quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Treze ʚ

_Otávio, pelo amor de Deus não fala assim com o garoto! -Disse minha mãe.

_Olha aqui garoto, se minha filha ficar com alguma sequela... Seja ela a menor possível, eu juro que acabo com você, principalmente a sua carreira!

_Moço do céu, por favor... Não fiz porque eu quis, foi um acidente. -Luan se justificava.

_ Otávio vamos lá fora, você precisa se acalmar. -Minha a mãe o fez sair do quarto.

_Esse menino, -apontou para Luan- vai ficar sozinha com ela? -Meu pai estava nervoso.

_Tudo bem querido, ele não vai fazer nada.

Enquanto eles saia, meu pai olhou para Luan com um olhar de "eu mato você".

_ Meu Deus do céu, o que eu fui fazer? O que eu vou fazer agora...vou ligar para o Anderson -disse ele para si mesmo.

Apenas entendi o começo da conversa, pois era só ele que falava.. Depois quase não dizia nada. Todo momento ele andava de lá para cá, e passando a mão repetidas vezes na cabeça. Ele estava realmente muito perturbado com isso. Acho que ele não percebeu que eu estava olhando. Como ele havia mudado radicalmente desde o final de 2010, mais algo nele sempre continuara o mesmo: seu sorriso. Seu perfume invadia o quarto todo, se alguém o abraçasse com certeza seu perfume ficaria por boas horas na roupa.

_Ta acordada? -Disse ele interrompendo meus pensamentos.

_É...tô sim. -Disse nervosa.

_ Você ta bem?

_ Acho que tô...

_ Desculpa mais uma vez, não foi minha intenção.

_ Eu sei que não foi, acidentes acontecem.

_ Seu pai está furioso comigo.

_ É...eu vi. E o cachorro? Está bem?

_Está melhor que você. -Ele riu.

_Que bom então. -Ri.

Não tinha nada a dizer. Vi que ele também não. Sem esperar, novamente meus pais e um casal chegaram no quarto.

_ Querida você está bem. -Disse a mulher.

_ É...estou! -Respondi confusa.

_ Desculpa não me apresentar, sou a mãe do Luan, Marizete! -Disse ela com um sorriso.

_ E eu sou o pai... Amarildo. -Disse o homem atrás dela.

_ Prazer. -Falei constrangida.

_ O que vocês estão fazendo aqui? -Luan perguntou.

_Viemos ver como ela está.

_Está mal, olha o braço dela...olha as pernas toda machucada - Dona Marizete ficou constrangida ou ouvir meu pai falar.

_Pode ficar tranquilo senhor Otávio, vamos arcar com todas as despesas.

_Eu mesmo posso fazer isso, só estou preocupado com ela. E se ela piorar?

_Pai, por favor, só quebrei o braço... Não vai acontecer nada demais. Da pra parar? -Disse acompanhada de um olhar autoritário.

_ Querida, espero que melhore viu -disse ela olhando para mim- e Luan, esperamos você lá fora ok?

Marizete falou e Amarildo chamou meus pais pra saírem do quarto.

_Como é seu nome mesmo? -disse Luan quebrando o silêncio.

_É Sophia...

_Então Sophia, venha almoçar ou jantar conosco quando tiver alta?

_Oi? -Perguntei sem entender nada, eram muitas emoções diferentes pra um só dia.

_É uma forma de pedir desculpas.

_Tudo bem. Só vou ter que me adaptar com o braço quebrado... caramba, foi o braço direito.- disse olhando para o braço.- Você não mudou muito... -Disse sem pensar.

_O que? -Luan me encarou surpreso.

_ Ti vi em 2010, você era tão diferente...

_ Onde me viu? -Ele estava curioso.

_ No cruzeiro que você fez.. -fui interrompida pelo meu celular que tocava.- poderia pegar o celular pra mim? Esta a sua direita..

Antes de me entregar o celular, ele olhou no visor e me entregou. Ao me entregar, também olhei quem era. Droga, porque diabos eu não atualizei o nome de Bruno ainda deixava como ''Amor''.

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Capítulo postadíssimo pra vocês!
4 comentários e eu posto mais um... A fic promete!
Beijos

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Doze ʚ

Havia caído depois de bater no carro, minha bicicleta ficou de um lado e eu do outro.

_Moça, deixa eu te ajudar!

Aquela voz era familiar, mas achei que talvez estivesse confusa por causa da pancada. Fiquei com medo de me virar e ver que aquilo não passava de uma ilusão, mas mesmo assim resolvi olhar. Quando me mexi senti o quanto meu braço doía.

_Ai. -Falei.

Senti uma mão na minha cintura e outra no meu braço, me ajudando a levantar, me fazendo virar devagar e olhar quem era.

_Ai. -Falei de novo, mas dessa vez não era por dor e sim por surpresa, felicidade...

_Eu vou chamar uma ambulância, meu Deus do céu me desculpa moça, eu deixei o cachorro da minha irmã fugir e acabei te atropelando.

Foi um choque quando olhei dentro dos seus olhos, senti a sensação mais estranha e absurda do mundo com seu olhar no meu.
Ele continuava com a mão em minha cintura e falava rápido, estava mais assustado que eu.

_Não tem problema, não precisa chamar ambulância, eu tô bem. -Falei encarando o chão.

_Não, olha seu braço tá machucado.

_Ai. -Falei quando senti o braço doer novamente.

