nos meus pais e em Luan.
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Desculpem a demora. Esperamos que gostem e que comentem!
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Oito ʚ
Parece que Sophia era quem dava cor para o mundo, e vê-la ali...inconsciente parecia que os dias não passavam, que os dias não tinham sentido. Quando estava ao seu lado, tudo o que eu mais desejava era ver o brilho de seus olhos, seu sorriso contagiante e provar da sua vontade de viver. Eu a olhava e não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha acontecido, que nossas vidas foram interrompidas de tal forma. Eu fazia planos para nós antes de dormir, e agora tudo o que restava era aquela menina imóvel na cama de um hospital e a vontade de trazê-lá de volta pra mim...
Eu já não conseguia dormir, dia após dias era pesadelos que se fazia presente em minhas noites. Eu não conseguia afastar aqueles pensamentos... Eu não podia fazer nada e isso era o que estava acabando comigo. São nesses momentos que eu tinha certeza que dinheiro não comprava nada, que ele não passava de uma mera ilusão.
Minha relação com Otávio ia de mal a pior, lembro-me que desde o dia que eu o agredi minha relação com a mãe de Sopia também mudara. Parecia que Otávio tinha o poder de estragar tudo aquilo que ele colocava as mãos.
_Eu quero que você se afaste dela Luan, foi por sua causa que tudo isso aconteceu. Eu estava cega, não queria acreditar mas agora com a minha filha assim, consigo ver que você não é o que ela merece.
_Por favor...Eu preciso continuar aqui perto dela...tenta me entender.
_Eu quero que você me prometa, que quando ela acordar você vai se afastar dela. Só prometendo que eu vou permitir que você continue vê-lá.
_Eu...prometo. -Não, eu não prometo. Eu tinha esperanças de que quando Sophia acordasse tudo iria mudar. E que ela conseguiria mudar a opinião deles...E para eu estar ali ao lado dela foi preciso mentir, mesmo contra minha vontade. Mas estar ao lado dela, valeria qualquer esforço-.
Foi então, que desde aquele dia eu entrava e saia do quarto dela sem nenhuma palavra dos pais dela. Eu ficava uns 30 minutos sempre que podia. Eu sentava ao seu lado e segurava sua mão e contava para ela como eram os meus dias, meus show's...era disso que ela gostava de ouvir, e tinha também as fotos que eu mostraria tudo para ela depois. Em certos momentos, eu sentia que a minha menina estava melhorando, que ela me ouvia e que ela iria sair dessa. Eu nunca pensei que um dia eu passaria por algo parecido, e não sabia lidar com aquilo... foi em meus fãs -como sempre- que eu buscava refúgio, era bom receber palavras de conforto de quem nos quer bem... elas me entendia como nunca. Eu nunca iria conseguir entender a relação que nos tínhamos. Era surreal.
_Você poderia estar indo para uma cidade comigo agora, indo acompanhar um dia de rotina meu. -Disse enquanto passava a mão em seu rosto-. Você iria amar ver as meninas te dando carinho. Você nem provou do verdadeiro assedio delas, elas são perfeitas...são tão parecidas com você. -Uma lágrima escapou-. Volta pra mim...-apertei sua mão-.
_O Doutor está a sua espera juntamente com os pais dela em sua sala. Por favor, me acompanhe.-A enfermeira disse entrando no quarto atrapalhando meus pensamentos-.
Não sei se foi fruto da minha imaginação, mas senti firmeza em suas mãos...senti que ela tentava apertar meus dedos...
_Moça...
_O que foi?
_Ela...
_Ela vai ficar bem.Vem...
Eu não sabia explicar o que tinha acabado de acontecer, não sei se foi real ou não...
_Bom dia. -O Dr. me recebeu com aperto de mão- Bom, faz 15 dias que estamos fazendo exames na Sophia. Gostaria que vocês me acompanhassem até o quarto dela para que eu possa dizer quais são os resultados.
_Doutor...eu estava lá agora pouco...-disse pausadamente- eu acho que... é que...ela...
