_Bom, tivemos algumas suspeitas do que havia acontecido com você após o acidente. O acidente causou um estrago enorme, não só no seu carro, mas em você também... -Seus olhos sobre mim era um olhar penoso- Suspeitamos que você não iria ficar com apenas aranhões, até que no entanto, você teve que passar pro vários procedimentos. E até mesmo uma cirurgia.
_Por favor doutor, fala de uma vez... -minha mãe implorou, não só por ela, mas por mim também-.
_Você vai ficar bem, espero que não se esqueça disso.
_Tá... -foi o que eu consegui dizer apenas-.
_Chegou até em mim, que você se questionou sobre suas pernas, o porquê delas estarem dormentes. Certo?
_Certo, não é Doutor?
_Não Sophia... após a primeira cirurgia, suas pernas ficaram dormentes sim, mas por causa do remédio, a cirurgia foi feita logo após sua entrada no hospital. Passaram-se vários dias, e suas pernas deixaram de ficar dormente. Agora elas estão assim porque você teve uma lesão medular. Ou seja, você perdeu o controle e a sensibilidade dos seus membros inferiores.
Não, eu ainda estava em coma. Eu estava em coma e estava prestes a acordar daquele acidente, eu estava sonhando...ou melhor, tendo pesadelo. Eu estava tendo pesadelo, e logo eu iria acordar, sair dessa cama e voltar pra casa e andando.
_Ela o que? -meu pai disse o que eu não consegui dizer.
Eu olhei em minha volta e vi pessoas tão desoladas, perplexas e desacreditadas quanto eu. Nosso espanto foi tanto, que demonstramos isso com o silêncio, com o semblante mais apavorado que alguém já viu na vida.
_Ela está Paralitica.
Vi que não era somente eu que entrava em uma grise interna. Que entrava num choro sem fim. Eu não acreditara no que tinha acabado de ouvir. Minha vontade era de pegar aqueles exames e mostrar para ele que ele estava errado, que os efeitos da dormência de minhas pernas ainda continuava, e que logo acabaria. Eu estava em choque. Como iria continuar assim? Minhas pernas são tudo pra mim,sem elas ficarei também sem uma das coisas que eu mais amava na vida. O hipismo.
_Ela ainda teve sorte de não ficar tetraplégica, pois ela teve lesões na região lombar que geralmente causa a tetraplegia... Eu sei que vocês estão em choque, mas ainda temos esperanças. Não é o fim Sophia, você ainda pode continuar a andar...
_Quando? Eu nunca mais vou levantar de uma cadeira de rodas, se eu sair é só para morrer e ir para o caixão! -Gritei sem medo de demonstrar toda minha fúria-.
_Você vai receber tratamentos após outra cirurgia que foi marcada. Sabemos que você quer andar logo, então ela será daqui alguns dias.
_Existe essa possibilidade? -Falou meu pai-.
_Sim, existe. Existem vários tipos de Paraplegia, a dela constatamos que é a reversível...
_Mas de quanto tempo?
_Bom, é reversível, mas não temos um tempo exato.
_Ou seja, eu nunca mais vou andar na vida. -Falei desolada-.
_Sophia, eu preciso conversar com os seus pais.
_Não me trate como uma criança, eu não sou uma.
_Eu sei que não é, mas você precisar absorver tudo. Vou deixa-lá aqui um instante com o Luan, e já volto.
Olhei para Luan após eles saírem da sala. Vi que ele ficou sentado e cabisbaixo no pequeno sofá que tinha no canto da sala. Eu queria saber o que se passava em sua cabeça, ser seus pensamentos, mas eu não estava conseguindo nem por em ordem os meus.
Ele se levantou e vi que seu rosto estava vermelho. Nunca tinha presenciado algo como aquele momento. Eu nunca fiquei tão desolada em toda minha vida, nunca senti tanto medo em minha vida.
_Ei... -Ele disse segurando minha mão-. Vai ficar tudo bem, você vai vê. -Uma lágrima caiu, naquele momento-.
_Você também não acredita nisso, não é?
_Eu acredito que tudo vai ficar bem.
_Luan, as coisas não eram pra ser assim.
_Você vai lutar, e eu vou estar com você.
_Eu não sei se quero lutar, as chances são poucas.
_Mas elas existem...
_Eu não sei o que vai ser de mim Luan...
_Poderia ter sido pior, meu amor. Você poderia ter me deixado aqui sozinho...
_Mas nesse momento, eu estaria cuidando de você.
_Eu vou estar ao seu lado, eu te prometo. Em todos os momentos, todos os dias...vou virar dois se for preciso, para estar aqui com você. Te ajudando.
_Eu tô com medo Luan...
_Não fica, eu estou aqui.
Ele me deu um abraço desajeitado. Um abraço acolhedor e protetor. Naquele momento, me senti forte. Senti que nada iria me machucar, que ele estaria me protegendo.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Nove ʚ
Não queria abrir os olhos, não queria saber o que tinha acontecido... minhas lembranças eram vagas, não conseguia me lembrar de muita coisa. Só sabia que meu corpo estava entorpecido, provavelmente de muita quantidade de remédios que eu devo ter tomado.
Não sabia distinguir se era dia ou noite, só sabia que fazia frio e tinha pouco cobertor sobre mim.
Senti que minhas mãos estava segurando outra. Tomei uma boa dose de coragem para abrir os olhos, não somente para ver quem estava ali comigo, mas também para acordar para a realidade, para dar continuação a minha vida... para enfrentar meu pai e para saber o que tinha acontecido.
_Luan... -disse apertando a mão daquele menino que se encontrava com a cabeça encostada na cama e com o cabelo todo bagunçado-.
_Sophia...Meu Deus. Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que ta sentindo? -Acho que ele não percebeu que eu estava meio grogue e despejou várias perguntas ao mesmo tempo e se engasgando com todas elas-.
_Eu..não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ao perceber sua preocupação e por perceber que o acidente foi muito mais intenso do que eu imaginava-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan... me perdoa.
_Fica calma, você ta bem... -ele me olhava com os olhinhos brilhando-.
_Luan... -eu não queria aparentar fraqueza na sua frente, mas a situação estava tão complicada que eu deixei de me importar com o que ele estivesse pensando sobre mim...sobre minha falha-.
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta... -ele chorava tão desesperadamente, que eu não sabia como agir...-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -Disse segurando em seu rosto para que ele não pudesse desviar o olhar do meu-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas... -coloquei as mão sobre elas- eu não estou sentindo-as.
Ele ficou tão perplexo quanto eu.
_Luan?
_Calma Sophia, são os remédios...
_Luan... o que aconteceu?
_Você ficou vários dias em como, meu amor... -ele apertou minhas mãos-.
_Dias? -disse quase sem acreditar no que acabara de ouvir-.
_Foram dias terríveis, foram dias da culpa me consumindo... foram dias imaginando o que aconteceria com você, conosco.
_Luan, eu não imaginava tudo isso...
_Calma, você precisa tomar mais remédios.
_Mas Luan, as minhas pernas... minhas pernas! -disse repetidas vezes- eu não estou sentindo-as.
_Olha, você confia em mim? -Disse tão nervoso quanto eu-.
_Confio... -falei após um grande suspiro-.
_Então ó -ele se aproximou o máximo que pôde de mim- suas pernas devem estar dormentes por causa de algum medicamento, eu vim aqui por vários dias e vi eles te dando muitas coisas e dando várias injeções em você... Então ta explicado, ta bom? Vai dar tudo certo.
_Eu queria levantar para te abraçar...
_Luan...Sophia! -A enfermeira me olhou espantada e só assim eu vi que o Luan tinha razão, o acidente foi de grande proporção-. Luan, você deveria ter nos avisado que ela acordou.
_Desculpa, é que ela acabou de acordar...
_Luan, seu horário acabou. Vou chamar os médicos e logo após os pais. Você verá ela apenas amanhã agora.
_Amanhã?
_É Luan, amanhã. Vem...
_Eu volto ta bom? Eu sempre voltarei pra você... -disse ele me dando um beijo e logo após outro na testa- eu te amo.
_Eu te amo muito!
Ele virou as costas e de repente uma sensação de medo se apoderou de mim, parece que ele tinha levado consigo toda minha fé, minha força e minha coragem.
Olhei para um relógio e vi que eram 19:30, esperei que meus pais estivessem no hospital para vim me vir, pois se demorassem muito, só iria conseguir vê-los amanhã. Já que o horário de visitas acaba as 20 horas (Com certeza o regulamento do hospital não tinha mudado desde a primeira vez que eu vim aqui um dia desses).
Quando estava quase pegando no sono, ouço a porta abrir.
_Minha filha... -minha mãe correu para o meu lado largando meu pai sozinho na porta-.
_Mãe... -senti as lágrimas tomarem conta dos meus olhos-.
_Como você está? Eu fiquei tão preocupada.
_Só com o corpo meio dormente...
_Seu médico não virá hoje, só amanhã cedo. Ele está em cirurgia, e amanhã trará seus diagnósticos. -Disse meu pai interrompendo o que minha mãe ia dizer-.
_Entendi... -disse vendo que nada entre nós tinha mudado. Ele continuava sendo o mesmo, apesar de tudo-.
_Você vai ficar melhor querida...
_Eu espero...
Ficamos conversando por volta de 25 minutos, o horário como eu imaginava acabara logo. Eles me prometeram voltar amanhã cedo no primeiro horário. Fiquei feliz por saber que meus pais, tinham largado tudo para estar aqui comigo -bom, eu imaginava isso-.
Fiquei triste por ficar sozinha, precisava da presença de alguém ali comigo. Mas o sono logo veio e eu dormi sem nem fazer esforço como era de costume.
Acordei ás 09:30 e vi que meus pais estavam ali já, fiquei pensando quanto tempos eles ficaram me esperando acordar!
_Bom dia, minha vida! -minha mãe veio me abraçar-.
_Bom dia mãe! -sorri para ela- bom dia pai. -disse infelizmente secamente-.
_Bom dia... como você está?
_Tô melhorando, e o senhor?
_Não muito bem, pra falar a verdade. Já comecei o dia empacado.
_Otávio... -minha mãe nos interrompeu-.
_O que aconteceu?
_Ah, o cantorzinho está lá fora. Acredita que ele queria entrar primeiro que a gente? Até parece!
_Porque não entraram juntos?
_Porque somos seus pais e ele não é nada seu.
_Otávio, não! -Minha mãe o repreendeu-.
_Ele é meu namorado, queria você ou não. Aceitando ou não. Passei da fase em que você permitia meus namoros.
_Você depende de mim. Queria você ou não, aceitando ou não. -Ele me imitou na última frase-.
_Tudo bem, vou dar minha cara a tapa, não vou mais depender de você. Ou você aceita esse namoro, ou você não vai me ver dentro da sua casa.
_Vai sobreviver de vento? Vai pagar a faculdade como? Vai sustentar seu hipismo até quando? A água vai bater e você vai voltar...
_Tenho dinheiro que dá para eu voltar para casa das minhas primas, lá eu tenho certeza que não vão dizer que eu dependo deles.
_Sophia, não precisa de tudo isso... -minha mãe falou-.
_Cansei de viver assim, ou vocês aceitam o Luan ou eu pego minhas coisas e vocês só vão ficar sabendo que eu estou bem, pois nem para onde eu vou eu quero que vocês fiquem sabendo.
_Isso tudo é por causa dele? Vale mesmo a pena? Aonde já se viu, você mal o conhece. Ta pensando o que da vida? Bateu a cabeça forte demais, por isso ta com isso na cabeça? Você vai ser sempre dependente de mim, ou você aceita as minhas condições ou você pode morar do outro lado do planeta.
_No outro lado do planeta deve ser melhor que isso aqui, nesse inferno! Cansei de ser humilhada todos os dias, cansei de você fazer de mim o que você quiser. Você não quer uma filha, você quer mais alguém em quem possa mandar. Você está tão acostumado a mandar no seu trabalho, que quer fazer isso comigo também. Eu já tolerei demais, eu passei dos meus limites! -Gritei com ele-.