_Vem, entra aqui que eu te levo no hospital.

_Eu não acho uma boa ideia você ir em um hospital, eu pego um táxi e vou sozinha, não tem problema. Só preciso passar em casa.

_Eu faço questão de te levar, mesmo que eu fique dentro do carro.

_Tudo bem, mas e o cachorro? E a minha bicicleta?

_Deixa que eu resolvo tudo, agora vamos, seu braço tá muito vermelho.

Ele era mais perfeito do que todas as milhões de vezes em que eu havia imaginado, me ajudou a chegar no carro e minutos depois paramos em frente a sua casa, que era bem perto da minha.

_Fica aqui, eu já volto.

Ele saiu do carro e entrou rápido na casa, voltando pouco depois com sua mãe, sua irmã e seu pai que foram correndo provavelmente buscar o cachorro e minha bicicleta.

_Eu preciso ir na minha casa, ligar pros meus pais. -Falei quando ele entrou no carro novamente.

_Toma meu celular, pode ligar dele.

_Eu prefiro ir até a minha casa, eu vou sozinha, não precisa se preocupar. -Tentei abrir a porta do carro com a mão direita mas não consegui.

_Eu vou com você até lá.

A única coisa que estava comigo era a chave da casa, Luan abriu a porta e entrou comigo, peguei meu celular na sala e liguei pra minha mãe, seu celular estava desligado. Então, resolvi ligar pro meu pai.

_Oi Sophia.

_Pai, você tá muito ocupado?

_Não, mas estou um pouco longe de casa por que?

_É porque eu machuquei o braço e queria que você me levasse ao hospital, meu braço tá doendo muito, acho que eu quebrei.

_Sophia onde você tá? O que aconteceu? Nós vamos embora agora, daqui a pouco a gente chega ai.

_Tô em casa pai, depois eu te explico o que aconteceu.

Luan me segurou pelo outro braço, me fazendo sair de casa.

_Meu pai já tá vindo...

_Eu vou te levar ao hospital, me espera aqui.

Ele saiu correndo e pegou o carro na porta da sua casa, parando em frente a minha. Entrei no carro e liguei pro meu pai novamente avisando que já estava indo pro hospital, falei o nome que Luan me passou e pedi pra que eles me encontrassem lá.

Já estava anoitecendo e também esfriando fazendo com que meu braço doesse mais.

_Tá quebrado. -Senti meus olhos molhados ao falar isso.

_Tá doendo muito? -Luan perguntou.

_É...

_Como você chama?

_Sophia.

_Me desculpa mesmo Sophia.

_Tá desculpado. -Sorri mesmo com a dor.

Chegamos ao hospital, ele estava de óculos escuro, jaqueta e boné, mesmo já estando quase noite. Entramos na clínica que era exageradamente elegante, uma moça nos atendeu na recepção.

_Boa noite, em que posso ajudá-los?

_Moça, acho que ela quebrou o braço e foi culpa minha, tem como ela ser atendida agora? -Luan perguntou.

_Bom, vocês vão ter que esperar alguns minutos, tem pessoas na frente de vocês. -Ela falou educadamente.

Luan tirou o óculos, fazendo-a levar a mão até a boca.

_Eu realmente não posso ficar aqui muito tempo, e ela tá sentindo muita dor. -Luan falava bem próximo a ela.

_Vou ver o que posso fazer por você. -Ela sorriu e se levantou.

Ficamos em pé no mesmo lugar, até que ela voltou acompanhada de uma enfermeira.

_É melhor você ficar lá dentro, não tem problema. -A moça falou.

_Muito obrigado viu? -Luan falou, colocando a mão no seu ombro.

Acompanhei a enfermeira que me levou até a sala de raio-x, Luan ficou esperando do lado de fora, algum tempo depois saí com o braço engessado e já segui direto pro quarto.

_Ela vai ficar de observação, sentiu um pouco de tontura e vai ficar aqui algumas horas. -A enfermeira falou com Luan.

_Tá bom, qualquer coisa eu te chamo.

Ela saiu do quarto e eu fiquei encostada na cama, com uma enorme vontade de ir embora. Luan se sentou ao meu lado e abriu a boca pra falar alguma coisa, mas meu pai não deixou.

_Sophia! -Ele e minha mãe falaram juntos.

_Oi mãe, oi pai.

Meu pai me abraçou, fazendo meu corpo doer.

_Ai pai, meu corpo tá doendo.

_Desculpa Sophi.

Minha mãe se sentou do meu lado, e Luan ficou em pé perto da porta.

_O que ele tá fazendo aqui? -Meu pai perguntou sem entender o que estava acontecendo- É o Luan Santana?

_É o Luan pai, eu bati a bicicleta no carro dele.

_Boa noite. -Luan falou e estendeu a mão pro meu pai.

_Então a culpa disso tudo é sua, cantorzinho irresponsável. -Meu pai falou alto.

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Oi leitoras!! Estão gostando da fic? Obrigada por todos os comentários...
Próximo capítulo depois de quatro comentários ok?
A fanpage da fanfic http://www.facebook.com/pages/Fanfic-Eu-acreditava-que-nada-iria-mudar/443539549049263 curtam!


domingo, 17 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Onze ʚ

No outro dia acordamos cedo e fomos conhecer a cidade com o sócio do meu pai, depois almoçamos em sua casa onde conheci sua esposa Karla e seu filho Gabriel, que era da minha idade e um amor de pessoa. Ele estudava na faculdade onde eu estava matrícula, prometeu me levar nos melhores lugares da cidade e ser minha companhia quando voltassem as aulas.