Passamos mais uma vez por aqueles corredores silenciosos que me causavam arrepios, um turbilhão de pensamentos me dominavam e eu não sabia o que estava esperando. Notícias boas ou ruins?.
Enquanto caminhava, sentia minhas pernas amolecerem e minhas mãos encharcadas de suor. Eu tentava imaginar o que os exames diziam, e eu só conseguia imaginar ela bem...
_Entrem... -e mas uma vez, ali estava eu...mal esperava pra sair daquele quarto junto dela- Bom, temos notícias boas para vocês. E outras que preferimos contar quando outros exames forem finalizados. Então, a Sophia é uma garota muito forte e recebeu o tratamento perfeitamente. Dentre os próximos dias já esperamos que ela acorde.
_Ai meu Deus... -Juliana disse-.
_Obrigada meu Deus. -Otávio disse num tom de alívio-.
E eu fui tomado pela surpresa, e aquela notícia me tirou todas as palavras. Tudo dentro de mim estava em festa.
_Como o Luan foi interrompido em seu momento de visita, quero que termine e deixe os pais entrarem aqui tudo bem Luan? -Dr. disse.
_Tá... -foi o que consegui dizer, apenas-.
Quando eles saíram corri para sentar ao lado dela. Para me acalmar e também para ser o primeiro a dizer mesmo que ela não escutasse, que ela estava fora de perigo.
Segurei sua mão e coloquei a cabeça na beirada da cama. Eu não sabia o que fazer, sentia vontade de gritar para os quatro cantos do mundo que tudo estava bem, eu queria gritar...pular. Eu queria tê-lá de volta.
Meus pensamentos começaram a virar borrões e não tinha mais coerência alguma no que pensava. Cochilei ali.
_Luan... -senti um aperto na minha mão-.
Pensei que aquela voz fosse em meus pensamentos...Mas eu quase não acreditei quando abri os olhos e vi seus olhos de encontro ao meu.
_Sophia...Meu Deus. -Dei um salto, e fui beija-lá..-Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que você ta sentindo?
_Eu...não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ela pausadamente e chorando-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan me perdoa...
_Fica calma, você ta bem...
_Luan...
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta...-deixei que as lágrimas tomassem conta de mim-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -disse ela colocando as mãos em meu rosto-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas Luan, eu...não estou sentindo-as.
Eu já não conseguia dormir, dia após dias era pesadelos que se fazia presente em minhas noites. Eu não conseguia afastar aqueles pensamentos... Eu não podia fazer nada e isso era o que estava acabando comigo. São nesses momentos que eu tinha certeza que dinheiro não comprava nada, que ele não passava de uma mera ilusão.
Minha relação com Otávio ia de mal a pior, lembro-me que desde o dia que eu o agredi minha relação com a mãe de Sopia também mudara. Parecia que Otávio tinha o poder de estragar tudo aquilo que ele colocava as mãos.
_Eu quero que você se afaste dela Luan, foi por sua causa que tudo isso aconteceu. Eu estava cega, não queria acreditar mas agora com a minha filha assim, consigo ver que você não é o que ela merece.
_Por favor...Eu preciso continuar aqui perto dela...tenta me entender.
_Eu quero que você me prometa, que quando ela acordar você vai se afastar dela. Só prometendo que eu vou permitir que você continue vê-lá.
_Eu...prometo. -Não, eu não prometo. Eu tinha esperanças de que quando Sophia acordasse tudo iria mudar. E que ela conseguiria mudar a opinião deles...E para eu estar ali ao lado dela foi preciso mentir, mesmo contra minha vontade. Mas estar ao lado dela, valeria qualquer esforço-.
Foi então, que desde aquele dia eu entrava e saia do quarto dela sem nenhuma palavra dos pais dela. Eu ficava uns 30 minutos sempre que podia. Eu sentava ao seu lado e segurava sua mão e contava para ela como eram os meus dias, meus show's...era disso que ela gostava de ouvir, e tinha também as fotos que eu mostraria tudo para ela depois. Em certos momentos, eu sentia que a minha menina estava melhorando, que ela me ouvia e que ela iria sair dessa. Eu nunca pensei que um dia eu passaria por algo parecido, e não sabia lidar com aquilo... foi em meus fãs -como sempre- que eu buscava refúgio, era bom receber palavras de conforto de quem nos quer bem... elas me entendia como nunca. Eu nunca iria conseguir entender a relação que nos tínhamos. Era surreal.