_Você é a pessoa mais ingrata desse mundo, você deveria ter aprendido já como são as coisas. E esse acidente, tomara que sirva pra você colocar alguma coisa na sua cabeça e tirar esse moleque da cabeça. Porque você é tão irresponsável quanto ele. É culpa de vocês, você estar aqui.
_Culpa dele? -berrei, literalmente- você está se tornando a pior pessoa do mundo pai. Ou melhor, eu nunca quis enxergar como você era. Se eu estou aqui hoje, se tudo isso aconteceu foi por sua culpa. Por esse seu pensamento nojento, por você ter pensamentos de um homem da caverna. Mas eu aposto que até eles, pensam mais que você. Sai desse terno, para de se achar um pouco. Eu não vou mais me submeter á suas gracinhas. Você nunca gostou de mim, e se você sentir um pouco de afeto sobre mim, o menor que seja, me aceita em primeiro lugar e depois aceita o Luan... eu não aguento mais tudo isso, eu não aguento. Cheguei no meu limite. -disse exausta-.
O silêncio predominou.
_Acabou o momento de vocês, desculpem. Temos outra visita. -A enfermeira nos disse ao abrir a porta-.
_É o Luan? -disse falando para enfermeira mais olhando para meu pai-.
_Sim, ele pode entrar?
_Pode sim! Não é mesmo, pai?
_É que... a gente precisa conversar... -disse ele pausadamente-.
_Tem certeza que ele não pode entrar pai?
_Pode sim... -Ouvi aquelas palavras e senti um alivio enorme no peito, não era apenas um ''pode sim'' significava também que o Luan e eu estaríamos bem agora. Estaríamos juntos e felizes sem ninguém e nada para nos atrapalhar.
Meus pais saíram do quarto, e eu logo contei entusiasmada para Luan o que tinha acabado de falar com os meus pais, ele ficou tão feliz quanto eu. Tão contente e radiante que eu não aguentava mais ficar naquele hospital, queria apenas levantar dali e viver intensamente cada minuto da minha vida.
_Bom dia... -o médico disse interrompendo nossa conversa- como está a nossa paciente?
_Morrendo de vontade de escovar o dente pra falar a verdade, mas os remédios estão me fazendo mal, não me deixam levantar...
_Bom, vim falar sobre isso.
_Aqui estão os papeis... Mas espera só um minuto, vou chamar seus pais. -Ele voltou após alguns minutos com eles-. Bom Sophia, não tenho uma notícia muito boa para te dar.
A perplexidade se encontrava tanto em mim, quanto nos meus pais e em Luan.
Não sabia distinguir se era dia ou noite, só sabia que fazia frio e tinha pouco cobertor sobre mim.
Senti que minhas mãos estava segurando outra. Tomei uma boa dose de coragem para abrir os olhos, não somente para ver quem estava ali comigo, mas também para acordar para a realidade, para dar continuação a minha vida... para enfrentar meu pai e para saber o que tinha acontecido.
_Luan... -disse apertando a mão daquele menino que se encontrava com a cabeça encostada na cama e com o cabelo todo bagunçado-.
_Sophia...Meu Deus. Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que ta sentindo? -Acho que ele não percebeu que eu estava meio grogue e despejou várias perguntas ao mesmo tempo e se engasgando com todas elas-.
_Eu..não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ao perceber sua preocupação e por perceber que o acidente foi muito mais intenso do que eu imaginava-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan... me perdoa.
_Fica calma, você ta bem... -ele me olhava com os olhinhos brilhando-.
_Luan... -eu não queria aparentar fraqueza na sua frente, mas a situação estava tão complicada que eu deixei de me importar com o que ele estivesse pensando sobre mim...sobre minha falha-.
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta... -ele chorava tão desesperadamente, que eu não sabia como agir...-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -Disse segurando em seu rosto para que ele não pudesse desviar o olhar do meu-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas... -coloquei as mão sobre elas- eu não estou sentindo-as.
Ele ficou tão perplexo quanto eu.
_Luan?
_Calma Sophia, são os remédios...
_Luan... o que aconteceu?
_Você ficou vários dias em como, meu amor... -ele apertou minhas mãos-.
_Dias? -disse quase sem acreditar no que acabara de ouvir-.
_Foram dias terríveis, foram dias da culpa me consumindo... foram dias imaginando o que aconteceria com você, conosco.
_Luan, eu não imaginava tudo isso...
_Calma, você precisa tomar mais remédios.
_Mas Luan, as minhas pernas... minhas pernas! -disse repetidas vezes- eu não estou sentindo-as.
_Olha, você confia em mim? -Disse tão nervoso quanto eu-.
_Confio... -falei após um grande suspiro-.
_Então ó -ele se aproximou o máximo que pôde de mim- suas pernas devem estar dormentes por causa de algum medicamento, eu vim aqui por vários dias e vi eles te dando muitas coisas e dando várias injeções em você... Então ta explicado, ta bom? Vai dar tudo certo.
_Eu queria levantar para te abraçar...
_Luan...Sophia! -A enfermeira me olhou espantada e só assim eu vi que o Luan tinha razão, o acidente foi de grande proporção-. Luan, você deveria ter nos avisado que ela acordou.
_Desculpa, é que ela acabou de acordar...
_Luan, seu horário acabou. Vou chamar os médicos e logo após os pais. Você verá ela apenas amanhã agora.
_Amanhã?
_É Luan, amanhã. Vem...
_Eu volto ta bom? Eu sempre voltarei pra você... -disse ele me dando um beijo e logo após outro na testa- eu te amo.
_Eu te amo muito!
Ele virou as costas e de repente uma sensação de medo se apoderou de mim, parece que ele tinha levado consigo toda minha fé, minha força e minha coragem.
Olhei para um relógio e vi que eram 19:30, esperei que meus pais estivessem no hospital para vim me vir, pois se demorassem muito, só iria conseguir vê-los amanhã. Já que o horário de visitas acaba as 20 horas (Com certeza o regulamento do hospital não tinha mudado desde a primeira vez que eu vim aqui um dia desses).
Quando estava quase pegando no sono, ouço a porta abrir.
_Minha filha... -minha mãe correu para o meu lado largando meu pai sozinho na porta-.
_Mãe... -senti as lágrimas tomarem conta dos meus olhos-.
_Como você está? Eu fiquei tão preocupada.
_Só com o corpo meio dormente...
_Seu médico não virá hoje, só amanhã cedo. Ele está em cirurgia, e amanhã trará seus diagnósticos. -Disse meu pai interrompendo o que minha mãe ia dizer-.
_Entendi... -disse vendo que nada entre nós tinha mudado. Ele continuava sendo o mesmo, apesar de tudo-.
_Você vai ficar melhor querida...
_Eu espero...
Ficamos conversando por volta de 25 minutos, o horário como eu imaginava acabara logo. Eles me prometeram voltar amanhã cedo no primeiro horário. Fiquei feliz por saber que meus pais, tinham largado tudo para estar aqui comigo -bom, eu imaginava isso-.
Fiquei triste por ficar sozinha, precisava da presença de alguém ali comigo. Mas o sono logo veio e eu dormi sem nem fazer esforço como era de costume.
Acordei ás 09:30 e vi que meus pais estavam ali já, fiquei pensando quanto tempos eles ficaram me esperando acordar!
_Bom dia, minha vida! -minha mãe veio me abraçar-.
_Bom dia mãe! -sorri para ela- bom dia pai. -disse infelizmente secamente-.
_Bom dia... como você está?
_Tô melhorando, e o senhor?
_Não muito bem, pra falar a verdade. Já comecei o dia empacado.
_Otávio... -minha mãe nos interrompeu-.
_O que aconteceu?
_Ah, o cantorzinho está lá fora. Acredita que ele queria entrar primeiro que a gente? Até parece!
_Porque não entraram juntos?
_Porque somos seus pais e ele não é nada seu.
_Otávio, não! -Minha mãe o repreendeu-.
_Ele é meu namorado, queria você ou não. Aceitando ou não. Passei da fase em que você permitia meus namoros.
_Você depende de mim. Queria você ou não, aceitando ou não. -Ele me imitou na última frase-.
_Tudo bem, vou dar minha cara a tapa, não vou mais depender de você. Ou você aceita esse namoro, ou você não vai me ver dentro da sua casa.
_Vai sobreviver de vento? Vai pagar a faculdade como? Vai sustentar seu hipismo até quando? A água vai bater e você vai voltar...
_Tenho dinheiro que dá para eu voltar para casa das minhas primas, lá eu tenho certeza que não vão dizer que eu dependo deles.
_Sophia, não precisa de tudo isso... -minha mãe falou-.
_Cansei de viver assim, ou vocês aceitam o Luan ou eu pego minhas coisas e vocês só vão ficar sabendo que eu estou bem, pois nem para onde eu vou eu quero que vocês fiquem sabendo.
_Isso tudo é por causa dele? Vale mesmo a pena? Aonde já se viu, você mal o conhece. Ta pensando o que da vida? Bateu a cabeça forte demais, por isso ta com isso na cabeça? Você vai ser sempre dependente de mim, ou você aceita as minhas condições ou você pode morar do outro lado do planeta.
_No outro lado do planeta deve ser melhor que isso aqui, nesse inferno! Cansei de ser humilhada todos os dias, cansei de você fazer de mim o que você quiser. Você não quer uma filha, você quer mais alguém em quem possa mandar. Você está tão acostumado a mandar no seu trabalho, que quer fazer isso comigo também. Eu já tolerei demais, eu passei dos meus limites! -Gritei com ele-.
_Você é a pessoa mais ingrata desse mundo, você deveria ter aprendido já como são as coisas. E esse acidente, tomara que sirva pra você colocar alguma coisa na sua cabeça e tirar esse moleque da cabeça. Porque você é tão irresponsável quanto ele. É culpa de vocês, você estar aqui.
_Culpa dele? -berrei, literalmente- você está se tornando a pior pessoa do mundo pai. Ou melhor, eu nunca quis enxergar como você era. Se eu estou aqui hoje, se tudo isso aconteceu foi por sua culpa. Por esse seu pensamento nojento, por você ter pensamentos de um homem da caverna. Mas eu aposto que até eles, pensam mais que você. Sai desse terno, para de se achar um pouco. Eu não vou mais me submeter á suas gracinhas. Você nunca gostou de mim, e se você sentir um pouco de afeto sobre mim, o menor que seja, me aceita em primeiro lugar e depois aceita o Luan... eu não aguento mais tudo isso, eu não aguento. Cheguei no meu limite. -disse exausta-.
O silêncio predominou.
_Acabou o momento de vocês, desculpem. Temos outra visita. -A enfermeira nos disse ao abrir a porta-.
_É o Luan? -disse falando para enfermeira mais olhando para meu pai-.
_Sim, ele pode entrar?
_Pode sim! Não é mesmo, pai?
_É que... a gente precisa conversar... -disse ele pausadamente-.
_Tem certeza que ele não pode entrar pai?
_Pode sim... -Ouvi aquelas palavras e senti um alivio enorme no peito, não era apenas um ''pode sim'' significava também que o Luan e eu estaríamos bem agora. Estaríamos juntos e felizes sem ninguém e nada para nos atrapalhar.
Meus pais saíram do quarto, e eu logo contei entusiasmada para Luan o que tinha acabado de falar com os meus pais, ele ficou tão feliz quanto eu. Tão contente e radiante que eu não aguentava mais ficar naquele hospital, queria apenas levantar dali e viver intensamente cada minuto da minha vida.
_Bom dia... -o médico disse interrompendo nossa conversa- como está a nossa paciente?
_Morrendo de vontade de escovar o dente pra falar a verdade, mas os remédios estão me fazendo mal, não me deixam levantar...
_Bom, vim falar sobre isso.
_Aqui estão os papeis... Mas espera só um minuto, vou chamar seus pais. -Ele voltou após alguns minutos com eles-. Bom Sophia, não tenho uma notícia muito boa para te dar.