_Então Sophia, tá gostando da cidade? -Gabriel perguntou, quebrando o silêncio.

_A cidade é legal, mas pra falar a verdade eu ainda preferia estar no Rio.

_Achei que você quisesse morar em Londrina, toda menina sonha em morar aqui porque é a cidade do Luan Santana. -Ele riu.

Só então que a minha ficha caiu. Estava tão magoada com toda essa história de me mudar que em nenhum momento havia me ligado que estava morando na mesma cidade que ele... Tentei puxar da memória o nome do condomínio em que ele morava mas não conseguia, com certeza não era no mesmo condomínio que eu, estava ali a pouco mais de vinte quatro horas e não tinha visto nenhuma movimentação anormal.

_Sophia? Você ouviu minha pergunta? -Gabriel me chamou novamente.

_Ah, me desculpa, acabei me distraindo. -Balancei a cabeça.

_Tudo bem.

_Bom, vou chamar meu pai pra gente ir embora.

Me levantei e fui até a sala onde meus pais estavam e Gabriel me acompanhou.

_Pai, vamos embora? Eu queria conhecer a hípica.

_Você se importa se eu te levar Sophia? Não tô fazendo nada e seria legal pra gente ir conversando. -Gabriel falou.

_Por mim tudo bem. -Sorri.

_Pode ir Sophia, qualquer coisa me liga. -Meu pai falou.

_Tá bom. -Me despedi de todos e sai com Gabriel da enorme casa.

Chegamos na garagem e ele abriu a porta do carro pra mim. Não estava acostumada a sair assim com estranhos, mas ali era a única alternativa que me restava. Gabriel ligou o som do carro, deixando num volume agradável, me fez algumas perguntas e vinte minutos depois chegamos.

_Então, desde quando você participa de competições com cavalos? -Gabriel perguntou quando chegamos a hípica.

_Tem sete anos, já estava inscrita em uma competição no Rio desde 2012 mas não vou mais participar.

_E seu cavalo tá aqui?

_Tá sim, nem sei como meu pai fez pra trazer o Argus pra cá. -Ri imaginando todo o trabalho que meu pai teve.

_É não deve ter sido fácil. -Gabriel riu.

_Você conhece aqui?

_Conheço, venho pra cá as vezes com a Milena, que é minha tia e acho que ela vai ser sua treinadora.

_Olha! Deve ser aquela ali não é? -Apontei discretamente pra mulher que estava segurando um cavalo.

_Sim é ela.

Caminhamos mais um pouco e chegamos até ela, me apresentei e logo ela me mostrou onde Argus estava.

_Argus! Que saudade! -Corri até ele e passei a mão por sua enorme crina.

_Não quer montar um pouco? -Milena perguntou.

_Claro!

A seguiu e peguei a sela, arrumei tudo e fui com Argus até uma parte toda gramada que tinha do outro lado. Tirei a sandália que era de salto e a joguei ali perto, montando logo em seguida.

Segurei as rédias e bati os pés de lado, fazendo Argus correr. Não fomos tão longe, logo Milena me chamou e me pediu pra ir até a parte onde aconteciam todos os treinos.

_Quero ver se você é boa mesmo. -Ela disse apontando o espaço todo limitado e marcado com obstáculos.

_Ok. -Respondi.

Fiz todas as sérias que sabia e pulei todos os obstáculos, Frederico era um excelente treinador e Argus um excelente cavalo.

_É você realmente é muito boa nisso. -Milena sorriu- O que acha de fazer parte de um projeto, que se chama Equoterapia, é um tratamento com cavalos pra deficientes. Nós precisamos de quem realmente sabe lidar com cavalos e com essas pessoas e você parece fazer os dois.

_Acho ótimo. Sempre gostei de ajudar da maneira que posso.

_Você começa a treinar daqui a dois dias, então conversamos direito sobre isso.

_Certo, até lá. -Levei Argus de volta e peguei minhas sandálias, me despedi de Milena que era a única pessoa ali e fomos embora.

Gabriel achou o condomínio facilmente, ele sabia onde era tinha ido lá com seu pai olhar a casa antes de mudarmos.

_Quer sair hoje a noite? Eu e alguns amigos vamos no shopping, andar um pouco.

_Eu não vou atrapalhar?

_Não, vai ser bom pra você conhecer um pouco as coisas aqui.

_Ah, eu vou então. Mas qual é o shopping? Tenho que pegar um táxi, meu carro ainda não chegou.

_Eu te pego aqui as oito, combinado?

_Combinado.

Desci do carro e peguei as chaves na bolsa, por algum milagre meus pais estavam lá, mas iriam sair. Fiquei mais de uma hora no celular conversando com as meninas, quase chorei ao desligar mas fui mais forte. Conversei também com Ivone, mesmo tendo a visto dois dias antes, a saudade estava grande. Fui me arrumar e ainda estava cedo, não queria deixar Gabriel esperando. Lavei o cabelo e deixei secar naturalmente, não passei muita maquiagem e coloquei essa roupa

E pontualmente as oito ele apareceu.

Conheci alguns de seus amigos, eles eram legais e tentavam o tempo todo me incluir na conversar, cheguei em casa e já estava de madrugada.