_Você poderia estar indo para uma cidade comigo agora, indo acompanhar um dia de rotina meu. -Disse enquanto passava a mão em seu rosto-. Você iria amar ver as meninas te dando carinho. Você nem provou do verdadeiro assedio delas, elas são perfeitas...são tão parecidas com você. -Uma lágrima escapou-. Volta pra mim...-apertei sua mão-.
_O Doutor está a sua espera juntamente com os pais dela em sua sala. Por favor, me acompanhe.-A enfermeira disse entrando no quarto atrapalhando meus pensamentos-.
Não sei se foi fruto da minha imaginação, mas senti firmeza em suas mãos...senti que ela tentava apertar meus dedos...
_Moça...
_O que foi?
_Ela...
_Ela vai ficar bem.Vem...
Eu não sabia explicar o que tinha acabado de acontecer, não sei se foi real ou não...
_Bom dia. -O Dr. me recebeu com aperto de mão- Bom, faz 15 dias que estamos fazendo exames na Sophia. Gostaria que vocês me acompanhassem até o quarto dela para que eu possa dizer quais são os resultados.
_Doutor...eu estava lá agora pouco...-disse pausadamente- eu acho que... é que...ela...
Passamos mais uma vez por aqueles corredores silenciosos que me causavam arrepios, um turbilhão de pensamentos me dominavam e eu não sabia o que estava esperando. Notícias boas ou ruins?.
Enquanto caminhava, sentia minhas pernas amolecerem e minhas mãos encharcadas de suor. Eu tentava imaginar o que os exames diziam, e eu só conseguia imaginar ela bem...
_Entrem... -e mas uma vez, ali estava eu...mal esperava pra sair daquele quarto junto dela- Bom, temos notícias boas para vocês. E outras que preferimos contar quando outros exames forem finalizados. Então, a Sophia é uma garota muito forte e recebeu o tratamento perfeitamente. Dentre os próximos dias já esperamos que ela acorde.
_Ai meu Deus... -Juliana disse-.
_Obrigada meu Deus. -Otávio disse num tom de alívio-.
E eu fui tomado pela surpresa, e aquela notícia me tirou todas as palavras. Tudo dentro de mim estava em festa.
_Como o Luan foi interrompido em seu momento de visita, quero que termine e deixe os pais entrarem aqui tudo bem Luan? -Dr. disse.
_Tá... -foi o que consegui dizer, apenas-.
Quando eles saíram corri para sentar ao lado dela. Para me acalmar e também para ser o primeiro a dizer mesmo que ela não escutasse, que ela estava fora de perigo.
Segurei sua mão e coloquei a cabeça na beirada da cama. Eu não sabia o que fazer, sentia vontade de gritar para os quatro cantos do mundo que tudo estava bem, eu queria gritar...pular. Eu queria tê-lá de volta.
Meus pensamentos começaram a virar borrões e não tinha mais coerência alguma no que pensava. Cochilei ali.
_Luan... -senti um aperto na minha mão-.
Pensei que aquela voz fosse em meus pensamentos...Mas eu quase não acreditei quando abri os olhos e vi seus olhos de encontro ao meu.
_Sophia...Meu Deus. -Dei um salto, e fui beija-lá..-Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que você ta sentindo?
_Eu...não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ela pausadamente e chorando-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan me perdoa...
_Fica calma, você ta bem...
_Luan...
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta...-deixei que as lágrimas tomassem conta de mim-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -disse ela colocando as mãos em meu rosto-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas Luan, eu...não estou sentindo-as.
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Cadê vocês comentando? Da um desânimo pra gente isso... Não queremos leitoras fantasmas. Queremos saber a opinião de vocês!
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