A perplexidade se encontrava tanto em mim, quanto nos meus pais e em Luan.
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Desculpem a demora. Esperamos que gostem e que comentem!
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Oito ʚ
Parece que Sophia era quem dava cor para o mundo, e vê-la ali...inconsciente parecia que os dias não passavam, que os dias não tinham sentido. Quando estava ao seu lado, tudo o que eu mais desejava era ver o brilho de seus olhos, seu sorriso contagiante e provar da sua vontade de viver. Eu a olhava e não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha acontecido, que nossas vidas foram interrompidas de tal forma. Eu fazia planos para nós antes de dormir, e agora tudo o que restava era aquela menina imóvel na cama de um hospital e a vontade de trazê-lá de volta pra mim...
Eu já não conseguia dormir, dia após dias era pesadelos que se fazia presente em minhas noites. Eu não conseguia afastar aqueles pensamentos... Eu não podia fazer nada e isso era o que estava acabando comigo. São nesses momentos que eu tinha certeza que dinheiro não comprava nada, que ele não passava de uma mera ilusão.
Minha relação com Otávio ia de mal a pior, lembro-me que desde o dia que eu o agredi minha relação com a mãe de Sopia também mudara. Parecia que Otávio tinha o poder de estragar tudo aquilo que ele colocava as mãos.
_Eu quero que você se afaste dela Luan, foi por sua causa que tudo isso aconteceu. Eu estava cega, não queria acreditar mas agora com a minha filha assim, consigo ver que você não é o que ela merece.
_Por favor...Eu preciso continuar aqui perto dela...tenta me entender.
_Eu quero que você me prometa, que quando ela acordar você vai se afastar dela. Só prometendo que eu vou permitir que você continue vê-lá.
_Eu...prometo. -Não, eu não prometo. Eu tinha esperanças de que quando Sophia acordasse tudo iria mudar. E que ela conseguiria mudar a opinião deles...E para eu estar ali ao lado dela foi preciso mentir, mesmo contra minha vontade. Mas estar ao lado dela, valeria qualquer esforço-.
Foi então, que desde aquele dia eu entrava e saia do quarto dela sem nenhuma palavra dos pais dela. Eu ficava uns 30 minutos sempre que podia. Eu sentava ao seu lado e segurava sua mão e contava para ela como eram os meus dias, meus show's...era disso que ela gostava de ouvir, e tinha também as fotos que eu mostraria tudo para ela depois. Em certos momentos, eu sentia que a minha menina estava melhorando, que ela me ouvia e que ela iria sair dessa. Eu nunca pensei que um dia eu passaria por algo parecido, e não sabia lidar com aquilo... foi em meus fãs -como sempre- que eu buscava refúgio, era bom receber palavras de conforto de quem nos quer bem... elas me entendia como nunca. Eu nunca iria conseguir entender a relação que nos tínhamos. Era surreal.
_Você poderia estar indo para uma cidade comigo agora, indo acompanhar um dia de rotina meu. -Disse enquanto passava a mão em seu rosto-. Você iria amar ver as meninas te dando carinho. Você nem provou do verdadeiro assedio delas, elas são perfeitas...são tão parecidas com você. -Uma lágrima escapou-. Volta pra mim...-apertei sua mão-.
_O Doutor está a sua espera juntamente com os pais dela em sua sala. Por favor, me acompanhe.-A enfermeira disse entrando no quarto atrapalhando meus pensamentos-.
Não sei se foi fruto da minha imaginação, mas senti firmeza em suas mãos...senti que ela tentava apertar meus dedos...
_Moça...
_O que foi?
_Ela...
_Ela vai ficar bem.Vem...
Eu não sabia explicar o que tinha acabado de acontecer, não sei se foi real ou não...
_Bom dia. -O Dr. me recebeu com aperto de mão- Bom, faz 15 dias que estamos fazendo exames na Sophia. Gostaria que vocês me acompanhassem até o quarto dela para que eu possa dizer quais são os resultados.
_Doutor...eu estava lá agora pouco...-disse pausadamente- eu acho que... é que...ela...
Passamos mais uma vez por aqueles corredores silenciosos que me causavam arrepios, um turbilhão de pensamentos me dominavam e eu não sabia o que estava esperando. Notícias boas ou ruins?.
Enquanto caminhava, sentia minhas pernas amolecerem e minhas mãos encharcadas de suor. Eu tentava imaginar o que os exames diziam, e eu só conseguia imaginar ela bem...
_Entrem... -e mas uma vez, ali estava eu...mal esperava pra sair daquele quarto junto dela- Bom, temos notícias boas para vocês. E outras que preferimos contar quando outros exames forem finalizados. Então, a Sophia é uma garota muito forte e recebeu o tratamento perfeitamente. Dentre os próximos dias já esperamos que ela acorde.
_Ai meu Deus... -Juliana disse-.
_Obrigada meu Deus. -Otávio disse num tom de alívio-.
E eu fui tomado pela surpresa, e aquela notícia me tirou todas as palavras. Tudo dentro de mim estava em festa.
_Como o Luan foi interrompido em seu momento de visita, quero que termine e deixe os pais entrarem aqui tudo bem Luan? -Dr. disse.
_Tá... -foi o que consegui dizer, apenas-.
Quando eles saíram corri para sentar ao lado dela. Para me acalmar e também para ser o primeiro a dizer mesmo que ela não escutasse, que ela estava fora de perigo.
Segurei sua mão e coloquei a cabeça na beirada da cama. Eu não sabia o que fazer, sentia vontade de gritar para os quatro cantos do mundo que tudo estava bem, eu queria gritar...pular. Eu queria tê-lá de volta.
Meus pensamentos começaram a virar borrões e não tinha mais coerência alguma no que pensava. Cochilei ali.
_Luan... -senti um aperto na minha mão-.
Pensei que aquela voz fosse em meus pensamentos...Mas eu quase não acreditei quando abri os olhos e vi seus olhos de encontro ao meu.
_Sophia...Meu Deus. -Dei um salto, e fui beija-lá..-Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que você ta sentindo?
_Eu...não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ela pausadamente e chorando-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan me perdoa...
_Fica calma, você ta bem...
_Luan...
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta...-deixei que as lágrimas tomassem conta de mim-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -disse ela colocando as mãos em meu rosto-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas Luan, eu...não estou sentindo-as.
Eu já não conseguia dormir, dia após dias era pesadelos que se fazia presente em minhas noites. Eu não conseguia afastar aqueles pensamentos... Eu não podia fazer nada e isso era o que estava acabando comigo. São nesses momentos que eu tinha certeza que dinheiro não comprava nada, que ele não passava de uma mera ilusão.
Minha relação com Otávio ia de mal a pior, lembro-me que desde o dia que eu o agredi minha relação com a mãe de Sopia também mudara. Parecia que Otávio tinha o poder de estragar tudo aquilo que ele colocava as mãos.
_Eu quero que você se afaste dela Luan, foi por sua causa que tudo isso aconteceu. Eu estava cega, não queria acreditar mas agora com a minha filha assim, consigo ver que você não é o que ela merece.
_Por favor...Eu preciso continuar aqui perto dela...tenta me entender.
_Eu quero que você me prometa, que quando ela acordar você vai se afastar dela. Só prometendo que eu vou permitir que você continue vê-lá.
_Eu...prometo. -Não, eu não prometo. Eu tinha esperanças de que quando Sophia acordasse tudo iria mudar. E que ela conseguiria mudar a opinião deles...E para eu estar ali ao lado dela foi preciso mentir, mesmo contra minha vontade. Mas estar ao lado dela, valeria qualquer esforço-.
Foi então, que desde aquele dia eu entrava e saia do quarto dela sem nenhuma palavra dos pais dela. Eu ficava uns 30 minutos sempre que podia. Eu sentava ao seu lado e segurava sua mão e contava para ela como eram os meus dias, meus show's...era disso que ela gostava de ouvir, e tinha também as fotos que eu mostraria tudo para ela depois. Em certos momentos, eu sentia que a minha menina estava melhorando, que ela me ouvia e que ela iria sair dessa. Eu nunca pensei que um dia eu passaria por algo parecido, e não sabia lidar com aquilo... foi em meus fãs -como sempre- que eu buscava refúgio, era bom receber palavras de conforto de quem nos quer bem... elas me entendia como nunca. Eu nunca iria conseguir entender a relação que nos tínhamos. Era surreal.
_Você poderia estar indo para uma cidade comigo agora, indo acompanhar um dia de rotina meu. -Disse enquanto passava a mão em seu rosto-. Você iria amar ver as meninas te dando carinho. Você nem provou do verdadeiro assedio delas, elas são perfeitas...são tão parecidas com você. -Uma lágrima escapou-. Volta pra mim...-apertei sua mão-.
_O Doutor está a sua espera juntamente com os pais dela em sua sala. Por favor, me acompanhe.-A enfermeira disse entrando no quarto atrapalhando meus pensamentos-.
Não sei se foi fruto da minha imaginação, mas senti firmeza em suas mãos...senti que ela tentava apertar meus dedos...
_Moça...
_O que foi?
_Ela...
_Ela vai ficar bem.Vem...
Eu não sabia explicar o que tinha acabado de acontecer, não sei se foi real ou não...
_Bom dia. -O Dr. me recebeu com aperto de mão- Bom, faz 15 dias que estamos fazendo exames na Sophia. Gostaria que vocês me acompanhassem até o quarto dela para que eu possa dizer quais são os resultados.
_Doutor...eu estava lá agora pouco...-disse pausadamente- eu acho que... é que...ela...
Passamos mais uma vez por aqueles corredores silenciosos que me causavam arrepios, um turbilhão de pensamentos me dominavam e eu não sabia o que estava esperando. Notícias boas ou ruins?.
Enquanto caminhava, sentia minhas pernas amolecerem e minhas mãos encharcadas de suor. Eu tentava imaginar o que os exames diziam, e eu só conseguia imaginar ela bem...
_Entrem... -e mas uma vez, ali estava eu...mal esperava pra sair daquele quarto junto dela- Bom, temos notícias boas para vocês. E outras que preferimos contar quando outros exames forem finalizados. Então, a Sophia é uma garota muito forte e recebeu o tratamento perfeitamente. Dentre os próximos dias já esperamos que ela acorde.
_Ai meu Deus... -Juliana disse-.
_Obrigada meu Deus. -Otávio disse num tom de alívio-.
E eu fui tomado pela surpresa, e aquela notícia me tirou todas as palavras. Tudo dentro de mim estava em festa.
_Como o Luan foi interrompido em seu momento de visita, quero que termine e deixe os pais entrarem aqui tudo bem Luan? -Dr. disse.
_Tá... -foi o que consegui dizer, apenas-.
Quando eles saíram corri para sentar ao lado dela. Para me acalmar e também para ser o primeiro a dizer mesmo que ela não escutasse, que ela estava fora de perigo.
Segurei sua mão e coloquei a cabeça na beirada da cama. Eu não sabia o que fazer, sentia vontade de gritar para os quatro cantos do mundo que tudo estava bem, eu queria gritar...pular. Eu queria tê-lá de volta.
Meus pensamentos começaram a virar borrões e não tinha mais coerência alguma no que pensava. Cochilei ali.
_Luan... -senti um aperto na minha mão-.
Pensei que aquela voz fosse em meus pensamentos...Mas eu quase não acreditei quando abri os olhos e vi seus olhos de encontro ao meu.
_Sophia...Meu Deus. -Dei um salto, e fui beija-lá..-Eu não tô acreditando. Você ta bem? O que você ta sentindo?
_Eu...não acredito que tudo isso aconteceu... -disse ela pausadamente e chorando-. Cadê minha mãe e meu pai? Luan me perdoa...
_Fica calma, você ta bem...
_Luan...
_Eu te amo tanto, eu senti tanto sua falta...-deixei que as lágrimas tomassem conta de mim-.