Ainda era meu terceiro dia ali, meus pais e até mesmo Gabriel estavam fazendo de tudo pra que eu me sentisse bem. Fiz alguns planos na minha cabeça de trazer as meninas pra ficarem alguns dias comigo e iriamos atrás do Luan como sempre sonhamos em fazer mas nunca conseguimos.
A tarde estava quente, resolvi dar uma volta de bicicleta pelo condomínio pra conhecer, era realmente grande, mas estava calmo. Vi a academia, conheci uma vizinha, e por último fui no lago.
Peguei a bicicleta e decidi voltar pra casa, já estava ficando com fome, ainda estava um pouco longe, não sei exatamente o que aconteceu, só me lembro de um cachorro passando na minha frente e eu quase passando por cima dele, desviei pra não machucá-lo e quando vi bati a bicicleta na frente de um carro que estava subindo. Com a pancada parei longe.

_Meu Deus do céu! Moça, você tá bem?

Gelei quando ouvi aquela voz.

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Quem será? Quem será? Quem será? Façam suas apostas!!
Estão gostando? Esperamos que sim, deixem a opinião de vocês serão sempre bem vindas e indiquem a fic aos amigos!
Beijos leitoras lindas ♥

sábado, 16 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Dez ʚ

Era a primeira semana de 2013, o aeroporto estava vazio. Antes de ir fiz todos prometerem que não teria despedidas mas foi em vão. Ao chegar no aeroporto meus amigos me esperavam, cada um com um balão colorido e cheio de gás preso em sua mão.
Naquele momento não consegui segurar a emoção e chorei sem me importar com nada. Abracei todos coletivamente e Ivone me entregou um presente.

_É em nome de todos. -Ela passava a mão no rosto, secando as lágrimas.

_ Prometem me visitarem sempre? -Disse abrindo o presente.

_ Prometemos. -Responderam juntos.

Era um grande porta-retrato, ocupado por uma foto nossa tirada alguns dias antes no meu aniversário.

_ Olha, nas férias da faculdade eu quero as três lá, se alguma faltar eu juro que fico de mal! -Fiz bico, e segurei o choro.

Me despedi da minha família, da Antônia e de Bruno.

_ Ei, promete que vai ser feliz? -Disse ele sorrindo.

_Vou tentar, isso eu prometo! -Disse abraçando-o.

Não conseguia falar uma palavra sequer com Ivone, mas elas não se fizeram necessárias naquele momento. Apenas a abracei com força e lhe dei um beijo no rosto.
Acabei de despedir de todo mundo, e comecei a andar em direção ao avião... olhei para trás e vi que estava deixando as melhores pessoas do mundo, estava deixando uma parte de mim aqui.
Depois de longas horas, finalmente chegamos.
Descemos no aeroporto de Londrina, meus pais estavam realmente muito felizes, e eu não conseguia estar como eles, eles viam oportunidades aqui, porém eu não.

_ Chegamos, graças a Deus -Disse meu pai.

_ Querido, temos que chamar um táxi. -Disse minha mãe.

_ Eu sei Cristina, já vou chamar. -Ele a beijou e saiu.

Enquanto meu pai ligava para alguém, chamando um táxi eu olhava ao redor.

_ Está feliz? -minha mãe disse interrompendo meus pensamentos.

_ Eu tenho motivos? -Disse séria demais.

_ Sophia não começa!

_ Começar o que? Vocês decidiram por mim, eu não queria vim.

_ Você vai gostar daqui, vamos morar em um condomínio muito bom, cheia de pessoas boas.

_ Isso vai ser um desastre. -Disse virando os olhos e colocando a mão na cabeça.

_ Como você não correu atrás da papelada da sua faculdade, eu mesma tive que fazer isso. Você vai estudar na melhor faculdade daqui querida.

_ Mãe por favor, vamos parar com esse assunto de família feliz? Porque eu particularmente não estou feliz.

Ela entendeu rapidamente que eu não estava mesmo feliz e nem a vontade no assunto, então ela parou. Logo o táxi chegou e fomos para minha nova casa. No caminho para lá, fiquei quieta, eles puxaram assunto comigo, mas eu respondia com pequenas palavras.
Chegamos finalmente, não era muito longe do aeroporto, somente 15 minutos.
 ''Royal Park'' era o nome do condomínio.
Fiquei deslumbrada com o lugar, muito bonito. Apenas segui meu pai, não tinha noção alguma de onde era. Enquanto caminhávamos em silêncio, imaginava como seria minha nova vida.
Chegamos na nossa nova casa, era grande e muito bonita. Tinha que ser sincera, meus pais escolherão muito bem o lugar. Subi as escadas, e vi que tinha vários quartos, decidi abrir então o primeiro que bati o olho.
Olhei a casa toda, gostei do lugar. Deixei para depois arrumar o meu quarto.

_ E ai filha, gostou da casa e do condomínio ? -Disse meu pai tirando a gravata.

_ É... Gostei.

_Viu a quantidade de quartos? Cada um para quando suas primas vierem...

_É... legal!

_Que foi? Não ta feliz?

_ Desculpa pai, mas eu não estou.

_ Senta aqui -Disse ele apontando para o sofá- Vamos conversar direito! Porque não?

Respirei fundo antes de falar, decidi que não iria chorar.

_Pai, eu estou sozinha aqui!

_Você não está querida, estamos com você.

_ Pai, por favor... Não minta para você mesmo! Vocês vão trabalhar, e eu vou ficar sozinha aqui, antes eu ficava com as meninas e agora? Vou ficar com quem!?

_ Logo você arruma amigas, filha!

_ Pai, nunca vai ser a mesma coisa. Nunca.

_ Prometo pra você que dessa vez vai ser diferente Sophia, vou dar o meu melhor... Vou ficar ao seu lado sempre.

_ Pai, não prometa!

_ Você pode não acreditar Sophia, mas eu pensei muito antes de vim para cá...

_ Ta vendo? É só em você que o senhor pensa, e eu?

_ Pensei em vim, porque agora... eu não vou trabalhar tanto quanto antes, subi um degrau na minha vida querida, e isso era um sonho pra mim. Não é só você que tem sonhos, eu também tenho. Agora, sua mãe e eu vamos almoçar sempre contigo, vamos ter menos horas de trabalho... Vamos estar mais presentes na sua vida, vamos recuperar o tempo que perdemos. -ele agora olhava pra cima- Sabe, eu acho que nunca te contei isso, mas eu não ouvi suas primeiras palavras, não vi seus primeiros passos.. Ivone me disse, que você chamou pelo Roberto, e não por mim... O que eu podia esperar? Eu não vivia com você, vivia trabalhando... -Ele foi interrompido pela minha mãe que acabara de entrar na sala.

_Você chorava sempre que estava em meu colo... Você não desgrudava da Ivone de jeito nenhum, você não era acostumada comigo, e isso ''cortava meu coração''. Todas as manhãs quando eu ia trabalhar, até quando você já se formou mulher.. Eu abria sempre a porta do seu quarto e ficava minutos te olhando, meu Deus... como minha garota cresceu, e eu não acompanhei tudo isso! -ela disse secando as lágrimas.- Agora vai ser diferente, eu prometo. Vou fazer de tudo para que você seja feliz. E dessa vez, eu vou cumprir.

Eles me tiraram todas as palavras, não tinha o que dizer... apenas abracei-os.
Depois de ficar conversando com eles - conversamos muito, eles me contaram muitas coisas, foi impossível não rir. Não tinha ideia de que meu pai tinha esse lado brincalhão- subi para meu quarto arrumei as coisas, não tinha muito o que fazer, dei apenas meu toque final colocando o porta-retrato em cima do criado mudo, pois o quarto era lindo.
Liguei também para as meninas, me fizeram mil e uma perguntas. Já estava morrendo de saudade delas. Para Bruno mandei uma mensagem dizendo que já tinha chegado e que estava tudo bem, de imediato ele já e respondeu, dizendo que ficou feliz por mim.

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Leitoras, que bom que vocês resolveram aparecer!!
Comentem?? Se tiver comentários a gente posta mais um hoje combinado??
E não se esqueçam da pagina da fic no face, todo capítulo que for postado será avisado lá.
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ɞ Capítulo Nove ʚ

De primeira ideia pensei em ir falar com as meninas, mas logo mudei de pensamento. Comecei a andar o mais depressa possível, e a secar as lágrimas que desciam contra minha vontade. Avistei Bruno a poucos metros de mim, não queria falar com ele, já havia 6 meses que tínhamos terminado. Tentei não ser vista por ele, mas foi em vão.. ele me viu, e viu também que eu não estava bem, sem entender o porquê, ele veio ao meu encontro..

_ Sophia, porque você está chorando -Disse ele passando a mão no meu rosto.

_ Não..é... nada.. -Disse pausadamente.

_ Sophia, pode confiar em mim... E foi bom que eu te encontrei, estava te procurando queria falar com você.

_ O que foi? -disse secando as lágrimas.

_ Você prefere me contar o porque de estar chorando primeiro?

_ Me conta o que quer falar comigo, que depois eu digo..

_ Bom, me deixa falar tudo de uma vez ta bom? Depois você fala o que você quiser... Então Sophia, faz seis meses que estamos separados, eu pensava que nosso relacionamento duraria muito mais tempo, eu entendo seu lado, entendo que fui muito ciumento. É que eu não aceitava a ideia de você me trocar por outro alguém ou então que alguém te fizesse mais feliz do que eu estava fazendo... Se é que um dia eu consegui! Durante esses seis meses muitas mulheres passaram por mim, mas em cada uma delas eu procurava você...-ele olhava distante- seu sorriso, seu olhar, seu jeito carinhoso e gentil... Mas eu não encontrei, pois essas coisas, só estaria em você. Meu orgulho me estragou muitas vezes, eu poderia ter sido melhor, porém eu não queria dar o braço a torcer. Eu quero... Você de volta Sophia, prometo ser uma pessoa melhor... -Antes mesmo dele terminar de dizer tudo, eu comecei a chorar sem parar- Porque está chorando? Desculpa... -Eu apenas o abracei.

_ Bruno...eu ainda amo você..só que, não vai dar... -Sentia um aperto no coração.

_ Ta eu te entendendo. -Ele me abraçou e passava a mão nos meus cabelos, numa tentativa de me acalmar.

_ Eu ainda amo você, amo demais mesmo. Só que.. eu vou.. me mudar! -Disse sussurrando.

_ O que? Porque? -disse ele espantado.

_ é contra minha vontade, eu juro! Meus pais decidiram por mim, eu vou ter que ir. -Ele me interrompeu

_ Mas você é maior de idade, pode ficar..