_Porque eu não posso levantar para te abraçar? -disse ela colocando as mãos em meu rosto-.
_Mas você pode... eu estava com tanta saudade.
_Minhas pernas Luan, eu...não estou sentindo-as.
____________________________________________________________
Cadê vocês comentando? Da um desânimo pra gente isso... Não queremos leitoras fantasmas. Queremos saber a opinião de vocês!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Sete ʚ
Existem alguns momentos na vida em que a dor parece ser mil vezes maior do que você pode suportar. Mas eu precisava ser forte... Não por mim e sim pela Sophia.
Esse foi meu único pensamento com algum nexo após aquela ligação. A pior que eu já havia recebido; quando o celular tocou atendi rápido, estava preocupado com ela e senti o coração apertar quando uma voz bem diferente falou comigo. Não deram muitos detalhes, mas todo aquele barulho em volta indicava que algo não estava bem. Anotei o nome do hospital em que ela seria levada e lutei pra me manter firme.
_Luan! Luan, fala comigo cara! O que aconteceu? Tô ficando preocupado. -Roberval me chamou.
_A Sophia... Ela sofreu um acidente de carro vindo aqui pra cidade.
_Meu Deus! Como ela tá? Quem te avisou?
_Eu não sei mas parece que foi sério. -Senti um nó na garganta- Deve ter sido alguém do resgate e acho que o último número que ela atendeu foi o meu.
_E os pais dela? Você tem que avisar eles, porque provavelmente não tão sabendo ainda.
_Eu vou pro hospital agora do caminho você liga e avisa eles pra mim. -Falei enquanto pegava uma roupa bem discreta, um óculos e um boné.
_Tá bom. Te encontro lá em baixo em cinco minutos. -Roberval falou antes de fechar a porta.
Peguei minhas coisas e joguei na mala, troquei de roupa e desci para a recepção onde o pessoal estava.
_Nós vamos com você e o Guto vai ficar e resolver algumas coisas.
_Tudo bem Rober. Vamos logo.
O caminho parecia ser infinito, mas depois de tantos minutos chegamos ao hospital. Eram tantas pessoas entrando e saindo preocupadas com outras coisas que a minha presença ali passou totalmente despercebida e eu agradeci por isso.
Pedi informações sobre a Sophi, mas ninguém me falou nada apenas nos deixaram em uma sala de espera. E tudo que eu menos precisava naquele momento era ver o pai da Sophia e como se ele soubesse disso entrou na sala. Fingi que não o tinha visto e continuei com a cabeça baixa apoiada nas minhas mãos.
_O que esse moleque tá fazendo aqui? -Ele falou alto o suficiente pra que eu ouvisse.
Apenas levantei a cabeça e o encarei mas preferi ignorar, não precisava de mais problemas, porém Otávio estava disposto a me provocar.
_Sai daqui, vai embora. A culpa disso tudo é sua. -Ele parou na minha frente e apontou o dedo no meu rosto, ele estava alterado, parecia ter chorado.
_Olha Otávio, eu sei que aqui não é o lugar pra isso então por favor para.
Olhei ao redor para ver se alguém faria alguma coisa para controla-ló mas as pessoas que estavam ali, não estavam preocupados com um escândalo.
_Ta vendo esse cara aqui gente? -Otávio apontou para mim- esse cara é o infeliz que fez tudo isso acontecer. Estão vendo esse ''moleque'' atrás desse óculos escuro? Esse é o cara mais imprestável nessa vida, acha que só porque tem muito dinheiro no banco quer ser melhor que todo mundo e sai por ai iludindo a filha dos outros e no dia seguinte esquece que ela existe.
Senti uma facada em meu peito, como uma pessoa consegue tirar suas próprias conclusões em relação á alguém sem ao menos saber um pouco dela? Eu continuei de cabeça baixa esperando alguém fazer algo, eu não podia... não devia falar nada pra ele. Ele mal sabia das coisas, o que eu sinto por ela e ela por mim... Eu fechava os olhos com toda força que eu possuía e esperava eu acordar desse pesadelo...
_ Se minha filha morrer, a culpa vai ser sua! -ele berrou para que todos ali escutassem-.
_Sabe de uma coisa? -caminhei ao seu encontro, mas duas pessoas o seguravam para que ele se acalmasse e imediatamente senti mãos sobre mim também- Eu jurei por mim e pela Sophia que não iria falar nada e que não deixaria cair na sua conversa. Mas parabéns -tirei o óculos- eu não sei como a Sophia te aguenta, eu não sei como você consegue ter uma família tão bonita sendo uma pessoa tão sem caráter e tão machista e que se acha o dono da verdade e da razão...
_Luan... -Roberval disse na tentativa de me conter-.
_Se alguma coisa acontecer aqui, a culpa não será minha...e sim sua, eu quero que sua consciência pese e que você carregue esse remorso para toda sua vida. Eu tentei de todas as formas falar com você, tentar fazer você entender as coisas...mas a Sophia -uma lágrima escorreu- a Sophia sempre me dizia que iria falar com você, mas ela tinha medo -gritei- medo de você! Quem merece ter um pai dentro de casa e se sentir intimidada? Pelo pouco que eu sei de você...
_Você não sabe nada sobre mim. -Ele gritou-.
_Você é o cara que acha que dinheiro compra as coisas, compra amor, afeto, carinho e atenção. Você disse que eu tenho muito dinheiro no banco, sim eu concordo com você... mas sabe de uma coisa? Eu trocaria todo esse dinheiro, apenas para receber de quem me ama um abraço por dia, um gesto de carinho e atenção, estar com todos que eu amo a todo momento.Você é um cara tão mal vivido que eu com meus vinte e poucos anos sei que nessa vida, dinheiro é apenas ilusão... dinheiro um dia vai embora, mas sabe o que não vai? O amor das pessoas. O amor que você tentava comprar dela, seu dinheiro vai embora...você vai embora e ela vai ficar com as lembranças de um pai tão... pai? Me desculpa, pai pra mim é como o meu...Você não merece ser chamado de pai. Você não é homem, porque homem é quem honra esse papel.
_Eu não quero mais confusão nesse hospital. Ou vocês ficam quietos ou então eu vou ser obrigados a mandar vocês todos para a rua. -Disse o Doutor que chegou-.
_Desculpa... -disse me redimindo.
_Tenho duas notícias! -disse e rapidamente um circulo se fechou ao redor do Doutor-. Uma boa e outra infelizmente ruim...mas esse é o primeiro diagnóstico temos muitos outros a fazer agora, porém não queremos deixar vocês desamparados e sem notícias.
_Fala... -alguém disse e eu não reconheci quem era-.
_Bom, a notícia boa é que a Sophia vai melhorar...só que com o tempo.
_Melhorar do que? -Otávio disse-.
_Sua filha está em coma induzido e não temos previsão de quando ela irá acordar... -o silêncio predominou- mas como eu disse esse é o nosso primeiro disgnóstico. Temos muitos recursos e graças ao avanço tecnológico vamos ter a Sophia de volta. O acidente foi bem feio... -Vi que enquanto ele falava, Otávio se sentou e ficou cabisbaixo-. (...) ela vai ficar bem.
Corri para a primeira cadeira que vi, minhas pernas pareceram que perderam a vida...amoleceram de tal forma que eu pensei que iria cair de joelhos ali mesmo. A minha Sophia... a minha menina, tantos planos fizemos...
_Foi por sua culpa! -Gritou Otávio em meio as lágrimas interrompendo meus pensamentos-.
Tudo aconteceu em questão de segundos, e sem pensar levantei e fui em direção á ele e com toda a raiva e desespero que estava sentindo dei um murro nele que minhas mãos chegaram a doer. A força foi tanta que tirei sangue da sua boca.
E ai, o que acharam do capítulo? Contem para nós, o que vocês acham que acontecerá nos próximos capítulos? Será que a Sophi terá mais algum problema?
Beijos, esperamos que gostem e que comentem!
Esse foi meu único pensamento com algum nexo após aquela ligação. A pior que eu já havia recebido; quando o celular tocou atendi rápido, estava preocupado com ela e senti o coração apertar quando uma voz bem diferente falou comigo. Não deram muitos detalhes, mas todo aquele barulho em volta indicava que algo não estava bem. Anotei o nome do hospital em que ela seria levada e lutei pra me manter firme.
_Luan! Luan, fala comigo cara! O que aconteceu? Tô ficando preocupado. -Roberval me chamou.
_A Sophia... Ela sofreu um acidente de carro vindo aqui pra cidade.
_Meu Deus! Como ela tá? Quem te avisou?
_Eu não sei mas parece que foi sério. -Senti um nó na garganta- Deve ter sido alguém do resgate e acho que o último número que ela atendeu foi o meu.
_E os pais dela? Você tem que avisar eles, porque provavelmente não tão sabendo ainda.
_Eu vou pro hospital agora do caminho você liga e avisa eles pra mim. -Falei enquanto pegava uma roupa bem discreta, um óculos e um boné.
_Tá bom. Te encontro lá em baixo em cinco minutos. -Roberval falou antes de fechar a porta.
Peguei minhas coisas e joguei na mala, troquei de roupa e desci para a recepção onde o pessoal estava.
_Nós vamos com você e o Guto vai ficar e resolver algumas coisas.
_Tudo bem Rober. Vamos logo.
O caminho parecia ser infinito, mas depois de tantos minutos chegamos ao hospital. Eram tantas pessoas entrando e saindo preocupadas com outras coisas que a minha presença ali passou totalmente despercebida e eu agradeci por isso.
Pedi informações sobre a Sophi, mas ninguém me falou nada apenas nos deixaram em uma sala de espera. E tudo que eu menos precisava naquele momento era ver o pai da Sophia e como se ele soubesse disso entrou na sala. Fingi que não o tinha visto e continuei com a cabeça baixa apoiada nas minhas mãos.
_O que esse moleque tá fazendo aqui? -Ele falou alto o suficiente pra que eu ouvisse.
Apenas levantei a cabeça e o encarei mas preferi ignorar, não precisava de mais problemas, porém Otávio estava disposto a me provocar.
_Sai daqui, vai embora. A culpa disso tudo é sua. -Ele parou na minha frente e apontou o dedo no meu rosto, ele estava alterado, parecia ter chorado.
_Olha Otávio, eu sei que aqui não é o lugar pra isso então por favor para.
Olhei ao redor para ver se alguém faria alguma coisa para controla-ló mas as pessoas que estavam ali, não estavam preocupados com um escândalo.
_Ta vendo esse cara aqui gente? -Otávio apontou para mim- esse cara é o infeliz que fez tudo isso acontecer. Estão vendo esse ''moleque'' atrás desse óculos escuro? Esse é o cara mais imprestável nessa vida, acha que só porque tem muito dinheiro no banco quer ser melhor que todo mundo e sai por ai iludindo a filha dos outros e no dia seguinte esquece que ela existe.
Senti uma facada em meu peito, como uma pessoa consegue tirar suas próprias conclusões em relação á alguém sem ao menos saber um pouco dela? Eu continuei de cabeça baixa esperando alguém fazer algo, eu não podia... não devia falar nada pra ele. Ele mal sabia das coisas, o que eu sinto por ela e ela por mim... Eu fechava os olhos com toda força que eu possuía e esperava eu acordar desse pesadelo...
_ Se minha filha morrer, a culpa vai ser sua! -ele berrou para que todos ali escutassem-.
_Sabe de uma coisa? -caminhei ao seu encontro, mas duas pessoas o seguravam para que ele se acalmasse e imediatamente senti mãos sobre mim também- Eu jurei por mim e pela Sophia que não iria falar nada e que não deixaria cair na sua conversa. Mas parabéns -tirei o óculos- eu não sei como a Sophia te aguenta, eu não sei como você consegue ter uma família tão bonita sendo uma pessoa tão sem caráter e tão machista e que se acha o dono da verdade e da razão...
_Luan... -Roberval disse na tentativa de me conter-.