_ Sei que sou Bruno, mas como vou viver? Eles vão alugar o apartamento, eu pensei em parar de doar o dinheiro pra pagar a faculdade e ficar em algum lugar.. só que eles vão vender o Argus e não vão me dar nenhum dinheiro.

_ Fica com o Roberto... Por favor. -Disse ele com os olhos cheios de água.

_ Não da Bruno, você sabe que não da.

_ E quando vocês vão?

_ Não sei, não quis nem saber. Acabei de receber a notícia, sai de lá sem rumo... Sem chão!

_ E como vamos ficar?

_ Vou te reencontrar um dia Bruno, sei que vou. Quem sabe no dia que eu te reencontrar, eu veja também sua nova namorada, você sendo um grande empresário.. Só que eu nunca vou esquecer de você, você estará em meu coração pra sempre, você foi o primeiro homem da minha vida, mesmo se eu quiser, nunca vou deixar de te amar, só que será um amor diferente... -Eu o abracei o mais forte possível, era como se eu quisesse protegê-lo de qualquer coisa.

Depois de ficar conversando com Bruno durante mais 15 minutos, decidi ir pra casa..
Cheguei lá, e vi o carro dos meus pais na garagem. Antes de abrir a porta, respirei fundo.
Entrei e logo subi as escadas correndo.

_ Sophia, espera! -Minha mãe gritou.

Entrei no quarto, e corri para a cama. O que me restava agora, era só isso... Chorar.
O que seria da minha vida agora? Lá eu não iria ter nenhuma amiga, não terei ninguém..vou ficar sozinha, só que agora era sozinha de tudo. Não teria as meninas para me fortalecer, não teria Ivone pra me dar conselhos, e também não teria Bruno para abraçar sempre que quisesse. Por mais que eu quisesse, não via nenhuma chance de ser feliz lá.
Os dias passaram, e eu contei para as meninas que eu iria me mudar, assim como eu elas ficaram inconsoláveis. Por fim, entenderam -só não aceitaram,como eu-.
Nos últimos dias que me restavam ali, dividia meu tempo com as meninas e com a hípica. Só de pensar que não iria ter por perto meu Argus, meu coração apertava.
Já tínhamos uma data marcada para ir para o Paraná, não fiz questão nenhuma de ver os detalhes.
Iríamos para o interior, iríamos para Londrina. Agora eu trilhava uma nova vida, um novo destino. Só me resta pedir a Deus para que me abençoe e que nessa nova vida, tudo -tudo mesmo- mude.

Meu vigésimo aniversário foi comemorado com pizza e refrigerante na praia, Isadora, Nicole, Amanda, Pedro, Marina e Ivone. Bruno me ligou mas não o chamei pra ir até lá.
Com a notícia da mudança, tentei convencer Ivone a se mudar conosco mas ela não aceitou de maneira nenhuma e eu -por mais que me doesse- compreendi seu lado.

Então já era dia de ir embora...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Oito ʚ

Era final de 2012. O dia amanheceu chuvoso, mas mesmo assim resolvi ir pra hípica. Me surpreendia o quanto aquele lugar me fazia bem -mesmo depois de terminar com Bruno seis meses atrás ali mesmo, somente meu cavalo ouviu nossa terrível discurssão-. Não pude montar Argus, então ajudei Frederico a alimentar os outros cavalos, depois trocamos a água e demos comida pra todos eles. Já não tinha mais o que fazer ali, mas não queria voltar pra casa e ficar lá praticamente sozinha, nem mesmo Ivone estava lá, tinha saído de férias. Escovei Argus repetidas vezes, só parei quando meu celular tocou, era meu pai.
Antes de atender fiquei imaginando o que ele queria comigo, não era comum receber ligações dele sem ter acontecido alguma coisa no mínimo grave, depois de muito tocar, atendi o telefone.

_Oi pai, aconteceu alguma coisa? -Perguntei de imediato.

_Oi Sophia, não aconteceu nada. -Ele riu- Eu e sua mãe vamos almoçar em casa hoje.

_É sério?

_É sim, e não devemos demorar muito pra chegar, você está em casa?

_Não, mas já vou embora. Te vejo em casa.

_Até daqui a pouco.

Desliguei e fiquei parada ao lado de Argus, minha intuição, meu sexto sentido ou qualquer coisa me diziam que esse almoço não era sem algum motivo. Meus pais raramente almoçavam em casa e quando o faziam era porque precisariam de mim pra alguma coisa.
Se Ivone estivesse ali falaria que eu estava exagerando, riria de mim e me pediria pra não ter um infarto precoce por causa de um simples almoço com meus pais.
Mas eu sabia que aquilo não era atoa...
Sai da hipica, peguei meu carro e fui embora. Passei em uma padaria e comprei uma torta de morango pra sobremesa, mesmo achando que aquilo não era sem nenhuma razão maior. Pouco depois cheguei no prédio, peguei o elevador e fui pro apartamento.
Cumprimentei Antônia que estava colocando algumas coisas no lugar, coloquei a torta na geladeira e subi pro meu quarto, tomei um banho e coloquei um vestido solto, fui até a piscina e fiquei da sacada olhando o movimento lá em baixo. Cerca de dez minutos depois meus pais chegaram.

_Sophi! -Ouvi minha mãe chamar.

_Tô descendo. -Respondi.

Passei no meu quarto e peguei o celular, logo depois desci.

_Oi mãe, oi pai. -Dei um beijo no rosto deles e me joguei no sofá.

_Oi Sophi! -Meu pai respondeu.

_Então, qual é o motivo desse almoço? -Perguntei ironicamente e vi minha mãe olhando na mesma hora pro meu pai.

_Nada, nós só queriamos ficar mais tempo ao seu lado. -Minha mãe respondeu automaticamente.

_Tudo bem. -Fingi acreditar- Seja qual for o motivo, eu comprei a sobremesa.

Antônia avisou que o almoço estava pronto e  fomos pra cozinha. O celular do meu pai tocava a todo instante, mas ele não atendia.
Fiquei o almoço todo esperando meu pai falar alguma coisa do tipo "queremos você conosco num jantar", "preciso que você passe o final de semana com a filha mais nova de um amigo meu", ou então que eu largasse a faculdade de veterinária e fizesse administração, pra ajudar em seus inúmeros negócios ou até mesmo que eu voltasse com Bruno. Mas ele o tempo todo fez elogios sobre minha última competição no hipismo.

_Vou pegar a sobremesa. -Falei e me levantei da mesa.

Peguei a torta, e voltei pra mesa. Retirei os pratos e coloquei outros limpos.

_Sophia, nós temos uma novidade pra te contar. -Meu pai falava calmamente.

_Eu já suspeitava. -Ri.

_Bom eu recebi uma proposta excelente a algum tempo atrás e venho estudando a ideia desde então. E depois de muito pensar, conversar com sua mãe, e várias reuniões eu decidi aceitar essa proposta, que é abrir um shopping.

_Nossa pai, isso é ótimo. -Falei empolgada com a notícia, mas percebi que não era só isso- Eu acho...

_Então, nós também achamos ótimo e por isso eu resolvi aceitar. E nós vamos nos mudar daqui  Sophia.

Nesse momento senti um frio subir por todo o meu corpo, tudo em mim alertava de que aquilo não era bom.

_Mu... Mudar? Pra onde? -Falei já sentindo um nó na garganta.

_Nós vamos pro Paraná Sophi! Isso não é ótimo? -Meu pai falava feliz.

_Vocês dois vão, eu não vou. -Falei séria, olhando pro meu pai.

_Mas é claro que não! -Ele alterou a voz.- Você também vai, você vai ficar com a sua família.

_Mas vocês nunca foram minha família! -Me levantei- Vocês nem sabem direito sobre o que eu gosto ou não de fazer, vocês dois nunca estão em casa e agora acham que é só chegar aqui e falar que nós vamos embora e fica tudo bem? A pelo amor de Deus, vocês nem sabem o que significa família. -Eu estava gritando e olhando acusadoramente pros dois.

_Sophia Bonnier cala a boca! -Meu pai se levantou e apontou o dedo no meu rosto.

_Não calo! Não calo e ponto! Vocês não são minha família, a Ivone e as meninas são minha família, o tio Beto também mas vocês? Nunca foram! Eu não vou embora daqui, eles são importante demais pra mim, vocês não entendem?

_Sophia nós entendemos, mas você também tem que entender nosso lado. -Minha mãe falava tentando amenizar a situação.

_Que lado? O lado ambicioso de vocês? Eu não vou. -As lágrimas escoriam pelo meu rosto.

_Eu não te dei alternativa Sophia, você vai e não se fala mais sobre isso.

_Eu sou maior de idade, eu estudo, eu posso muito bem trabalhar e deixar de doar o dinheiro que eu ganho competindo, eu vou ficar.

_Você pode ficar, mas eu não vou te dar um centavo, vou vender aquele seu cavalo e o apartamento vai ser alugado, você não vai conseguir trabalhar e pagar sua faculdade. Como eu já disse, você não tem alternativa.

_Pelo amor de Deus Otávio, não fala assim. -Minha mãe o interrompeu.

_Eu odeio vocês.

Passei a mão no rosto tentando secar as lágrimas, olhei uma ultima vez pra minha mãe e saí do apartamento, batendo a porta com força.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ɞ Capítulo Sete ʚ



Os primeiros a me darem parabéns foram tio Roberto e tia Juliana, sua esposa. Seguidos de um abraço muito apertado de Isadora, Nicole e Amanda.
Bruno me esperava com um enorme buquê de rosas vermelhas na mão, me deu um beijo apaixonado e sussurrou “muitas felicidades” em meu ouvido. Os pais de Bruno também estavam lá, me parabenizaram e sua mãe me entregou uma maleta de maquiagens que eu havia gostado e Bruno sabia.
Frederico como bom treinador e puxa-saco não deixou de aparecer, levando de presente pra mim bombons que eu gostava e deixando Bruno de cara feia, mesmo ele sendo dez anos mais velho que eu.
Mas confesso que nada foi mais gratificante do que ver meus pais ali. A ultima vez que eles passaram meu aniversário comigo foi quando fiz quinze anos.

_Parabéns meu amor! Que todos os seus sonhos se realizem, que você seja muito feliz nessa nova data que se inicia. -Minha mãe me abraçou.

_Obrigada mãe. -Falei feliz.

_Toma, esse é seu presente. -Ela pegou uma pequena caixa em cima da mesa.

_Não precisa de presente mãe, eu to feliz só por vocês estarem aqui. –Disse empurrando discretamente o embrulho de volta pra sua mão.

_Por favor, Sophi... –Ela sorriu.

_Tudo bem mãe.