_Se alguma coisa acontecer aqui, a culpa não será minha...e sim sua, eu quero que sua consciência pese e que você carregue esse remorso para toda sua vida. Eu tentei de todas as formas falar com você, tentar fazer você entender as coisas...mas a Sophia -uma lágrima escorreu- a Sophia sempre me dizia que iria falar com você, mas ela tinha medo -gritei- medo de você! Quem merece ter um pai dentro de casa e se sentir intimidada? Pelo pouco que eu sei de você...
_Você não sabe nada sobre mim. -Ele gritou-.
_Você é o cara que acha que dinheiro compra as coisas, compra amor, afeto, carinho e atenção. Você disse que eu tenho muito dinheiro no banco, sim eu concordo com você... mas sabe de uma coisa? Eu trocaria todo esse dinheiro, apenas para receber de quem me ama um abraço por dia, um gesto de carinho e atenção, estar com todos que eu amo a todo momento.Você é um cara tão mal vivido que eu com meus vinte e poucos anos sei que nessa vida, dinheiro é apenas ilusão... dinheiro um dia vai embora, mas sabe o que não vai? O amor das pessoas. O amor que você tentava comprar dela, seu dinheiro vai embora...você vai embora e ela vai ficar com as lembranças de um pai tão... pai? Me desculpa, pai pra mim é como o meu...Você não merece ser chamado de pai. Você não é homem, porque homem é quem honra esse papel.
_Eu não quero mais confusão nesse hospital. Ou vocês ficam quietos ou então eu vou ser obrigados a mandar vocês todos para a rua. -Disse o Doutor que chegou-.
_Desculpa... -disse me redimindo.
_Tenho duas notícias! -disse e rapidamente um circulo se fechou ao redor do Doutor-. Uma boa e outra infelizmente ruim...mas esse é o primeiro diagnóstico temos muitos outros a fazer agora, porém não queremos deixar vocês desamparados e sem notícias.
_Fala... -alguém disse e eu não reconheci quem era-.
_Bom, a notícia boa é que a Sophia vai melhorar...só que com o tempo.
_Melhorar do que? -Otávio disse-.
_Sua filha está em coma induzido e não temos previsão de quando ela irá acordar... -o silêncio predominou- mas como eu disse esse é o nosso primeiro disgnóstico. Temos muitos recursos e graças ao avanço tecnológico vamos ter a Sophia de volta. O acidente foi bem feio... -Vi que enquanto ele falava, Otávio se sentou e ficou cabisbaixo-. (...) ela vai ficar bem.
Corri para a primeira cadeira que vi, minhas pernas pareceram que perderam a vida...amoleceram de tal forma que eu pensei que iria cair de joelhos ali mesmo. A minha Sophia... a minha menina, tantos planos fizemos...
_Foi por sua culpa! -Gritou Otávio em meio as lágrimas interrompendo meus pensamentos-.
Tudo aconteceu em questão de segundos, e sem pensar levantei e fui em direção á ele e com toda a raiva e desespero que estava sentindo dei um murro nele que minhas mãos chegaram a doer. A força foi tanta que tirei sangue da sua boca.
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E ai, o que acharam do capítulo? Contem para nós, o que vocês acham que acontecerá nos próximos capítulos? Será que a Sophi terá mais algum problema?
Beijos, esperamos que gostem e que comentem!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Seis ʚ
Faltava pouco mais de um mês para o Natal. Aquela altura Luan já havia anunciado que estava namorando e não foi nem um pouco fácil. Decidi que iria dar um tempo nas competições já que a faculdade exigia cada vez mais de mim e quando tinha algum tempo livre queria ficar perto de Luan.
O dia amanheceu bonito em Londrina, aquela quinta-feira prometia ser agitada. Teria minha ultima competição, numa cidade vizinha naquele dia, estava treinando bastante e Luan me apoiava em tudo. Era quase meio dia, quando meu celular tocou.
_Bom dia! -Falei risonha.
_Bom dia amor, preparada pro dia de hoje?
_Depende em qual parte, se for a competição tô tranquila, se for pela matéria na revista, nenhum pouco.
_Fica calma, as meninas já sabem que nós estamos juntos e até apoiam. -Luan falava calmo.
_Não é por elas, não mesmo. Suas fãs são incríveis! Mas é pelo meu pai...
_Eu ainda acho que você devia ter contado pra ele, eu ia ai, falava com ele... Talvez ele entendesse! Eu não sou esse monstro todo que ele acha.
_Eu sei, eu sei amor. Mas de qualquer jeito agora já era.
_Tomara que dê tudo certo. -Luan falou.
_Vai dar, eu tenho certeza. Te vejo na competição?
_Com certeza! Vou do hotel direto pra lá, vou torcer muito por você.
_Obrigada! Então até mais tarde.
_Beijo, eu te amo.
_Te amo mais. -Ri e desliguei.
Segundos depois ouvi a porta da sala ser aberta com força, e um barulho maior ainda saiu quando a fecharam.
_Sophia! -Meu pai gritou e pelo seu tom de voz as coisas estavam péssimas.
Desci as escadas e meu pai me encarou.
_O que foi? -Perguntei.
_O que foi? É isso. -Ele jogou a revista no chão perto do meu pé.
As coisas seriam mil vezes mais complicadas do que nos piores momentos em que eu havia imaginado contar isso ao meu pai.
_Eu e o Luan estamos namorando a algum tempo pai. -Falei num tom de voz ainda calmo.
_Isso me parece obvio! Você não me contou, fiquei sabendo por uma revista! A minha secretária fez questão de comprar e me mostrar, todos os meus funcionários que te conhecem vieram me fazer mil perguntas sobre o Luan Santana. -Ele gritava.
_Mas você não me deu escolha pai! Desde o primeiro momento você resolveu simplesmente odiar o Luan por causa do acidente, você não podia nem sequer ouvir o nome dele aqui e queria que eu chegasse e falasse que eu gosto dele?
_Ah, então agora a culpa disso tudo é minha? -Ele falou irônico.
_Não tem ninguém culpado, aliás não precisa fazer todo esse escândalo.
_É por ele que você está abandonando o hipismo! -Meu pai voltou a gritar- Eu sempre banquei essa sua vidinha de luxo, com cavalos, estudos, viagens, tudo o que você sempre quis mas você simplesmente jogou tudo pro alto por causa de um cantorzinho que deve te trair com qualquer vadia que vê na rua.
_Não fala assim! -Gritei.- Eu amo o Luan, mas não estou abandonando o hipismo, muito menos por causa dele. Só to dando um tempo por causa da faculdade... E ele não me trai, eu sei disso e você também saberia se desse a ele a oportunidade de mostrar quem ele realmente é.
_Termina com ele. Vá morar em outro país, eu te dou a quantia em dinheiro que você quiser. -Meu pai falou.
_Como é que é? Você acha que tem algum dinheiro no mundo que compra os meus sentimentos ou os substitui? Eu posso ir morar na lua que não muda em nada o que eu sinto.
_Você só tem vinte e um anos, não sabe o que é gostar de alguém.
_E você tem quase cinquenta e nunca soube amar pai. Acha que o dinheiro está acima de qualquer coisa, que o dinheiro comprar o amor.
_Mas foi graças ao meu dinheiro que você fez tudo que fez até hoje.
_E foi graças a esse seu dinheiro nojento que eu cresci sem a presença dos meus pais, que eu passei vários aniversários sem vocês, que eu almocei a vida toda praticamente sozinha, que eu passava mal e ai pro hospital com a Ivone e vocês nem ficavam sabendo! -Limpei as lágrimas.
_Quanto drama. -Meu pai falou seco.
_Drama é o que você faz em relação ao meu namoro!
_Você não entende Sophia! Quem você é? E quem você vai ser? Você tem todo um futuro brilhante pela frente, e depois que ficar com esse cara vai ser só mais uma namoradinha de um famoso, só mais uma vadia que ele levou pra cama.
_Eu te odeio! Eu te odeio Otávio! Te odeio com todas as minhas forças. -Gritei e meu pai deu um tampa em meu rosto.
Aquela foi a gota d'água, corri até o meu quarto peguei uma mochila qualquer e coloquei roupas, peguei minha bolsa com meus documentos, a chave do carro, dinheiro e desci.
_Sophia. -Meu pai gritou quando me viu correndo porta a fora.
Peguei o carro e sai em alta velocidade do condomínio, mas assim que cheguei na rua reduzi a velocidade. Meu telefone tocava insistentemente, era Luan. Tentava parar de chorar e respirava fundo tentando me acalmar mas era em vão, olhei meu rosto no retrovisor e ele estava inchado e completamente vermelho, era possível ver as marcas dos dedos do meu pai.
Andei quase oito quilômetros, já estava na saída da cidade e meu telefone continuava chamando. Parei no sinal e atendi.
_Oi Luan. -Falei em meio aos soluços.
_Sophia? Sophia? Por que você tá chorando? Por que você não atendeu? -A voz de Luan era preocupada.
_Meu pai... Eu... Ai foi horrível. -Comecei a chorar.
_Onde você tá Sophi?
_Tô no carro, parada no sinal.
_Sophia você tá muito nervosa pra dirigir.
_Eu sei, vou desligar porque o sinal abriu e já te ligo.
_Tudo bem, eu vivo você.
_Eu te vivo Luan.
O sinal finalmente ficou verde, com a imagem do meu pai na minha cabeça, pisei fundo no acelerador, sem perceber que um caminhão ainda atravessava correndo o cruzamento.
O outro veículo se chocou contra o meu com um estrondo ensurdecedor, espalhando cacos de vidros e lascas de metal por toda parte. A armação da porta, destroçada e retorcida, explodiu para dentro em direção ao meu corpo no mesmo instante em que o air bag foi acionado. Me debati contra o cinto de segurança. a cabeça sendo jogada de um lado para o outro à medida que o carro começava a girar pelo cruzamento. Vou morrer, pensei, mas não consegui reunir fôlego suficiente para produzir qualquer som.
Quando o carro enfim parou, precisei de um instante para entender que ainda estava respirando.
A última coisa que me lembro foi de levar a mão ao meu rosto e depois ver que ela estava suja de sangue. E assim fui perdendo a consciência...
____________________________________________
Oi leitoras! A fic agora vai tomar um rumo diferente...
Não vou falar muito pra não estragar a "surpresa"
Enfim comentem? seis comentários e postamos o próximo capítulo
☺ ♥
O dia amanheceu bonito em Londrina, aquela quinta-feira prometia ser agitada. Teria minha ultima competição, numa cidade vizinha naquele dia, estava treinando bastante e Luan me apoiava em tudo. Era quase meio dia, quando meu celular tocou.
_Bom dia! -Falei risonha.
_Bom dia amor, preparada pro dia de hoje?
_Depende em qual parte, se for a competição tô tranquila, se for pela matéria na revista, nenhum pouco.
_Fica calma, as meninas já sabem que nós estamos juntos e até apoiam. -Luan falava calmo.
_Não é por elas, não mesmo. Suas fãs são incríveis! Mas é pelo meu pai...
_Eu ainda acho que você devia ter contado pra ele, eu ia ai, falava com ele... Talvez ele entendesse! Eu não sou esse monstro todo que ele acha.
_Eu sei, eu sei amor. Mas de qualquer jeito agora já era.
_Tomara que dê tudo certo. -Luan falou.
_Vai dar, eu tenho certeza. Te vejo na competição?
_Com certeza! Vou do hotel direto pra lá, vou torcer muito por você.
_Obrigada! Então até mais tarde.
_Beijo, eu te amo.
_Te amo mais. -Ri e desliguei.
Segundos depois ouvi a porta da sala ser aberta com força, e um barulho maior ainda saiu quando a fecharam.
_Sophia! -Meu pai gritou e pelo seu tom de voz as coisas estavam péssimas.
Desci as escadas e meu pai me encarou.
_O que foi? -Perguntei.
_O que foi? É isso. -Ele jogou a revista no chão perto do meu pé.
As coisas seriam mil vezes mais complicadas do que nos piores momentos em que eu havia imaginado contar isso ao meu pai.
_Eu e o Luan estamos namorando a algum tempo pai. -Falei num tom de voz ainda calmo.
_Isso me parece obvio! Você não me contou, fiquei sabendo por uma revista! A minha secretária fez questão de comprar e me mostrar, todos os meus funcionários que te conhecem vieram me fazer mil perguntas sobre o Luan Santana. -Ele gritava.
_Mas você não me deu escolha pai! Desde o primeiro momento você resolveu simplesmente odiar o Luan por causa do acidente, você não podia nem sequer ouvir o nome dele aqui e queria que eu chegasse e falasse que eu gosto dele?
_Ah, então agora a culpa disso tudo é minha? -Ele falou irônico.
_Não tem ninguém culpado, aliás não precisa fazer todo esse escândalo.
_É por ele que você está abandonando o hipismo! -Meu pai voltou a gritar- Eu sempre banquei essa sua vidinha de luxo, com cavalos, estudos, viagens, tudo o que você sempre quis mas você simplesmente jogou tudo pro alto por causa de um cantorzinho que deve te trair com qualquer vadia que vê na rua.
_Não fala assim! -Gritei.- Eu amo o Luan, mas não estou abandonando o hipismo, muito menos por causa dele. Só to dando um tempo por causa da faculdade... E ele não me trai, eu sei disso e você também saberia se desse a ele a oportunidade de mostrar quem ele realmente é.
_Termina com ele. Vá morar em outro país, eu te dou a quantia em dinheiro que você quiser. -Meu pai falou.
_Como é que é? Você acha que tem algum dinheiro no mundo que compra os meus sentimentos ou os substitui? Eu posso ir morar na lua que não muda em nada o que eu sinto.
_Você só tem vinte e um anos, não sabe o que é gostar de alguém.
_E você tem quase cinquenta e nunca soube amar pai. Acha que o dinheiro está acima de qualquer coisa, que o dinheiro comprar o amor.
_Mas foi graças ao meu dinheiro que você fez tudo que fez até hoje.
_E foi graças a esse seu dinheiro nojento que eu cresci sem a presença dos meus pais, que eu passei vários aniversários sem vocês, que eu almocei a vida toda praticamente sozinha, que eu passava mal e ai pro hospital com a Ivone e vocês nem ficavam sabendo! -Limpei as lágrimas.
_Quanto drama. -Meu pai falou seco.
_Drama é o que você faz em relação ao meu namoro!
_Você não entende Sophia! Quem você é? E quem você vai ser? Você tem todo um futuro brilhante pela frente, e depois que ficar com esse cara vai ser só mais uma namoradinha de um famoso, só mais uma vadia que ele levou pra cama.
_Eu te odeio! Eu te odeio Otávio! Te odeio com todas as minhas forças. -Gritei e meu pai deu um tampa em meu rosto.
Aquela foi a gota d'água, corri até o meu quarto peguei uma mochila qualquer e coloquei roupas, peguei minha bolsa com meus documentos, a chave do carro, dinheiro e desci.
_Sophia. -Meu pai gritou quando me viu correndo porta a fora.
Peguei o carro e sai em alta velocidade do condomínio, mas assim que cheguei na rua reduzi a velocidade. Meu telefone tocava insistentemente, era Luan. Tentava parar de chorar e respirava fundo tentando me acalmar mas era em vão, olhei meu rosto no retrovisor e ele estava inchado e completamente vermelho, era possível ver as marcas dos dedos do meu pai.
Andei quase oito quilômetros, já estava na saída da cidade e meu telefone continuava chamando. Parei no sinal e atendi.
_Oi Luan. -Falei em meio aos soluços.
_Sophia? Sophia? Por que você tá chorando? Por que você não atendeu? -A voz de Luan era preocupada.
_Meu pai... Eu... Ai foi horrível. -Comecei a chorar.
_Onde você tá Sophi?
_Tô no carro, parada no sinal.
_Sophia você tá muito nervosa pra dirigir.
_Eu sei, vou desligar porque o sinal abriu e já te ligo.
_Tudo bem, eu vivo você.
_Eu te vivo Luan.
O sinal finalmente ficou verde, com a imagem do meu pai na minha cabeça, pisei fundo no acelerador, sem perceber que um caminhão ainda atravessava correndo o cruzamento.
O outro veículo se chocou contra o meu com um estrondo ensurdecedor, espalhando cacos de vidros e lascas de metal por toda parte. A armação da porta, destroçada e retorcida, explodiu para dentro em direção ao meu corpo no mesmo instante em que o air bag foi acionado. Me debati contra o cinto de segurança. a cabeça sendo jogada de um lado para o outro à medida que o carro começava a girar pelo cruzamento. Vou morrer, pensei, mas não consegui reunir fôlego suficiente para produzir qualquer som.
Quando o carro enfim parou, precisei de um instante para entender que ainda estava respirando.
A última coisa que me lembro foi de levar a mão ao meu rosto e depois ver que ela estava suja de sangue. E assim fui perdendo a consciência...
____________________________________________
Oi leitoras! A fic agora vai tomar um rumo diferente...
Não vou falar muito pra não estragar a "surpresa"
Enfim comentem? seis comentários e postamos o próximo capítulo
☺ ♥
domingo, 11 de agosto de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Cinco ʚ
Sai enfurecido dali, com raiva por saber que a Sophia tinha omitido esses detalhes comigo. Fiquei com dó de Bruna, por não saber disso. Fui a procura de Sophia mais rápido que nunca, a raiva fluía sobre minhas veias, e eu estava louco para saber a explicação.
Avistei ela, e ao lado suas primas dançando.
_Ei..-puxei seu braço-.
_Não acredito -ela se virou surpresa- você está aqui! -Ela se jogou em meus braços, e esqueci da raiva e afaguei seu cabelo-.
_Vem cá...-puxei seu braço e fomos para um canto-.
_Luan, você ta me apertando!
_Desde quando você conhece o Bruno?
_Luan...
_Eu acho que se eu sou seu namorado, esses detalhes tem que ser contados. E a Bruna? você não pensa nela? Se eu estou me sentindo traído, imagina ela? Eu acho que, você não deveria ter escondido isso de mim!
_Luan, para! A Bruna sabe, e não existe nada entre nós! Ele é um amigo...
_Que legal, além de ser traído por você, agora também por ela?
_Luan, você não ta vendo que assim você está estragando meu dia? Para! -ela virou as costas e saiu-.
Seu olhar ao virar as costas, foi devastador. Me senti um completo idiota por esse ciúme. Mas eu estava, ainda estou...não sei que estou sentindo, mas o sentimento de traição invadia meu peito. Eu não era orgulhoso, ainda estava com raiva mas essa raiva não era maior do que meu amor por ela. Fui atrás dela e vi que ela estava sentada cabisbaixa.
_Ei...-levantei seu rosto- me perdoa?
_Eu...-seus olhos estavam vermelhos, ela chorava-.
_Vem cá...-levantei-a e á a abracei- me perdoa por ser um completo idiota, me perdoa por meu ciúme...-sussurrei em seu ouvido, ela olhou em meus olhos e me beijou-.
_Luan, você tem que entender que se eu não contei nada é porque não fazia diferença pra mim, ele pra mim agora é um grande amigo, como sempre foi. E além do que, ele é namorado da Bruna...sua irmã! Você não acha realmente que eu iria trair ela desse jeito e mais ainda, você?
_É que o ciúme me deixou cego...me perdoa, eu não sabia nem o que fazer na hora.
_A Bruna também não tem culpa, ela ficou do mesmo modo que você... -ele arqueou a sobrancelha-. só que menos nervosa, a Bruna é compreensiva ela esperou eu responder.
_Desculpa por te machucar...
_Você ta aqui, agora está tudo bem...
_Minha dama de vermelho linda...-peguei em sua mão, e a rodei-. vim aqui, para comemorar...Te trouxe um presente para a comemoração, mas agora ela também servirá como um pedido de desculpas...-. Tirei do bolso do blazer um embrulho e a entreguei...
_Que linda essa pulseira Luan, obrigada! -ela esticou os braços para que eu pudesse coloca-lá-.
_Não sei se reparou, mas ela tem dezesseis pingentes...E eles significam o dia em que nos conhecemos, o dia em que você entrou na minha vida e fez de mim uma pessoa melhor...
Nos beijamos ali mesmo, sem importar com quem tivesse ou com o que achariam, naquele momento tê-la em meus braços era o mais importante.
Ele estava tão lindo ali, com aquele blazer branco e uma camiseta rosa -eu amava quando ele usava aquela cor, ele ficava mais lindo do que era-. Estar abraçada e sentindo sua respiração leve junto a minha, fez com que o que tinha acabado de acontecer, ficasse para trás. Eu não o culpava por essa explosão, vi que de certa forma eu errei em não contar. Mas Luan era bem compreensivo -apesar de explosivo, as vezes- e me entendeu.
A pulseira que ele acabara de me dar, era linda. Tão perfeita com aqueles pingentes pequenos e fofos delicadinhos, que a tornavam magnificas.
_Ah... -ele parou no meio da dança-. estava esquecendo do principal. -ele deu uma gargalhada gostosa-.
Fomos para um lado do salão que desse para conversarmos bem...
_Bom... -ele pegou meu braço- cada um desses pingentes significam algo que me lembram você, e que eu quero para nós-.
_Ai Luan... -meu coração parecia que tinha mil borboletas e meu coração batia sem rumo-.
_Esse pingente -ele pegou uma estrela- significa o brilho dos seus olhos. Foram eles, que me prenderam a você desde o primeiro dia que te conheci. -ele sorriu, e eu retribui a espera da continuação- Esse número dezesseis é bem óbvio né? -ele sorriu-.
_E esse número cinco?
_Uma vez, você me disse que gostaria de ter cinco filhos, e que queria a casa bem cheia. Bom, eu vou adorar ter três mocinhas com um olhar encantador e um sorriso contagiante feito o seu.
_Porque três meninas? Quero quatro!
_Ta louca? Cinco muié pra eu tomar conta? Três ta ótimo, os meninos vão me ajudar a cuidar de vocês!
_Vai ter tempo, agora termina de falar. Esse cavalinho, é o Argus? indiquei o pingente para ele-.
_Esse cavalinho, é sim o Argus. -Ele sorriu- Argus é o que te acompanha a tempos, te proporcionou momentos bem bacanas e inesquecíveis e bom... ele é uma das suas felicidades, e se você está feliz eu fico 10 vezes mais. -Ele nem esperou a resposta -que eu nem tinha elaborado uma, pra ser sincera e já recomeçou a falar-. Lembra do que eu lhe disse para fazer quando sentisse saudade de mim?
_Claro...
_Então, quando a saudade apertar, olhe para a Lua -ele indicou o pingente- olhe para o mesmo céu que dividimos, e assim tudo se tornará mais fácil de compreender. E esse casal aqui, ta vendo? Esses somos nós dois, agora, amanhã...amanhã mais uma vez, e até o último suspiro meu.
_Você ta enganado. -ele ficou surpreso-. Você e eu, seremos para além dessa vida!
_E esse coração...é o meu.-Ele indicou um pingente perfeito em forma de coração-. E esse outro pingente em forma de chave, significa que só você tem a chave do meu coração... Esse ''L'' é a inicial do meu nome e esse ''S'' é a inicial do seu. Esse símbolo do infinito, é que eu quero que sejamos o quanto dure o nosso amor, e o simbolo da paz, é a paz que eu desejo para nós dois. Essa clave, tem o significado da inspiração que você me proporciona. Essa flor, é o primeiro presente que eu te dei...lembra?
_Você é incrível...
_Calma, tem mais... Bom, essa casinha é o chalé lá no RS, lá é o lugar que mas me faz pensar em você. Essa coroa, é porque você é a minha princesa!
_Você é perfeito...eu nem sei como agradecer!
_Você é afobada, calma...
_Tem mais? Pelas minhas contas já deram dezesseis pingentes.
_E você sabe o que ela forma?