Eu realmente não precisava de presentes, principalmente porque eu conhecia meus pais e sabia que eles me dariam alguma coisa bastante cara, mesmo não sendo o que eu queria.
Desfiz o laço dourado que fechava a caixa e tirei a tampa, lá dentro um colar delicado brilhava em um suporte de veludo.

_É lindo. –Tirei-o de dentro da caixa e o segurei.

O cordão era de ouro e tinha um pingente de coração.

_Isso é um diamante, é raro e muito especial assim como você. –Minha mãe falou, o prendendo em meu pescoço.

_Obrigada, de novo. –Abracei-a novamente.

_Agora é minha vez Cristina. –Meu pai falou, fazendo minha mãe se soltar do meu abraço.

_Parabéns, eu te amo. –Foram as palavras que ele disse.

_Obrigado pai.

_Seu presente. –Ele me entregou uma caixa exatamente igual a que minha mãe havia me dado.

_Caixas iguais? –Ri balançando a caixa, tentando ouvir algum barulho.

_Foi idéia da sua mãe! Espero que você goste do presente, esse foi ideia minha.

Fiquei curiosa e abri rapidamente a caixa, encontrando lá dentro a chave de um carro.

_Uau, um carro! -Falei ao mesmo tempo ironicamente, mas feliz.

_Gostou?

_Gostei sim, é claro que eu gostei.

_Quer ir ver ele agora? Já está na garagem. -Meu pai parecia empolgado.

_É melhor não... Depois eu olho tá bom? Eu amei.

Tentei parecer o mais sincera e feliz possível e isso pareceu convencer meu pai. A última pessoa a me dar parabéns foi Ivone, que fingiu o dia todo ter esquecido do meu aniversário. O jantar foi perfeito, rimos durante toda a noite. Depois que todos foram embora, eu, Isa, Mandinha e Nic resolvemos ficar na praia. Pedro ligou pra Amanda que apareceu por lá com sua irmã, mesmo passando das dez e meia da noite.

_Vocês moram aqui perto? -Perguntei a Pedro.

_Sim, a gente mora em Ipanema.

_Ah, é bem perto.

Nós ficamos lá conversando por muito tempo, a praia estava bastante movimenta por ser fim de ano. Assustei quando meu celular tocou, era Bruno.

_Oi Bruno.

_Onde você tá?

_Tô na praia, porque?

_A essa hora?

_É, tô aqui com as meninas.

_Tá bom.

_Bruno, espera...

Ele já havia desligado, nem pude falar, mas resolvi que não ligaria.

_Era o Bruno? -Nicole perguntou.

_Era sim, tava um pouco estranho. -Respondi.

_Gente acho que eu vou subir, tô cansada. -Isadora falou.

_Eu te acompanho Isa. -Falei.

_Acho que também já tá na minha hora. -Pedro falou se levantando da areia.

_A festinha foi cansativa. -Ri passando a mão no colar.

_Você ainda nem olhou o carro que seu pai te deu. -Nicole comentou.

_A depois eu olho. -Dei de ombros.

_É seu aniversário? -Marina perguntou e eu confirmei com a cabeça- Ah meus parabéns! -Ela me abraçou.

_Brigada! Desculpa não ter convidado vocês.

_Não tem problema não, ano que vem eu e o Pedro viremos. -Marina riu.

_Com certeza!

_Bom, meus parabéns também! Muitas felicidades. -Pedro sorriu e me abraçou.

_Obrigada Pedro. Foi bom ter conhecido você e sua irmã, vocês são pessoas incríveis.

_Sophia... - Ouvi Isadora falar.

_Que palhaçada é essa? -Reconheci a voz de Bruno atrás de mim.

Pedro me solto rapidamente e se afastou, Amanda se aproximou de nós e eu me virei, olhando Bruno.

_Você bebeu? Ou tá ficando louco? -Perguntei séria.

_A tá! Eu te encontro abraçada com esse ai a essa hora da noite e eu que tô ficando louco? -Ele falava alto.

_Primeiro, fala baixo. Segundo, ele é só um amigo. Terceiro, ele tá ficando com a Amanda. E quarto, eu não converso com gente bêbada.

_Sophia, vamos embora. É melhor vocês conversarem amanhã. -Nicole falou.

_Vamos sim.

Vi que Pedro já estava indo embora com a irmã, que apenas deu um tchau de longe.

_Amanhã você vem conversar comigo, hoje não. -Falei com Bruno e me virei indo embora.

As meninas já estavam do outro lado da rua, antes que eu pudesse dar algum passo, Bruno me segurou pelo pulso.

_Espera! -Ele falou.

_Amanhã Bruno. -Me soltei e fui embora, o deixando lá.

No dia seguinte treinei durante todo o dia, iria competir em menos de uma semana. Bruno se desculpou e eu aceitei, mesmo não gostando da situação;
Os dias passaram rápido, ganhei a competição -mesmo achando que não ganharia quando vi as outras amazonas- e os meses se passaram mais rápido ainda.
A faculdade estava a todo vapor, quando não estava estudando, estava treinando na hípica. Bruno cada dia mais ciumento e meus pais cada vez mais ausentes.
Amanda e Pedro estavam namorando, a minha amizade com as meninas estava cada vez mais forte. Ivone a todo momento estava ao meu lado.
E assim, dois anos se passaram...

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Cadê nossas leitoras?? Nenhum comentário é porque ninguém tá lendo né?? Mas por enquanto continuamos com a fic mesmo com a ausência de leitores...
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