_O que?
_Para mim, uma aliança.
Ele roubou todas as minhas palavras. Fiquei martelando, pensando no que falar mas sinceramente, Luan me surpreendia demais.
Joguei-me em seus braços, e nos beijamos.
_Te amo. -sussurrei-.
_Eu amo você, mil vezes mais. -Ele disse-.
Nem estava prestando atenção nas músicas, mas os primeiros acordes da música que iniciou fez com que eu puxasse Luan para dançar...
_Você conhece essa música? -falei-.
_Han...conheço, mas não consigo lembrar o nome...
_Just a Kiss...
_A primeira música que ouvimos juntos...
_No carro ainda, não é?
_Sim, e eu sempre a ouço para lembrar de você!
Ele esticou o braço para que eu pudesse rodar, após rodar, voltei para perto dele. Para sentir seu perfume, seu toque, sua respiração... para sentir o amor que ali existia entre nós.
Avistei ela, e ao lado suas primas dançando.
_Ei..-puxei seu braço-.
_Não acredito -ela se virou surpresa- você está aqui! -Ela se jogou em meus braços, e esqueci da raiva e afaguei seu cabelo-.
_Vem cá...-puxei seu braço e fomos para um canto-.
_Luan, você ta me apertando!
_Desde quando você conhece o Bruno?
_Luan...
_Eu acho que se eu sou seu namorado, esses detalhes tem que ser contados. E a Bruna? você não pensa nela? Se eu estou me sentindo traído, imagina ela? Eu acho que, você não deveria ter escondido isso de mim!
_Luan, para! A Bruna sabe, e não existe nada entre nós! Ele é um amigo...
_Que legal, além de ser traído por você, agora também por ela?
_Luan, você não ta vendo que assim você está estragando meu dia? Para! -ela virou as costas e saiu-.
Seu olhar ao virar as costas, foi devastador. Me senti um completo idiota por esse ciúme. Mas eu estava, ainda estou...não sei que estou sentindo, mas o sentimento de traição invadia meu peito. Eu não era orgulhoso, ainda estava com raiva mas essa raiva não era maior do que meu amor por ela. Fui atrás dela e vi que ela estava sentada cabisbaixa.
_Ei...-levantei seu rosto- me perdoa?
_Eu...-seus olhos estavam vermelhos, ela chorava-.
_Vem cá...-levantei-a e á a abracei- me perdoa por ser um completo idiota, me perdoa por meu ciúme...-sussurrei em seu ouvido, ela olhou em meus olhos e me beijou-.
_Luan, você tem que entender que se eu não contei nada é porque não fazia diferença pra mim, ele pra mim agora é um grande amigo, como sempre foi. E além do que, ele é namorado da Bruna...sua irmã! Você não acha realmente que eu iria trair ela desse jeito e mais ainda, você?
_É que o ciúme me deixou cego...me perdoa, eu não sabia nem o que fazer na hora.
_A Bruna também não tem culpa, ela ficou do mesmo modo que você... -ele arqueou a sobrancelha-. só que menos nervosa, a Bruna é compreensiva ela esperou eu responder.
_Desculpa por te machucar...
_Você ta aqui, agora está tudo bem...
_Minha dama de vermelho linda...-peguei em sua mão, e a rodei-. vim aqui, para comemorar...Te trouxe um presente para a comemoração, mas agora ela também servirá como um pedido de desculpas...-. Tirei do bolso do blazer um embrulho e a entreguei...
_Que linda essa pulseira Luan, obrigada! -ela esticou os braços para que eu pudesse coloca-lá-.
_Não sei se reparou, mas ela tem dezesseis pingentes...E eles significam o dia em que nos conhecemos, o dia em que você entrou na minha vida e fez de mim uma pessoa melhor...
Nos beijamos ali mesmo, sem importar com quem tivesse ou com o que achariam, naquele momento tê-la em meus braços era o mais importante.
Ele estava tão lindo ali, com aquele blazer branco e uma camiseta rosa -eu amava quando ele usava aquela cor, ele ficava mais lindo do que era-. Estar abraçada e sentindo sua respiração leve junto a minha, fez com que o que tinha acabado de acontecer, ficasse para trás. Eu não o culpava por essa explosão, vi que de certa forma eu errei em não contar. Mas Luan era bem compreensivo -apesar de explosivo, as vezes- e me entendeu.
A pulseira que ele acabara de me dar, era linda. Tão perfeita com aqueles pingentes pequenos e fofos delicadinhos, que a tornavam magnificas.
_Ah... -ele parou no meio da dança-. estava esquecendo do principal. -ele deu uma gargalhada gostosa-.
Fomos para um lado do salão que desse para conversarmos bem...
_Bom... -ele pegou meu braço- cada um desses pingentes significam algo que me lembram você, e que eu quero para nós-.
_Ai Luan... -meu coração parecia que tinha mil borboletas e meu coração batia sem rumo-.
_Esse pingente -ele pegou uma estrela- significa o brilho dos seus olhos. Foram eles, que me prenderam a você desde o primeiro dia que te conheci. -ele sorriu, e eu retribui a espera da continuação- Esse número dezesseis é bem óbvio né? -ele sorriu-.
_E esse número cinco?
_Uma vez, você me disse que gostaria de ter cinco filhos, e que queria a casa bem cheia. Bom, eu vou adorar ter três mocinhas com um olhar encantador e um sorriso contagiante feito o seu.
_Porque três meninas? Quero quatro!
_Ta louca? Cinco muié pra eu tomar conta? Três ta ótimo, os meninos vão me ajudar a cuidar de vocês!
_Vai ter tempo, agora termina de falar. Esse cavalinho, é o Argus? indiquei o pingente para ele-.
_Esse cavalinho, é sim o Argus. -Ele sorriu- Argus é o que te acompanha a tempos, te proporcionou momentos bem bacanas e inesquecíveis e bom... ele é uma das suas felicidades, e se você está feliz eu fico 10 vezes mais. -Ele nem esperou a resposta -que eu nem tinha elaborado uma, pra ser sincera e já recomeçou a falar-. Lembra do que eu lhe disse para fazer quando sentisse saudade de mim?
_Claro...
_Então, quando a saudade apertar, olhe para a Lua -ele indicou o pingente- olhe para o mesmo céu que dividimos, e assim tudo se tornará mais fácil de compreender. E esse casal aqui, ta vendo? Esses somos nós dois, agora, amanhã...amanhã mais uma vez, e até o último suspiro meu.
_Você ta enganado. -ele ficou surpreso-. Você e eu, seremos para além dessa vida!
_E esse coração...é o meu.-Ele indicou um pingente perfeito em forma de coração-. E esse outro pingente em forma de chave, significa que só você tem a chave do meu coração... Esse ''L'' é a inicial do meu nome e esse ''S'' é a inicial do seu. Esse símbolo do infinito, é que eu quero que sejamos o quanto dure o nosso amor, e o simbolo da paz, é a paz que eu desejo para nós dois. Essa clave, tem o significado da inspiração que você me proporciona. Essa flor, é o primeiro presente que eu te dei...lembra?
_Você é incrível...
_Calma, tem mais... Bom, essa casinha é o chalé lá no RS, lá é o lugar que mas me faz pensar em você. Essa coroa, é porque você é a minha princesa!
_Você é perfeito...eu nem sei como agradecer!
_Você é afobada, calma...
_Tem mais? Pelas minhas contas já deram dezesseis pingentes.
_E você sabe o que ela forma?
_O que?
_Para mim, uma aliança.
Ele roubou todas as minhas palavras. Fiquei martelando, pensando no que falar mas sinceramente, Luan me surpreendia demais.
Joguei-me em seus braços, e nos beijamos.
_Te amo. -sussurrei-.
_Eu amo você, mil vezes mais. -Ele disse-.
Nem estava prestando atenção nas músicas, mas os primeiros acordes da música que iniciou fez com que eu puxasse Luan para dançar...
_Você conhece essa música? -falei-.
_Han...conheço, mas não consigo lembrar o nome...
_Just a Kiss...
_A primeira música que ouvimos juntos...
_No carro ainda, não é?
_Sim, e eu sempre a ouço para lembrar de você!
Ele esticou o braço para que eu pudesse rodar, após rodar, voltei para perto dele. Para sentir seu perfume, seu toque, sua respiração... para sentir o amor que ali existia entre nós.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
ɞ Capítulo Sessenta e Quatro ʚ
Sexta-feira chegou, e para a minha surpresa bem rápido, não sei se era por eu ter passado todos os dias ao lado de Luan ou pelo fato do casamento de Amanda ser amanhã e eu estar super ansiosa. Além do que, segunda-feira já começaria tudo de novo, faculdade, hípica... então, apesar de cansativos, eu estava ansiosa para voltar. Para ver meus colegas que eu via apenas lá, e fazer o que eu amava.
_Manda um abraço para eles Sophi. -Minha mãe disse após eu fazer o check-in e indo para o avião rumo ao Rio de Janeiro.
_Pode deixar mãe! -Viagem de negócios, já estava acostumada a ouvir isso-.
_Diga a eles que pedimos desculpas, eles sabem que não podemos ir... não é por falta de vontade, mas o trabalho anda exigindo muito de nós... -meu pai disse.
_Como sempre exigiu, né? -as palavras escaparam de minha boca, e meu pai me deu um olhar de repreensão e ao mesmo tempo significava que ele não queria discutir aquilo... pela milésima vez-.
_Chega lá, e vê se dorme. Você vai chegar tarde, não quero saber que você amanheceu com os olhos vermelhos amanhã...
_Ta bom mãe, ta bom... -senti que meu celular vibrou no bolso da calça, olhei para ver quem era e involuntariamente surgiu um sorriso em meus lábios.
''Queria poder ir me despedir de você, te abraçar e principalmente estar ao seu lado. Nos vemos segunda-feira, se Deus quiser...já estou com saudades, te amo''.
Luan deixava meu coração descompensado com apenas duas frases.
Despedi de meus pais mais uma vez, e fui para o avião. Uma hora e 20 minutos estava na cidade maravilhosa, estava na minha terra. Fui recebida pelas melhores primas e amigas do mundo, claro a Amanda não estava, por motivos óbvios. Pegamos um táxi, e fomos para a casa do tio Roberto, a casa estava cheia de parentes, aquele clima de descontração e felicidade era contagiante e contrariando minha mãe fui dormir tarde e rezei para o dia seguinte até o anoitecer meus olhos não ficassem acabados.
No dia seguinte, a euforia e a ansiedade era tanta que levantamos cedo. Amanda, já estava no pique faz tempo, conversei com ela pelo telefone e pude perceber seu nervosismo.
_Te vejo no altar...-disse á ela.
_Eu também vou te ver, madrinha linda! -ela riu e após desligamos os telefones.
Fomos todas as mulheres da casa no mesmo salão, fazer tudo o que tínhamos direito. Maquiagem, escova, manicure e pedicure.
Terminamos de nos arrumar, e as meninas estavam deslumbrantes. Não é porque é minha família não, mas Deus foi generoso ein? Estavam linda de dar inveja.
Me olhei no espelho, e modesta a parte eu estava bem elegante com meu vestido vermelho, adorei tanto as rendas que tive que pedir para algumas das meninas tirar uma foto dele para guardar e por no meu diário que eu costumava escrever.
_Ta tudo tão perfeito...-disse no carro e antes de me encontrar com Bruno-.
_Está mesmo, quero meu casamento como esse. A Amanda caprichou. -Isadora falou-.
_Ta chegando, daqui a pouco é você a entrar -Nicole disse e parecia bem nervosa-.
_O Bruno ta ali fora já? -falei preocupada.
_Está sim, e com a namorada dele... -Nic disse.
_Ela é linda né? -falei-.
_Bem linda mesmo. -Concordarão.
_Será que ela não vai ficar com ciúminho de ver vocês dois no altar?. -Isadora disse rindo.
_Ela sabe que meus sentimentos por Bruno estão bem resolvidos.
_E você só tem olhos para o Luan...-Nicole acrescentou-.
_Só falta ele para isso aqui ficar mais perfeito...-falei com um certo aperto no coração-.
_Vamos entrar, boa sorte! -Elas disseram-.
_Obrigada! -sorri e também desci do carro-.
Ali fora, não tinha mais nenhum convidado. Somente os padrinhos, os pais dos noivos e o noivo.
_Você ta linda. -Bruno colocou o braço para trás para que eu pudesse colocar meu braço nele...-.
_Obrigada. -sorri-.
A moça deu um sinal para nós, e de repente vi a igreja toda nos olhando e senti minhas bochechas corando. A decoração estava maravilhosa, nunca tinha ido em um casamento tão lindo e perfeito... parecia aqueles casamentos de filmes de hollywood. Enquanto caminhávamos rumo ao altar, reconheci algumas pessoas que não via a anos, vi também aquelas que só tinha visto a última vez antes de eu ir para Londrina e vi os sorrisos -enormes por sinal- das minhas primas. Meu olhar passou por Bruna, e vi que o seu olhar em nós não era de desaprovação ou ciúme era de uma pessoa que estava feliz ao estar ali presente em ver a concretização de um amor. Logo após entraram a Juliana -mãe de Amanda- e o pai de Pedro, e depois Pedro com sua mãe.
Depois dos exatos 15 minutos, olhei para o fundo da igreja e vi um sorriso estonteante, um olhar que brilhava... um vestido branco dos sonhos e alguém que visivelmente estava transbordando felicidade.
Amanda estava linda, muito mais que eu pensei... Todos olharão boquiaberto, principalmente Pedro, que enquanto ela caminhava a seu encontro, uma lágrima desceu de seus olhos, a noiva viu e gesticulou com a boca ''tô chegando, me espera''. Pronto, aquilo fez com que eu chorasse...Eu era emotiva demais, e em casamentos triplicava.
Roberto entregou Amanda no altar para ele e ele a recebeu com um beijo na mão.
O Casamento prosseguiu conforme o esperado, e sem nenhum imprevisto. Tudo foi lindo e maravilhoso, e eu passei a cerimônia toda quase chorando. Bruno me olhava com um olhar desesperador, mas eu me contive é claro, para não rir.
Após o casamento, todos foram cumprimentar e desejar felicidades ao noivos -que por sinal, ficavam lindos juntos-.
Fomos todos para a festa. Meu Deus, quem foi que fez aquela decoração? Estava tão lindo quanto a igreja. Com toda a certeza do mundo, Amanda estava orgulhosa.
Estava no Rio de Janeiro, e sem nenhum compromisso. Tinha acabado de chegar de um show, e estava bem de madrugada...nesse momento, a festa do casamento estava ainda rolando.
Levantei, peguei o celular e pensei em ligar para a Sophia para perguntar se poderia ir até ela.
Não, pensei... voltei a me jogar na cama.
Eu precisava ver ela hoje, e esse seria o momento. Hoje era dia dezesseis, e esse dia era importante eu não saberia se iria vê-la atarde, o que era improvável.
_Bruna, me passa o endereço de onde é a festa? Ta bom, aham anoitei. Não, não conta nada pra Sophi...Tudo bem, tchau.
Falei para o Roberval chamar o motorista da van, e foi ele quem me levou para a festa. Cheguei lá, e vi as luzes, aquilo ainda estava bem animado...
Cheguei, entrei na portaria e fui barrado. Como assim? Eu ri por dentro.
_Eu sou o Luan Santana, sou amigo dos noivos.... e como estava fazendo show, só deu pra chegar agora...
_Tudo bem, desculpa. -O segurança disse sem graça- pode entrar. -Como sempre agradeço, hoje também agradeci por ser famoso e saber que o tal do ''Luan Santana'' tem sim, prioridades. E sim é bom, claro-.
Entrei no salão e vi que não tinha tanta gente, mas tinha um pouco. Ainda estava movimentado. Parei o primeiro rapaz que vi. Perguntei a ele se ele sabia onde a Sophia estava, e enquanto ele respondia vi que a câmera que estava em sua mão, mostrava uma foto da Sophia e de Bruno no altar. Desde quando eles se conheciam a tal ponto de chegarem a ser padrinhos de casamento?
_O que essa moça é desse rapaz? -disse como se não quisesse nada-.
_Hoje em dia eu não sei, mas antigamente eles eram namorados.
_Ah, obrigado. -Eu explodi por dentro-.
_Manda um abraço para eles Sophi. -Minha mãe disse após eu fazer o check-in e indo para o avião rumo ao Rio de Janeiro.
_Pode deixar mãe! -Viagem de negócios, já estava acostumada a ouvir isso-.
_Diga a eles que pedimos desculpas, eles sabem que não podemos ir... não é por falta de vontade, mas o trabalho anda exigindo muito de nós... -meu pai disse.
_Como sempre exigiu, né? -as palavras escaparam de minha boca, e meu pai me deu um olhar de repreensão e ao mesmo tempo significava que ele não queria discutir aquilo... pela milésima vez-.
_Chega lá, e vê se dorme. Você vai chegar tarde, não quero saber que você amanheceu com os olhos vermelhos amanhã...
_Ta bom mãe, ta bom... -senti que meu celular vibrou no bolso da calça, olhei para ver quem era e involuntariamente surgiu um sorriso em meus lábios.
''Queria poder ir me despedir de você, te abraçar e principalmente estar ao seu lado. Nos vemos segunda-feira, se Deus quiser...já estou com saudades, te amo''.
Luan deixava meu coração descompensado com apenas duas frases.
Despedi de meus pais mais uma vez, e fui para o avião. Uma hora e 20 minutos estava na cidade maravilhosa, estava na minha terra. Fui recebida pelas melhores primas e amigas do mundo, claro a Amanda não estava, por motivos óbvios. Pegamos um táxi, e fomos para a casa do tio Roberto, a casa estava cheia de parentes, aquele clima de descontração e felicidade era contagiante e contrariando minha mãe fui dormir tarde e rezei para o dia seguinte até o anoitecer meus olhos não ficassem acabados.
No dia seguinte, a euforia e a ansiedade era tanta que levantamos cedo. Amanda, já estava no pique faz tempo, conversei com ela pelo telefone e pude perceber seu nervosismo.
_Te vejo no altar...-disse á ela.
_Eu também vou te ver, madrinha linda! -ela riu e após desligamos os telefones.
Fomos todas as mulheres da casa no mesmo salão, fazer tudo o que tínhamos direito. Maquiagem, escova, manicure e pedicure.
Terminamos de nos arrumar, e as meninas estavam deslumbrantes. Não é porque é minha família não, mas Deus foi generoso ein? Estavam linda de dar inveja.
Me olhei no espelho, e modesta a parte eu estava bem elegante com meu vestido vermelho, adorei tanto as rendas que tive que pedir para algumas das meninas tirar uma foto dele para guardar e por no meu diário que eu costumava escrever.
_Ta tudo tão perfeito...-disse no carro e antes de me encontrar com Bruno-.
_Está mesmo, quero meu casamento como esse. A Amanda caprichou. -Isadora falou-.
_Ta chegando, daqui a pouco é você a entrar -Nicole disse e parecia bem nervosa-.
_O Bruno ta ali fora já? -falei preocupada.
_Está sim, e com a namorada dele... -Nic disse.
_Ela é linda né? -falei-.
_Bem linda mesmo. -Concordarão.
_Será que ela não vai ficar com ciúminho de ver vocês dois no altar?. -Isadora disse rindo.
_Ela sabe que meus sentimentos por Bruno estão bem resolvidos.
_E você só tem olhos para o Luan...-Nicole acrescentou-.
_Só falta ele para isso aqui ficar mais perfeito...-falei com um certo aperto no coração-.
_Vamos entrar, boa sorte! -Elas disseram-.
_Obrigada! -sorri e também desci do carro-.
Ali fora, não tinha mais nenhum convidado. Somente os padrinhos, os pais dos noivos e o noivo.
_Você ta linda. -Bruno colocou o braço para trás para que eu pudesse colocar meu braço nele...-.
_Obrigada. -sorri-.
A moça deu um sinal para nós, e de repente vi a igreja toda nos olhando e senti minhas bochechas corando. A decoração estava maravilhosa, nunca tinha ido em um casamento tão lindo e perfeito... parecia aqueles casamentos de filmes de hollywood. Enquanto caminhávamos rumo ao altar, reconheci algumas pessoas que não via a anos, vi também aquelas que só tinha visto a última vez antes de eu ir para Londrina e vi os sorrisos -enormes por sinal- das minhas primas. Meu olhar passou por Bruna, e vi que o seu olhar em nós não era de desaprovação ou ciúme era de uma pessoa que estava feliz ao estar ali presente em ver a concretização de um amor. Logo após entraram a Juliana -mãe de Amanda- e o pai de Pedro, e depois Pedro com sua mãe.
Depois dos exatos 15 minutos, olhei para o fundo da igreja e vi um sorriso estonteante, um olhar que brilhava... um vestido branco dos sonhos e alguém que visivelmente estava transbordando felicidade.
Amanda estava linda, muito mais que eu pensei... Todos olharão boquiaberto, principalmente Pedro, que enquanto ela caminhava a seu encontro, uma lágrima desceu de seus olhos, a noiva viu e gesticulou com a boca ''tô chegando, me espera''. Pronto, aquilo fez com que eu chorasse...Eu era emotiva demais, e em casamentos triplicava.
Roberto entregou Amanda no altar para ele e ele a recebeu com um beijo na mão.
O Casamento prosseguiu conforme o esperado, e sem nenhum imprevisto. Tudo foi lindo e maravilhoso, e eu passei a cerimônia toda quase chorando. Bruno me olhava com um olhar desesperador, mas eu me contive é claro, para não rir.
Após o casamento, todos foram cumprimentar e desejar felicidades ao noivos -que por sinal, ficavam lindos juntos-.
Fomos todos para a festa. Meu Deus, quem foi que fez aquela decoração? Estava tão lindo quanto a igreja. Com toda a certeza do mundo, Amanda estava orgulhosa.
Estava no Rio de Janeiro, e sem nenhum compromisso. Tinha acabado de chegar de um show, e estava bem de madrugada...nesse momento, a festa do casamento estava ainda rolando.
Levantei, peguei o celular e pensei em ligar para a Sophia para perguntar se poderia ir até ela.
Não, pensei... voltei a me jogar na cama.
Eu precisava ver ela hoje, e esse seria o momento. Hoje era dia dezesseis, e esse dia era importante eu não saberia se iria vê-la atarde, o que era improvável.
_Bruna, me passa o endereço de onde é a festa? Ta bom, aham anoitei. Não, não conta nada pra Sophi...Tudo bem, tchau.
Falei para o Roberval chamar o motorista da van, e foi ele quem me levou para a festa. Cheguei lá, e vi as luzes, aquilo ainda estava bem animado...
Cheguei, entrei na portaria e fui barrado. Como assim? Eu ri por dentro.
_Eu sou o Luan Santana, sou amigo dos noivos.... e como estava fazendo show, só deu pra chegar agora...
_Tudo bem, desculpa. -O segurança disse sem graça- pode entrar. -Como sempre agradeço, hoje também agradeci por ser famoso e saber que o tal do ''Luan Santana'' tem sim, prioridades. E sim é bom, claro-.
Entrei no salão e vi que não tinha tanta gente, mas tinha um pouco. Ainda estava movimentado. Parei o primeiro rapaz que vi. Perguntei a ele se ele sabia onde a Sophia estava, e enquanto ele respondia vi que a câmera que estava em sua mão, mostrava uma foto da Sophia e de Bruno no altar. Desde quando eles se conheciam a tal ponto de chegarem a ser padrinhos de casamento?
_O que essa moça é desse rapaz? -disse como se não quisesse nada-.
_Hoje em dia eu não sei, mas antigamente eles eram namorados.
_Ah, obrigado. -Eu explodi por dentro-.
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